Rotatividade de treinadores e o desempenho das equipes de futebol no Brasil

Autores

  • Caio Oliveira Azevedo Universidade Federal da Paraíba https://orcid.org/0000-0002-7296-4939
  • Aléssio Tony Cavalcanti de Almeida Universidade Federal da Paraíba. Departamento de Economia. https://orcid.org/0000-0003-0436-359X
  • Hilton Martins de Brito Ramalho Universidade Federal da Paraíba. Departamento de Economia.

DOI:

https://doi.org/10.11606/1980-5330/ea171487

Palavras-chave:

rotatividade, técnico, desempenho, futebol, Brasil

Resumo

Este trabalho analisa as consequências de mudanças de treinadores no transcorrer de uma competição. Foram usados dados de nove temporadas do futebol brasileiro, com indicadores de resultado dos times rodada-a-rodada e informações de casas de apostas. A partir das estimativas obtidas, foram percebidas melhoras em várias medidas de desempenho após a substituição de treinador, considerando o jogo seguinte à mudança. No entanto, esse efeito acaba sendo estatisticamente não significativo, quando analisado sobre uma maior quantidade de jogos após a mudança. Dessa forma, verifica-se que a mudança de treinador não se mostra uma estratégia efetiva de melhoria de desempenho.

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Biografia do Autor

Caio Oliveira Azevedo, Universidade Federal da Paraíba

Mestre em Economia Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal da Paraíba, Brasil (2019). 

Aléssio Tony Cavalcanti de Almeida, Universidade Federal da Paraíba. Departamento de Economia.

Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal da Paraíba (2014). Professor do Departamento de Economia, Universidade Federal da Paraíba.

Hilton Martins de Brito Ramalho, Universidade Federal da Paraíba. Departamento de Economia.

Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pernambuco (2008). Professor do Departamento de Economia, Universidade Federal da Paraíba.

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Publicado

2021-03-01

Como Citar

Azevedo, C. O., Almeida, A. T. C. de, & Ramalho, H. M. de B. (2021). Rotatividade de treinadores e o desempenho das equipes de futebol no Brasil. Economia Aplicada, 25(1), 5-32. https://doi.org/10.11606/1980-5330/ea171487

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