Morcegos e borboletas: indagações semióticas sobre o Teste de Rorschach

Autores

  • Clark Mangabeira Universidade Federal do Rio de Janeiro; Museu Nacional

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2011.35248

Palavras-chave:

Rorschach, signo, funções da linguagem

Resumo

O teste de interpretação de formas fortuitas de Rorschach foi idealizado por seu autor simplesmente a partir da prática psiquiátrica de aplicação das pranchas a diversos pacientes com doenças mentais variadas e sem maiores preocupações teóricas, na busca por uma codificação de uma zona de normalidade das funções mentais. O presente artigo pretende analisar o Teste de Rorschach do ponto de vista da semiótica, utilizando-se, principalmente, as obras de Ferdinand de Saussure, Charles Sanders Peirce e Roman Jakobson. Para além da proposta psicológica do teste, o objetivo do artigo é trazer-lhe novas considerações a partir da teoria dos signos e da linguística, visando aprimorar as considerações teóricas sobre as pranchas de Rorschach, focando nas questões abrangentes sobre o signo na obra de Saussure, e sobre o ícone, índice e símbolo da obra de Peirce, bem como nas funções da linguagem propostas por Jakobson. O objetivo central é, longe de tentar responder a todas as questões que cercam o teste, apresentar algumas considerações analíticas que podem trazer novos aspectos para a dinâmica da interpretação das formas, considerando-se, ao mesmo tempo, o polo do examinado e do examinando, e a interação que se forma entre ambos quando da aplicação do teste, além das dimensões linguísticas peculiares a cada um daqueles polos.

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Publicado

2011-12-19

Como Citar

Mangabeira, C. (2011). Morcegos e borboletas: indagações semióticas sobre o Teste de Rorschach. Estudos Semióticos, 7(2), 34-43. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2011.35248

Edição

Seção

Artigos