Bases do pensamento tensivo

Autores

  • Luiz Tatit Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156045

Palavras-chave:

Prosodização, Tonicidade, Intensidade, Andamento, Extensidade

Resumo

O autor revela algumas das etapas decisivas que marcaram o ingresso do pensamento tensivo na semiótica greimasiana. O principal sujeito dessa narrativa foi o francês Claude Zilberberg, que soube reger o contraponto da semiotização fundada pelo teórico lituano com a temporalização praticada por Paul Valéry, com a ideia de acentuação preconizada em Ernst Cassirer e ainda com a musicalização encontrada em Gisèle Brelet. Passo a passo, Zilberberg foi chegando a uma gramática tensiva, na qual articulam-se intensidade (força afetiva) e extensidade (campo de abrangência dos fatos) e, ao mesmo tempo, a uma gramática da espera que responde pela coexistência dos conceitos antagônicos, incluindo evidentemente seus próprios conceitos contrários, como o “acontecimento” e a “surpresa”.

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Biografia do Autor

Luiz Tatit, Universidade de São Paulo

Docente do Programa de Pós-graduação em Semiótica e Linguística geral da Universidade de São
Paulo (USP).

Referências

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Publicado

2019-04-11

Como Citar

Tatit, L. (2019). Bases do pensamento tensivo. Estudos Semióticos, 15, 11-26. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156045