A diversidade global dos Institutos de Estudos Avançados

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2020.34100.022

Palavras-chave:

Institutos de Estudos Avançados, Produção mundial de conhecimento, Política científica, Interdisciplinaridade, Iniciativas de excelência

Resumo

Quando o primeiro Instituto de Estudos Avançados foi fundado em Princeton em 1930, ninguém previu que ele se tornaria um modelo que se espalharia por todo o planeta. Especialmente nos últimos 20 anos, um número significativo de novos Institutos de Estudos Avançados (IEA) surgiu em muitas regiões ao redor do mundo. Classificados como “paraísos acadêmicos”, eles costumam ser considerados como ilhas isoladas ou torres de marfim, mas essa é apenas uma parte da história: pretendo mostrar que (a) os IEA são ao mesmo tempo produtos e motores da globalização da pesquisa e estão intimamente imbricados com diferentes tendências das políticas científicas globais; e que (b) esses institutos, apesar de seu pequeno porte, tiveram um papel importante no desenvolvimento universitário e científico e ainda continuam a tê-lo. Por fim, gostaria de apresentar um panorama dos desafios e tarefas futuras dos IEA como espaços de produção global de conhecimento.

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Biografia do Autor

Britta Padberg, Academia de Ciências e Humanidades de Berlim-Brandenburgo

Britta Padberg é a diretora-executiva da Academia de Ciências e Humanidades de Berlim-Brandenburgo em Berlim, Alemanha. De 2008 a 2020, chefiou o Centro de Pesquisa Interdisciplinar (Zentrum für interdisziplinäre Forschung ZiF, Bielefeld, Alemanha). Tem formação em Bioantropologia e História e fez seu doutorado na Universidade de Göttingen.

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Publicado

2020-12-02

Como Citar

Padberg, B. (2020). A diversidade global dos Institutos de Estudos Avançados. Estudos Avançados, 34(100), 369-396. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2020.34100.022

Edição

Seção

Sobre os Institutos de Estudos Avançados