A perspectiva de Michael Apple para os estudos das políticas educacionais

Autores

  • Luís Armando Gandin Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Iana Gomes de Lima Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1517-9702201609143447

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as contribuições de Michael Apple para o campo da pesquisa em políticas educacionais. Na extensa obra de Michael Apple, destacamos seis elementos que podem auxiliar aqueles que estão interessados na área de políticas em educação: o princípio epistemológico da análise relacional; o exame do Estado como relação; a herança de Antonio Gramsci e de Raymond Williams que Michael Apple incorpora no uso de conceitos como hegemonia e senso comum; a análise que Michael Apple faz das políticas educacionais como políticas culturais, como disputas por visão de mundo, como luta por consolidação de uma hegemonia que vai além do econômico; a sua postura de pesquisador; e a capacidade que Michael Apple tem de ir além da lógica da reprodução e determinação para enfatizar o papel da agência e da contra-hegemonia. Através de exemplos práticos da própria obra de Apple e de outras pesquisas empíricas, apresentam-se as implicações de cada um dos seis pontos acima citados para os pesquisadores interessados na área de políticas educacionais. Conclui-se que muitas das contribuições de Apple podem auxiliar em pesquisas nessa área, tendo em vista a discussão que o autor realiza em sua obra e sua crítica ao determinismo econômico nas análises do campo educacional, salientando a importância, assim, de aspectos que estão relacionados à esfera da cultura.

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Publicado

2016-09-01

Como Citar

Gandin, L. A., & Lima, I. G. de. (2016). A perspectiva de Michael Apple para os estudos das políticas educacionais . Educação E Pesquisa, 42(3), 651-664. https://doi.org/10.1590/S1517-9702201609143447

Edição

Seção

Artigos