Determinantes do fluxo de investimentos de portfólio para o mercado acionário brasileiro

Autores

  • André Franzen Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Economia
  • Roberto Meurer Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Economia
  • Carlos Eduardo Soares Gonçalves Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Departamento de Contabilidade e Atuária
  • Fernando Seabra Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Economia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-41612009000200003

Palavras-chave:

investimento de portfólio, retorno de ações, variação cambial

Resumo

Este artigo estuda como os fluxos de investimento para o mercado acionário brasileiro são afetados pelo retorno do índice Ibovespa, variação cambial, taxa SELIC e risco país. São utilizados dados mensais para o período entre 1995 e 2005 e verificadas as relações de causalidade e exogeneidade. Os resultados apontam para o comportamento racional do investidor estrangeiro, entrando no mercado após quedas e saindo após elevações. Os retornos defasados influenciam o fluxo. Há diminuição da posição do investidor estrangeiro quando a moeda doméstica se valoriza em relação ao dólar. A crise cambial de janeiro de 1999 afetou negativamente o investimento. A melhoria do indicador de risco país incentiva a entrada de investimentos. Os fluxos estão relacionados à taxa SELIC, que influencia a formação de expectativas. O índice de Sharpe positivo mostra que o maior risco do mercado brasileiro é compensado por maior rendimento. Após diversos testes diagnósticos, constata-se que o modelo proposto é adequado para inferência, mas não para a formulação de políticas e realização de previsões.

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Publicado

2009-06-30

Edição

Seção

Não definida