Um modelo catenário e tensivo para a estrutura do quadrado semiótico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156046

Palavras-chave:

Semiótica tensiva, Intensidade, Extensidade, Catenário, Quadrado semiótico

Resumo

Este artigo visa explorar uma sugestão de Zilberberg, quando, numa reflexão en passant, propunha que “o categórico pressupõe o gradual que o funda” e que “o categórico é obtido pela suspensão dos termos catenários e conservação dos termos extremos” (1981, p. 10). Catenária – do latim catena [cadeia] – é definida em dicionário como uma curva na qual pende, sob a influência de seu próprio peso, um fio suspenso pelas extremidades. Essa figura geométrica permite “espelhar” o gradiente de tensividade – figura de um L, eixo intensivo na vertical e eixo extensivo na horizontal – acoplado a seu espelho (um L invertido), um segundo eixo intensivo e extensivo. O primeiro L responderia pela “tonicidade” (na verticalidade intensiva) e sua “degradação” (na horizontalidade extensiva) do termo primeiro (S1); o L invertido responderia pela tonicidade e degradação do termo segundo (S2). Em suma, duplica-se o gradiente tensivo para acolher os dois termos categoriais do quadrado semiótico que, assim, se “tensivisa”.

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Biografia do Autor

Waldir Beividas, Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2019-04-11

Como Citar

Beividas, W. (2019). Um modelo catenário e tensivo para a estrutura do quadrado semiótico. Estudos Semióticos, 15, 39-53. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156046