Vol 19 n 2 - Dossiê temático Semiótica Plástica - call for papers

Chamada de trabalhos / Call for papers – vol. 19, n. 2 (agosto 2023)

Dossiê temático "Semiótica plástica: limites e expansões. Homenagem a Jean-Marie Floch"

[Français ci-dessous / English below ]

Editoras convidadas: Lucia Teixeira (UFF, Niterói-RJ) e Anne Beyaert-Geslin (Université Bordeaux Montaigne, Bordeaux)

La sémiotique tient à se définir comme une entreprise à vocation scientifique : elle vise à construire une théorie générale de la signification et des langages. Mais on peut aussi la définir, et la vivre, comme une certaine disposition d’esprit, faite de curiosité pour tout ce qui a, ou peut avoir du sens. (FLOCH, 1985, p. 139).

[…] j'ai le sentiment que, de nos jours, c'est presque faire acte de résistance que de s'en tenir à regarder longuement quelques œuvres, de ne pas se laisser transporter par ces flots d'images que charrient non seulement les programmes de télévision et les réseaux d'affichage mais aussi les “grandes expositions”. (FLOCH, 2002, p. 4)

Em seu livro clássico Petites mythologies de l’œil et de l’esprit (1985), Jean-Marie Floch funda o campo de estudos da semiótica plástica, define seus limites e deixa entrever suas expansões. Não por acaso, o livro tem o subtítulo “Pour une sémiotique plastique”, com o qual se afirma como o marco inaugural de um projeto que o próprio Floch vai consolidar e ampliar em suas outras obras. Se, nos sete capítulos que compõem Petites mythologies…, Floch analisa a pintura, a fotografia, a relação entre escritura e desenho, a arquitetura e a publicidade, esboçando o quadro dos objetos privilegiados por uma semiótica que se ocuparia das manifestações visuais, mais adiante ele incorpora a seus temas de interesse as marcas e o marketing (1990), o design (1995), as histórias em quadrinhos (2002). Nesse percurso ele cria um método que estabelece critérios e procedimentos de análise bem definidos e, ao mesmo tempo, propõe uma abertura da teoria semiótica ao universo dos criadores, dos especialistas em artes visuais e estratégias de marketing e publicidade e dos apreciadores das artes em geral. Curioso é que, tendo sido rigoroso em suas abordagens, criterioso em suas análises e exaustivo nos desdobramentos possíveis para cada conclusão a que chegava, o semioticista preocupou-se em poder ser lido e em saber fazer a semiótica ser lida por um público de não especialistas. Propunha roteiros de leitura de seus livros nos prefácios, em que sugeria saltos de capítulos, retornos e “escapatórias”, ao lado de apresentar sempre uma explicação breve, didática e simples da teoria. Não foi um pensador preocupado apenas com o rigor metodológico ou com a definição terminológica, mas foi efetivamente um semioticista que acreditou na semiótica e em seu poder de não só descrever mas também criar sentidos para o mundo e a vida social. Por isso, na primeira epígrafe que selecionamos, ele fala em “viver” a semiótica, e, na continuidade do texto, acrescenta:

On a trop souvent reproché à la sémiotique d’être réductrice, de traiter les rapports de l’homme au monde et de l’homme à l’homme en termes de structures sèches, froides. Pour qui sait que cet aspect réducteur n’est qu’une des conditions de la rigueur, il ne s’agit là que de connotations. L’expérience de la recherche sémiotique montre plutôt qu’elle est un exercice fructueux de la curiosité intellectuelle et que cette curiosité peut ne pas être uniquement celle d’un observateur, distant et souverain, face aux actes et aux discours qui lui sont contemporains ; la dimension sociale de la sémiotique peut ne pas se limiter à une pure fonction didactique, de simple éveil à des domaines exclus de la culture classique, qui sont pourtant chargés de sens et qui, en même temps, en produisent. La sémiotique peut aussi aider à produire du sens. (FLOCH, 1985, p. 139)

Se o rigor pode ser associado ao método, Floch foi um mestre rigoroso: por meio de elementos-chave da teoria, como o conceito de semissimbolismo e a articulação entre esquemas narrativos e preenchimentos semântico-discursivos, ele avançou para a delimitação dos critérios de descrição dos contrastes cromáticos, eidéticos e topológicos em obras de expressão visual e expandiu a semiótica mais canônica para o campo das práticas sociais (com a clássica análise dos viajantes do metrô, 1985) e das interações entre sujeitos e entre sujeitos e objetos (marcas, marketing e suas identidades visuais, 1990, 1995), além de tratar de temas como a aspectualização do espaço (como na análise de Tintin au Tibet, 2022) ou as relações entre sistemas sensíveis, como o tátil e o visual (veja-se o estudo da logomarca da cozinha de Michel Bras, 1995).

O número 19.2 da revista pretende retomar o programa iniciado pelo subtítulo do livro Petites mythologies de l’œil et de l’esprit e elaborar uma espécie de balanço do trabalho ali proposto. Como os que vieram depois de Floch compreenderam sua proposta? Como se apropriaram dela? Que estatuto deram a essa “dimensão” plástica? Aplicada à pintura e à fotografia, a semiótica plástica não chegou a ser explorada para o estudo de obras digitais. É possível fazer essa aplicação? Em que condições?

As propostas de Floch, e em particular a noção-chave de sistema semissimbólico, têm sido alvo de crítica recorrente que sublinha o reducionismo de uma abordagem binária. Longe de ignorá-la, esse dossiê pretende questionar essa crítica para mostrar a vitalidade das propostas de Floch, identificar as zonas críticas em que elas perdem sua eficiência e aquelas, ao contrário, em que revelam toda a sua relevância. Seria preciso limitar a aplicação do semissimbolismo a certos suportes de inscrição, a certas concepções da significação? O que exatamente o semissimbolismo significa e quais são seus limites de aplicabilidade? É possível circunscrever o escopo da semiótica plástica de Floch e, tendo sido os semioticistas capazes de testá-la em numerosos corpora, redefinir seu campo de aplicação cerca de trinta e sete anos depois?

Com base nessas considerações, o número 19.2 da revista receberá artigos que girem em torno dos seguintes eixos de reflexão:

  • Desenvolvimentos em semiótica plástica a partir da obra de Jean-Marie- Floch: expansões teóricas e metodológicas e exame de sua área crítica de aplicação.

  • Revisão crítica das análises dos diferentes objetos de sentido visuais realizadas por Floch.

  • Relações entre semiótica plástica e semiótica do espaço.

  • Relação entre semissimbolismo e experiência estética.

  • A cultura digital e suas implicações teóricas e analíticas para a abordagem semiótica.

  • Design de objetos.

  • Design, comunicação e marketing.

  • O impacto do digital no campo da publicidade e das mídias.

  • Multimodalidade e sincretismo de linguagens.


Referências:

FLOCH, Jean-Marie. Petites mythologies de l’œil et de l’esprit. Paris-Amsterdam : Hadès-Benjamins, 1985.

FLOCH, Jean-Marie. Sémiotique, marketing et communication : sous les signes, les stratégies. Paris : PUF, 1990.

FLOCH, Jean-Marie. Identités visuelles. Paris : PUF, 1995.

FLOCH, Jean-Marie. Une lecture de Tintin au Tibet. Paris : PUF, 2002.


Informações práticas

Datas importantes:

  • Submissão das propostas (uma página) até 31 de julho de 2022. Enviar para: rev.esse@usp.br . Assunto: Dossier Floch 2023 - proposta artigo.
  • Resposta sobre as propostas recebidas: 20 de agosto de 2022.
  • Submissão dos artigos completos cujas propostas foram aprovadas: de 01.09 a 31.12.2022. Envio em: https://www.revistas.usp.br/esse/about/submissions
  • Publicação programada: agosto de 2023.

Detalhes sobre a redação e a formatação dos artigos:

  • Línguas aceitas: português, francês, inglês, italiano, espanhol.
  • Os resumos deverão ser redigidos em inglês + outra língua de acordo com aquelas aceitas.
  • Os artigos submetidos deverão conter de 25.000 a 50.000 caracteres (espaços incluídos).
  • Verificar as normas de formatação da revista.

 

[Français]

Sémiotique plastique : limites et expansions. Hommage à Jean-Marie Floch

Dossier dirigé par : Lucia Teixeira (UFF, Niterói-RJ) et Anne Beyaert-Geslin (Université Bordeaux Montaigne, Bordeaux)

La sémiotique tient à se définir comme une entreprise à vocation scientifique : elle vise à construire une théorie générale de la signification et des langages. Mais on peut aussi la définir, et la vivre, comme une certaine disposition d’esprit, faite de curiosité pour tout ce qui a, ou peut avoir du sens. (FLOCH, 1985, p. 139).

[…] j'ai le sentiment que, de nos jours, c'est presque faire acte de résistance que de s'en tenir à regarder longuement quelques œuvres, de ne pas se laisser transporter par ces flots d'images que charrient non seulement les programmes de télévision et les réseaux d'affichage mais aussi les “grandes expositions”. (FLOCH, 2002, p. 4)

Dans son ouvrage classique Petites mythologies de l'œil et de l'esprit (1985), Jean-Marie Floch fonde le champ d’étude de la sémiotique plastique, en définit les limites et laisse entrevoir ses prolongements. Le sous-titre du livre, “Pour une sémiotique plastique”, n'est certes pas anodin : il s’affirme ainsi comme le jalon inaugural d’un projet que le sémioticien consolidera et élargira lui-même dans ses ouvrages ultérieurs. Alors que, dans les sept études qui composent Petites mythologies…, Floch analyse la peinture, la photographie, la relation entre l’écriture et le dessin, l’architecture et la publicité, désignant ainsi les objets privilégiés par une sémiotique des manifestations visuelles, il élargit plus tard ces centres d’intérêt, y associant tour à tour les marques et le marketing (1990), le design (1995), et la bande dessinée (2002). D’un ouvrage à l’autre, il élabore une méthode qui définit des critères et des procédures d’analyse bien précis tout en proposant une ouverture de la théorie sémiotique à l’univers des créateurs, des spécialistes des arts visuels et des stratégies de marketing et de publicité et des amateurs d'art en général. Floch n’est pas seulement rigoureux dans ses approches, judicieux dans ses analyses et exhaustif dans l’examen des possibilités de développement de chacune de ses conclusions, il s’est aussi préoccupé d’être lu par un public de non-spécialistes et s’est demandé comment faire lire la sémiotique.

Soucieux d’expliquer la théorie de façon simple, didactique et concise, Floch débutait chacun de ses livres par des scripts de lecture où il suggérait des sauts de chapitre, des retours et des “échappées”. C’était un sémioticien qui croyait en la sémiotique, en sa capacité à décrire et, au-delà, à créer des significations pour le monde et la vie sociale, et non un penseur uniquement préoccupé par la rigueur méthodologique ou la définition terminologique. C'est pourquoi, dans la première épigraphe que nous avons choisie, il évoque une sémiotique "vivante", avant d’ajouter :

On a trop souvent reproché à la sémiotique d’être réductrice, de traiter les rapports de l’homme au monde et de l’homme à l’homme en termes de structures sèches, froides. Pour qui sait que cet aspect réducteur n'est qu'une des conditions de la rigueur, il ne s'agit là que de connotations. L'expérience de la recherche sémiotique montre plutôt qu'elle est un exercice fructueux de la curiosité intellectuelle et que cette curiosité peut ne pas être uniquement celle d'un observateur, distant et souverain, face aux actes et aux discours qui lui sont contemporains ; la dimension sociale de la sémiotique peut ne pas se limiter à une pure fonction didactique, de simple éveil à des domaines exclus de la culture classique, qui sont pourtant chargés de sens et qui, en même temps, en produisent. La sémiotique peut aussi aider à produire du sens. (FLOCH, 1985, p. 139).

Si la rigueur se laisse apprécier à partir d’un souci de la méthode, Floch doit être considéré comme un maître rigoureux : les éléments clés de la théorie, tels le concept de semi-symbolisme et l’articulation entre les schémas narratifs et les mécanismes sémantico-discursifs, lui ont permis de circonscrire les critères de description des contrastes chromatiques, eidétiques et topologiques dans les œuvres d’expression visuelle et d’étendre le champ de la sémiotique aux pratiques sociales (avec l’analyse célèbre des voyageurs du métro, 1985) et aux interactions entre sujets et entre sujets et objets (l’étude des marques, du marketing et des identités visuelles, 1990 et 1995). Ces outils ont en outre permis d’aborder des questions liées à l’aspectualisation de l’espace (voir l’analyse de Tintin au Tibet, 2002) ou les relations entre les modalités sensibles, en particulier le tactile et le visuel (voir l'étude du logo de la cuisine de Michel Bras, 1995).

Le numéro 19.2 de la revue Estudos Semióticos entend revenir sur le programme initié par le sous-titre de l'ouvrage Petites mythologies de l'œil et de l'esprit et dresser une sorte de bilan provisoire. Comment la postérité de Floch a-t-elle compris cette sémiotique plastique ? Comment a-t-elle été appropriée ? Quel statut la postérité a-t-elle donné à cette “dimension” plastique ? Appliquée à la photographie aussi bien q'à la peinture, la sémiotique plastique n'a pu être exploitée pour l'étude d'œuvres numériques. Cette application est-elle envisageable et sous quelles conditions ?

Les propositions de Floch, et en particulier la notion centrale de système semi-symbolique, n’ont pas échappé à la critique, celle-ci soulignant le réductionnisme de l'approche binaire. Loin de l'ignorer, le dossier entend interroger cette critique afin de montrer la vitalité des propositions de Floch, de cerner la zone critique où elles perdent leur efficience et celle, au contraire, où elles révèlent toute leur pertinence. Faudrait-il limiter l'application du système semi-symbolique à certains supports d'inscription, à certaines conceptions de la signification ? Que “dit” précisément le semi-symbolisme et quelles sont ses “limites d'applicabilité” ? Pourrait-on circonscrire l'empan de la sémiotique plastique de Floch et, les sémioticiens ayant pu la mettre à l'épreuve de nombreux corpus, repréciser son champ d'application quelque trente-sept années après ?

Sur la base de ces considérations, le numéro 19.2 de la revue recevra des articles d’analyse suivant plusieurs axes de réflexion :

  • Développements de la sémiotique plastique à partir de l’œuvre de Jean-Marie-Floch : expansions théoriques et méthodologiques, mais aussi examen de sa “zone critique d’application”..

  • Retour critique sur les analyses des différents “objets de sens visuels" menées par Floch.

  • Les relations entre la sémiotique plastique et la sémiotique de l’espace.

  • La relation entre le semi-symbolisme et l’expérience esthétique.

  • La culture numérique et ses implications théoriques et analytiques pour l’approche sémiotique.

  • Le design des objets.

  • Le design, la communication et le marketing.

  • L'impact du numérique dans le champ de la publicité et des médias.

  • La multimodalité et le syncrétisme des langues.

 

Références:

FLOCH, Jean-Marie. Petites mythologies de l’œil et de l’esprit. Paris-Amsterdam : Hadès-Benjamins, 1985.

FLOCH, Jean-Marie. Sémiotique, marketing et communication : sous les signes, les stratégies. Paris : PUF, 1990.

FLOCH, Jean-Marie. Identités visuelles. Paris : PUF, 1995.

FLOCH, Jean-Marie. Une lecture de Tintin au Tibet. Paris : PUF, 2002.

 

Renseignements pratiques

Échéancier :

  • Soumission des propositions (une page) jusqu'au 31 juillet 2022. Envoyer à : rev.esse@usp.br . Objet : "Dossier Floch 2023 - proposition d'article"
  • Confirmation des propositions retenues : le 20 août 2022.
  • Remise à la revue des articles dont les propositions auront été retenues : du 1er septembre au 31 décembre 2022. La remise doit se faire sur : https://www.revistas.usp.br/esse/about/submissions
  • Publication en ligne prévue : août 2023.

Normes éditoriales :

  • Langues de travail : portugais, français, anglais, italien, espagnol.
  • L'Abstract doit être composé en anglais + une langue choisie parmi celles acceptées.
  • Les articles soumis à la revue doivent compter de 25.000 à 50.000 caractères, espaces compris.
  • Prière de vérifier les directives aux auteurs de la revue.

 

 

[English]

Plastic Semiotics: its limits and expansions. Tribute to Jean-Marie Floch

Thematic issue edited by Lucia Teixeira (UFF, Niterói-RJ) and Anne Beyaert-Geslin (Université Bordeaux Montaigne, Bordeaux)

La sémiotique tient à se définir comme une entreprise à vocation scientifique : elle vise à construire une théorie générale de la signification et des langages. Mais on peut aussi la définir, et la vivre, comme une certaine disposition d’esprit, faite de curiosité pour tout ce qui a, ou peut avoir du sens. (FLOCH, 1985, p. 139).

[…] j'ai le sentiment que, de nos jours, c'est presque faire acte de résistance que de s'en tenir à regarder longuement quelques œuvres, de ne pas se laisser transporter par ces flots d'images que charrient non seulement les programmes de télévision et les réseaux d'affichage mais aussi les “grandes expositions”. (FLOCH, 2002, p. 4)

In his classic book Petites mythologies de l'œil et de l'esprit (1985), Jean-Marie Floch founded the field of study of Plastic Semiotics, defining its limits and revealing its extensions. The subtitle of the book, “Pour une sémiotique plastique”, is certainly not trivial: it thus asserts itself as the inaugural milestone of a project that the semiotician will consolidate and expand himself in his subsequent works. While, in the seven studies that compose Petites mythologies…, Floch analyzes painting, photography, the relationship between writing and drawing, architecture and advertising, thus designating the objects privileged by Semiotics of visual manifestations, he later broadens these areas of interest, associating in turn brands and marketing (1990), design (1995), and comics (2002). From one book to another, he develops a method that defines specific criteria and analysis procedures while offering an opening of semiotic theory to the universe of creators, specialists in visual arts, marketing and advertising strategies, and art enthusiasts in general. Floch is not only rigorous in his approaches, judicious in his analyses and exhaustive in examining the possibilities of development in every one of his conclusions, he has also been concerned about being read by an audience of non-specialists.

Eager to explain the theory in a simple, didactic and concise way, Floch began each of his books with reading scripts where he suggested chapter jumps, returns and “escapes.” He was a semiotician who believed in Semiotics, in its ability to describe and, beyond that, to create meanings for the world and social life, and not a thinker concerned solely with methodological rigour or terminological definition. This is why, in the first epigraph we chose, he evokes a "living" semiotic, before adding:

Semiotics has too often been criticized for being reductive, for treating the relationships of man to the world and of man to man in terms of arid, cold structures. For anyone who knows that this reducing aspect is only one of the conditions of rigour, these are only connotations. The experience of semiotic research shows rather that it is a fruitful exercise of intellectual curiosity and that this curiosity may not be only that of an observer, distant and sovereign, in front of the acts and discourses which are contemporary to him; the social dimension of Semiotics may not be limited to a pure didactic function, to a simple awakening to domains excluded from classical culture, which are nevertheless loaded with meaning and which, at the same time, produce it. Semiotics can also help produce meaning (FLOCH, 1985, p. 139).

If a concern for method leads to the appreciation of rigour, Floch must be considered a rigorous master: the key elements of the theory, such as the concept of semi-symbolism and the articulation between narrative patterns and semantic-discursive mechanisms, allowed him to define the criteria for describing chromatic, eidetic and topological contrasts in works of visual expression and to extend the field of Semiotics to social practices (with the famous analysis of Paris subway passengers, 1985) and interactions between subjects and between subjects and objects (the study of brands, marketing and visual identities, 1990 and 1995). These tools have also made it possible to address questions related to the aspectualization of space (see the analysis of Tintin in Tibet, 2002) or the relations between sensitive modalities, in particular the tactile and the visual (see the study of the logo of Michel Bras' cuisine, 1995).

Issue 19.2 of the journal Estudos Semióticos intends to revisit the program initiated by the subtitle of the book Petites mythologies de l'œil et de l'esprit and draw up a kind of provisional assessment. How did Floch's posterity understand his Plastic Semiotics? How was it embraced? What status did posterity give to this plastic “dimension”? Applied to photography as well as painting, Plastic Semiotics has not yet been put to the test of digital works. Is this possible and under what conditions?

Floch's proposals, and in particular the central notion of a semi-symbolic system, have not escaped criticism, particularly emphasizing the reductionism of the binary approach. Far from ignoring it, the dossier intends to question this criticism in order to show the vitality of Floch's proposals, to identify the critical areas where they lose their efficiency and, inversely, where they reveal all their relevance. Should the application of the semi-symbolic system be limited to certain media that allow access to texts, to certain conceptions of meaning? What exactly “says”semi-symbolism and what are its “applicability limits”? Could the reach of Floch's Plastic Semiotics be circumscribed and, since the semioticians had been able to test it on numerous corpora, could its scope be clarified some thirty-seven years later?

On the basis of these considerations, issue 19.2 of the journal will receive analytical articles along several lines of reflection:

  • Developments in Plastic Semiotics arising from the work of Jean-Marie Floch: theoretical and methodological expansions, but also examination of its “critical area of application”.

  • A critical review of Floch's analyses of the various “visual meaning objects”.

  • The relationships between Plastic Semiotics and Space Semiotics.

  • The relationship between semi-symbolism and aesthetic experience.

  • Digital culture and its theoretical and analytical implications for the semiotic approach.

  • The design of objects.

  • Design, communication and marketing.

  • The impact of the digital feature in the field of advertising and media.

  • Multimodality and syncretism of languages.

 

References:

FLOCH, Jean-Marie. Petites mythologies de l’œil et de l’esprit. Paris-Amsterdam : Hadès-Benjamins, 1985.

FLOCH, Jean-Marie. Sémiotique, marketing et communication : sous les signes, les stratégies. Paris : PUF, 1990.

FLOCH, Jean-Marie. Identités visuelles. Paris : PUF, 1995.

FLOCH, Jean-Marie. Une lecture de Tintin au Tibet. Paris : PUF, 2002.

 

Practical info

Deadlines:

  • Deadline for submission of proposals (one page): July 31, 2022. Proposals are to be sent to: rev.esse@usp.br . Subject line: "Dossier Floch 2023 - article proposal"
  • Confirmation of acceptance: August 20, 2022.
  • Deadline for the submission of the full-text paper: from Sept 1st to Dec 31, 2022 . Papers are to be submitted on the page: https://www.revistas.usp.br/esse/about/submissions
  • Online publication planned for: August 2023.

Editorial details:

  • Accepted languages: Portuguese, French, English, Italian, Spanish.
  • Abstract should be in English and in another language chosen among those supported.
  • Articles should be between 25000 and 50000 characters, all included.
  • Please refer to the journal's submission guidelines.