Jean-Jacques Rousseau entre uma poética da superfície e a ideia de infância

Autores

  • Marlene de Souza Dozol Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1517-97022015011639

Resumo

O propósito desse ensaio é o de indicar o entrelaçamento operado por Jean-Jacques Rousseau entre filosofia, literatura e pintura em alguns de seus escritos para estabelecer um gênero de poética que, entre outras impressões, sugere os princípios estéticos para a compreensão e a condução da infância. Noutras palavras, trata-se de examinar se Rousseau – ao nos oferecer uma experiência ao mesmo tempo intelectual, sensível e plástica de certos conceitos – sugere os elementos basilares para a criação de uma pedagogia que alie o inteligível ao sensível em seu modo de teorizar e de atuar sobre crianças. A fim de ilustrar essa possibilidade, tomo aqui passagens de Júlia ou a nova Heloísa, de Os devaneios do caminhante solitário e breves remissões ao Emílio, a serem examinadas mediante dois artifícios heurísticos, a saber: o elogio de Eros feito por Agatão no “Banquete” (Platão) e o quadro “O embarque para a ilha de Citera”, do pintor francês Antoine Watteau. O texto conclui por uma poética da superfície, ao mesmo tempo formativa e formada, uma vez que interpela e se deixa fabricar por aquele que a sente e a pensa.

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Publicado

2015-03-01

Como Citar

Dozol, M. de S. (2015). Jean-Jacques Rousseau entre uma poética da superfície e a ideia de infância . Educação E Pesquisa, 41(1), 17-31. https://doi.org/10.1590/S1517-97022015011639

Edição

Seção

Artigos