ESPINOSA, MELANCOLIA E O ABSOLUTAMENTE INFINITO NA GEOMETRIA DOS INDIVISÍVEIS DO SÉCULO XVII

  • Henrique Piccinato Xavier Universidade de São Paulo, São Paulo
Palavras-chave: Espinosa, Descartes, Dürer, absolutamente infinito, geometria sintética e analítica, definição genética

Resumo

O artigo procurar refazer o debate seiscentista acerca da cientificidade da matemática e da possibilidade de se conceber a ideia do infinito positivo para abordar as implicações filosóficas da matemática na obra de Espinosa, dando estaque para a ordenação geométrica em sua Ética. Abordaremos o pensamento matemático do filósofo a partir de três perspectivas: a pedagógica, a epistemológica e a ontológica. No sentido pedagógico, a sua geometria sintética procura habitar a evidência como expressão retórica e pedagógica de encadeamentos perfeitos e auto evidentes que conduzem o andamento do leitor por proposições filosóficas. No sentido epistemológico, temos o habitar da própria coisa entendida por meio de uma definição genética que fornece tanto a própria essência atuosa da coisa como a diferença entre defini-la por meio de seus predicados (ou efeitos) ou por meio de sua essência íntima (ou causa eficiente). E no sentido ontológico de habitar o próprio infinito, pois a geometria nos fornece a própria forma para concebermos a ideia positiva de um absolutamente infinito em que necessariamente somos e tomamos parte.

 

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Biografia do Autor

Henrique Piccinato Xavier, Universidade de São Paulo, São Paulo
Professor visitante, Universidade de São Paulo
Publicado
2016-12-24
Como Citar
Xavier, H. (2016). ESPINOSA, MELANCOLIA E O ABSOLUTAMENTE INFINITO NA GEOMETRIA DOS INDIVISÍVEIS DO SÉCULO XVII. Cadernos Espinosanos, (35), 295-347. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2016.121622
Seção
Artigos