A equivalência Ricardiana sob restrições de colateral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-53575341jjj

Palavras-chave:

Equivalênica Ricardiana, Restrições de colateral, Neutralidade da dívida

Resumo

Este artigo investiga a Equivalência Ricardiana (ER) sob dívida colateralizada, inadimplência, custos de transação e mercados incompletos. A dívida pública é neutra e a RE é válida somente se o custo da transferência de garantias depender linearmente do imposto lump sum e for totalmente compensado. Credores e tomadores devem celebrar um acordo voluntário para compensar quaisquer custos de transferência em caso de descumprimento. Contudo, qualquer perturbação na relação afim assumida compromete a neutralidade da dívida. Não é o custo de transação em si que invalida a RE, mas sim a forma como este custo afeta o endividamento e a restrição orçamentária das famílias. O mecanismo subjacente é o canal de crédito da política fiscal. Sempre que o custo da transferência não é totalmente compensado, há uma sobra de saldo tributário líquido que afeta o conjunto orçamentário e as dotações reais. Isto é fundamentalmente diferente de uma economia com restrições de liquidez porque o canal de crédito da política fiscal é ativo e os custos de transação não compensados levam ao fracasso da ER.

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Biografia do Autor

José Angelo Divino, Universidade Católica de Brasília

Graduate Program of Economics

Jolivê Santana Filho, Instituto Federal de Goiás

Professor

Jaime Orrillo, Universidade Católica de Brasília

Graduate Program of Economics

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Publicado

2023-12-19

Edição

Seção

Artigo

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