Sobre o poder político de pinturas-de-figuras-bonitas de Kitagawa Utamaro

Autores

  • Madalena Natsuko Hashimoto Cordaro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-7125.v0i24p83-90

Palavras-chave:

ukiyo-e de fins do século XVIII, pinturas-de-figuras-bonitas (bnjinga), Kitagawa Utamaro e Tsutaya Jüzaburô, proibições xogunais.

Resumo

Kitagawa Utamaro é celebre por seus desenhos de estampas de figurasbonitas,bijinga,especialmente na forma de bustos,ôkubi-e (“pintura de grande pescoço’’),seja representadas individualmente ou em grupo. À primeira vista, tais representações não apresentam nenhum conteúdo político e,hoje, são reproduzidas para ornamentar espaços públicos (restaurantes,embaixadas) ou objetos de uso cotidiano (carteiras,lenços,agendas,diários) que busquem representar tipicidades nipônicas. A presente comunicação visa a problematizar tal recepção póstuma,pois, conforme editos xogunais de 1790 e 1796, proibiu-se a publicação de estampas em folhas soltas (ichimaie) nas quais constassem escritos os nomes das mulheres representadas que não fossem yujo. As senes de mulheres-bonitas de Utamaro são analisadas do ponto de vista da recepção em sua época e dos recursos visuais utilizados pelo pintor para burlar as proibições xogunais.

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Como Citar

Cordaro, M. N. H. (2004). Sobre o poder político de pinturas-de-figuras-bonitas de Kitagawa Utamaro. Estudos Japoneses, (24), 83-90. https://doi.org/10.11606/issn.2447-7125.v0i24p83-90

Edição

Seção

não definida