Análise de “Pós-tudo”: metalinguagem na poesia concreta

Autores

  • Thiago Moreira Correa Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2011.35251

Palavras-chave:

concretismo, poesia, universo avaliativo

Resumo

A partir da semiótica tensiva proposta por C. Zilberberg, mais especificamente em seu livro Razão e poética do sentido, no qual o autor trata do reconhecimento do espaço fiduciário, cujo conteúdo propõe um percurso do universo avaliativo do sujeito (poético) mostrando suas condições, pressupostos e desdobramentos, analisa-se o poema “Pós-tudo” de Augusto de Campos. Tal poema é um marco histórico para a obra do poeta concreto, pois além de manter o rigor da vanguarda dos anos 50 acrescenta aos seus poemas cores, variedades de fonte das letras e o reaparecimento explícito do sujeito poético, fazendo uma reflexão (avaliativa) sobre sua própria obra, continuadora dos ideais da vanguarda brasileira. Mesmo após tantos anos do fim do concretismo, causadores de inúmeras polêmicas, este poema também produziu controvérsias, no entanto, a falta de um estudo debruçado no poema limita sua discussão. O modelo proposto por Zilberberg aplicado ao poema cria um interessante caminho de leitura, pois o universo avaliativo é tematizado e estruturado pelo capítulo “Reconhecimento do espaço fiduciário” (Zilberberg, 2006b). Assim, a carência de análise do poema somada ao estudo do semioticista francês condicionaram a produção deste artigo que visa a apontar uma leitura possível de “Pós-tudo” cuja característica metalinguagem nos convida a uma reflexão sobre a (pós) modernidade.

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Publicado

2011-12-19

Como Citar

Correa, T. M. (2011). Análise de “Pós-tudo”: metalinguagem na poesia concreta. Estudos Semióticos, 7(2), 63-69. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2011.35251

Edição

Seção

Artigos