Descontinuidades produtivas e tecnológicas na estrutura industrial da economia brasileira

Autores

  • Rosembergue Valverde Universidade Estadual de Feira de Santana

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-416147437rov

Palavras-chave:

Estrutura industrial, Crescimento econômico, Inovações tecnológicas

Resumo

O objetivo desse artigo é estudar a capacidade de a economia brasileira sustentar taxas de crescimento a longo prazo a partir de complementaridades técnicas intersetoriais como vetor de absorção e difusão tecnológicas através da sua estrutura industrial. Para realizar essa tarefa recorre-se às teorias neo-schumpeterianas que descrevem os processos de absorção e difusão tecnológicas e a construção de um modelo de crescimento multissetorial de inspiração neo-ricardiana do tipo Sraffa / Von Neumann. Em acordo com os procedimentos metodológicos adotados procurou-se identificar descontinuidades produtivas, características de estrangulamentos da produção, que possam comprometer as condições de crescimento de longo prazo e os processos de absorção e difusão tecnológicas da economia brasileira. Em conclusão, o principal ponto em destaque é a existência de pontos de estrangulamentos de produção em setores com elevado grau de basicidade, fundamentais para a reprodução da estrutura produtiva da economia brasileira. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Aghion, Philippe e Peter Howitt. 1992. “A Model of Growth through Creative Destruction.” Econometrica 60 (2): 323–351.

Aghion, Philippe, Ufuk Akcigit, e Peter Howitt. 2013. “What Do We Learn From Schumpeterian Growth Theory?” NBER Working Papers 18824, National Bureau of Economic Research, Inc.

Archibugi, Daniele. 2001. “Pavitt's Taxonomy Sixteen Years on: A Review Article.” Economics of Innovation and New Technology 3: 415–425.

Barro, Robert, Xavier Sala-y-Martin. 1990. “Public Finance in Models of Endogenous Growth.” NBER Working Paper 3419.

Bielschowsky, Ricardo. 2013. “Estratégia de Desenvolvimento e as Três Frentes de Expansão no Brasil: Um Desenho Conceitual.” Texto para discussão – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 1828. Brasília.

Cândido, Carolina. 2014. "Avaliação Da Heterogeneidade Estrutural Na Indústria Brasileira: 1996 A 2011." Dissertação de mestrado, Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

Campos, Bruno e Ana Ruiz. 2009. “Padrões Setoriais de Inovação na Indústria Brasileira.” Revista Brasileira de Inovação 8 (1): 167–210.

Cass, David. 1963. “Optimum Growth In An Aggregative Model Of Capital Accumulation.” Review of Economic Studies 32: 233–240.

Catela, Eva, Gabriel Porcile. 2013. “Heterogeneidade Estrutural Na Produtividade Das Firmas Brasileiras.” Textos para Discussão CEPAL-IPEA 55.

Castellacci, Fulvio. 2009. “Technological Paradigms, Regimes And Trajectories: Manufacturing And Service Industries In A New Taxonomy Of Sectoral Patterns Of Innovation.” Research Policy 37 (6-7): 978–994.

Castro, Daniela Fernandes de. 2010. “Padrões Setoriais da Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira: Uma Análise de Cluster a Partir da Pintec.” Dissertação de Mestrado em Economia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

CEPAL. 2010. “A Hora Da Igualdade: Brechas Por Fechar, Caminhos Por Abrir.” Trigésimo terceiro período de sessões da CEPAL. Brasília.

Dosi, Giovanni. 1982. “Technological Paradigms And Technological Trajectories: A Suggested Interpretation Of The Determinants And Directions Of Technical Change.” Research Policy 11: 147 – 162.

Freeman, Christopher. 2008. “Systems of Innovation: Selected Essays in Evolutionary Economics.” Edward Elgar Publishing Ltd.

Geels, Frank. 2004. “From Sectoral Systems Of Innovation To Socio-Technical Systems”. Research Policy 33: 897 – 920.

Grossman, Gene e Elhanan Helpman. 1991. “Innovation and Growth in the Global Economy.” MIT Press: Cambridge.

Guilhoto, Joaquim e Umberto Sesso Filho. 2010. “Estimação da Matriz Insumo-Produto Utilizando Dados Preliminares das Contas Nacionais: Aplicação e Análise de Indicadores Econômicos para o Brasil em 2005.” Economia & Tecnologia 6 (23).

Guilhoto, Joaquim et al. 2016. “Sistema de Matrizes de Insumo-Produto, Brasil (1995-2013).” NEREUS – Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP. Acesso em 26/02/2017. http://www.usp.br/nereus/?dados=sistema-de-

-matrizes-de-insumo-produto-brasil-1995-2013.

Hamberger, Paula, Marisa Botelho. 2015. “Padrões Setoriais De Inovação Das Pequenas E Médias Empresas Industriais Brasileiras: Uma Análise Em Nível Da Firma.” Anais do 43º Encontro Nacional de Economia: 1–20.

Hirschman, Albert. 1958. “The Strategy Of Economic Development.” New Haven: Yale University Press.

Infante, Ricardo, Carlos Mussi e Mauro Oddo. 2015. “Por Um Desenvolvimento Inclusivo: O Caso Do Brasil.”

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). Santiago do Chile.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2016. “Matriz De Insumo-Produto: Brasil: 2010” IBGE - Coordenação de Contas Nacionais. Rio de Janeiro: IBGE.

Kalecki, Michal. 1977. “O Problema Da Demanda Efetiva Em Tugan-Baranovski e Rosa Luxemburgo.” In Michal Kalecki. Crescimento e Ciclo Das Economias Capitalistas. São Paulo: Hucitec.

Koopmans, Tjalling. 1963. “On The Concept Of Optimal Economic Growth.” In Study Week on the Econometric Approach to Development Planning, chap. 4: 225–87. North-Holland Publishing Co., Amsterdam.

Leontief, Wassily. 1951. “A Economia de Insumo-Produto.” In W. Leontief. A Economia do Insumo-Produto. 1985. São Paulo: Nova Cultural. Publicado em Scientific American (October): 15–21.

Lucas, Robert. 1988. “On the Mechanics of Economic Development.” Journal of Monetary Economics 22: 3 – 42.

Lundvall, Bengt-Ake. 1988. “Innovation as an Interactive Process: From User-Producer Interaction to the National Systems of Innovation.” In G. Dosi et al. (eds). Technical Change and Economic Theory. London: Pinter.

Lundvall, Bengt-Ake. 1992. “National Systems of Innovation. Towards a Theory of Innovation and Interactive Learning.” Edited by Bengt-Ake Lundvall. Pinter Publishers: London.

Malerba, Franco e Richard Nelson. 2011. “Learning And Catching Up In Different Sectoral Systems: Evidence From Six Industries.” Industrial and Corporate Change 20 (6): 1305 – 1334.

Malerba, Franco. 2002. “The Sectoral System Of Innovation And Production.” Research Policy 31: 247–264.

Marconi, Nelson, Igor Rocha, Guilherme Magacho. 2016. “Sectoral Capabilities And Productive Structure: An Input-Output Analysis Of The Key Sectors Of The Brazilian Economy.” Revista de Economia Política 36 (3): 470–492.

Mazzucato, Mariana. 2013. “Financing Innovation: Creative Destruction Vs. Destructive Creation.” Industrial and Corporate Change 22 (4).

Mazzucato, Mariana. 2014. “O Estado Empreendedor: Desmascarando O Mito Do Setor Privado Vs. Setor Público.” Portfolio-Penguin.

Nelson, Richard e Sidney Winter. 1982. “An Evolutionary Theory of Economic Change”. Harvard University Press.

Oddo, Mauro, Ricardo Infante e Carlos Mussi. 2014. “Produtividade Do Trabalho E Heterogeneidade Estrutural No Brasil Contemporâneo”. In F. De Negri, L. R. Cavalcante. Produtividade no Brasil: Desempenho E Determinantes. Brasília: ABDI, Ipea.

Pavitt, Keith. 1984. “Sectoral Patterns Of Technical Change: Towards A Taxonomy And A Theory.” Research Policy 13 (6): 343–373.

Perez, Carlota. 2009. "Technological Revolutions and Techno-economic Paradigms.” In Working Papers in Technology Governance and Economic Dynamics, Working Paper 20. Tallin: Norway and Tallinn University of Technology.

Pereira, Vinícius. 2016. “As Transformações Na Estrutura Produtiva Brasileira Na Era Do Real: Uma Abordagem Insumo-Produto Comparada.” XXI Encontro Nacional de Economia Política. São Bernardo do Campo.

Pinto, Aníbal. 1969. “Natureza E Implicações Da ‘Heterogeneidade Estrutural’ Da América Latina.” In R. Bielschowsky (org.). 2000. Cinquenta Anos De Pensamento Da Cepal. Rio de Janeiro: Editora Record.

Prado, Eleutério. 1981. “Estrutura Tecnológica E Desenvolvimento Regional.” São Paulo: IPE/USP.

Rasmussen, Poul Norregaard. 1956. “Studies In Intersectoral Relations.” Amsterdam: North-Holland.

Rebelo, Sergio. 1991. “Long-Run Policy Analysis and Long-Run Growth.” Journal of Political Economy 96: 500–521.

Robinson, Joan. 1956. “The Accumulation of Capital.” London: Macmillan.

Romer, Paul. 1990. “Endogenous Technological Change.” Journal of Political Economy 98: S71-S102.

Romer, Paul. 1986. “Increasing Returns and Long-Run Growth.” Journal of Political Economy 94: 1002–1037.

Silva, Conceição de Fátima, Wilson Suzigan. 2014. “Padrões Setoriais De Inovação Da Indústria De Transformação Brasileira.” Estudos Econômicos 44 (2): 277–321.

Solow, Robert. 1956. “A Contribution to the Theory of Economic Growth”. The Quarterly Journal of Economics 70 (1): 65–94.

Solow, Robert. 1957. “Technical Change and the Aggregate Production Function.” The Review of Economics and Statistics 39 (3): 312–320.

Sraffa, Piero. 1985. Produção De Mercadorias Por Meio De Mercadorias: Prelúdio A Uma Crítica Da Teoria Econômica. Coleção Os Economistas. São Paulo: Abril Cultural.

Downloads

Publicado

2017-12-01

Edição

Seção

Artigo