Estudos Semióticos https://www.revistas.usp.br/esse <p>Publicação quadrimestral online do Programa de Pós-Graduação em Semiótica e Linguística Geral da FFLCH-USP, a revista&nbsp;<strong>Estudos Semióticos</strong>&nbsp;(ISSN 1980-4016) veicula trabalhos da área de Semiótica, bem como dos campos limítrofes, dirigidos à comunidade dos pesquisadores. Podem ser propostos trabalhos que lidem com os signos, os textos, os discursos e as práticas sociais produtoras de sentido, desde que sejam inéditos e dialoguem com as teorias semióticas. Admitem-se trabalhos em português, francês, inglês, espanhol e italiano.</p> <p>Em cada temporada anual, a revista publica uma edição de tema livre e duas temáticas. Eventualmente, pode ser publicada também uma edição extra no formato de um dossiê especial.</p> <p>No último evento de classificação do Qualis Periódicos da CAPES (2016), a revista foi classificada no estrato B1.</p> Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pt-BR Estudos Semióticos 1980-4016 <p>Os trabalhos publicados na revista Estudos Semióticos estão disponíveis sob Licença Creative Commons <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener">CC BY-NC-SA 4.0</a>, a qual permite compartilhamento dos conteúdos publicados, desde que difundidos sem alteração ou adaptação e sem fins comerciais.</p> A recepção internacional da obra de A. J. Greimas: viagens, traduções, transmissões https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181034 <p>Este estudo de caso em história das ciências da linguagem insere-se na perspectiva metodológica da história intelectual, na qual analisamos o impacto internacional de A. J. Greimas (1917-1992) e de sua obra, por meio do estudo das práticas de comunicação, de deslocamento e de tradução. As missões científicas realizadas fora da França, o número e a origem dos estudantes estrangeiros matriculados no seu seminário, em Paris, bem como a cronologia e a geografia linguística das traduções de sua obra ajudam a traçar, avaliar e explicar a difusão e o desenvolvimento mundial das suas ideias. Seu projeto inspirou apropriações distintas e, às vezes, estruturas institucionais em vários contextos culturais e linguísticos, incluindo contextos românicos, anglo-americanos, germânicos, eslavos, lituanos e do leste asiático. A conclusão deste ensaio avalia a importância do contato pessoal, do contexto sócio-histórico e do <em>status</em> sociolinguístico e didático do francês para a recepção mundial de Greimas. Ademais, este trabalho é baseado em trabalhos científicos publicados, documentos de arquivo, entrevistas e comunicações pessoais com tradutores e editores, com Greimas e seus colaboradores e com especialistas das diferentes culturas estudadas.</p> Thomas F. Broden Copyright (c) 2021 Thomas F. Broden https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 1 45 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181034 Apresentação: Semiótica e vida social https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/182841 <p>A semiótica brasileira, que hoje pode até mesmo ser reconhecida como uma “escola” de pensamento independente, tem sido exercida “com inteligência, sensibilidade, emoção e gosto particulares” (Schwartzmann; Portela, 2017, p. 65), não se limitando a objetos clássicos, mostrando-se sempre receptiva e aberta ao diálogo interdisciplinar com outras correntes linguísticas e com outras áreas do conhecimento. Reconhecendo justamente essa tendência na semiótica brasileira, e buscando contribuir com o avanço dessas reflexões entre semiótica e vida social, o Grupo de Trabalho de Semiótica da ANPOLL elegeu esse tema para nortear o biênio 2018-2020. No âmbito do Grupo de Trabalho, foram gestados os artigos que aqui se apresentam. Pudemos reunir cinco eixos de discussão da semiótica contemporânea, como tem sido desenvolvida no Brasil, os quais fazem avançar questões que nos são próprias, seja de um ponto de vista teórico, seja do ponto de vista dos objetos que continuam a desafiar a teoria: (1) os discursos políticos; (2) o diálogo entre semiótica e ensino; (3) a historiografia semiótica; (4) os discursos nas redes digitais e sociais; e (5) as práticas de inscrição urbana. Esses cinco eixos temáticos podem ser tomados como diferentes faces da vida social, que podem ser descritas e explicadas por meio da semiótica.</p> Matheus Nogueira Schwartzmann Silvia Maria de Sousa Copyright (c) 2021 Matheus Nogueira Schwartzmann, Silvia Maria de Sousa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 i vi 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.182841 A mentira e o humor no discurso político brasileiro https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/182077 <p>Neste artigo, nossa proposta é a de aproximar discursos mentirosos, poéticos e humorísticos para tratar, no quadro dos estudos semióticos sobre a veridicção, dos dois tipos de estratégias discursivas mais usadas atualmente nos discursos políticos brasileiros. São elas as estratégias dos discursos mentirosos e os procedimentos de humor e poeticidade de charges, memes e outros, divulgados, nos dois casos, sobretudo, nas redes sociais. Cada um dos tipos de estratégia é usado preferencialmente pelos adeptos de posições políticas diferentes. A extrema direita no Brasil emprega nas redes sociais, com mais frequência, os discursos baseados na mentira, enquanto a esquerda brasileira tem preferido os recursos do humor e do poético.</p> Diana Luz Pessoa de Barros Copyright (c) 2021 Diana Luz Pessoa de Barros https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 1 12 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.182077 Semiótica discursiva e Educação básica: um diálogo possível e necessário https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181019 <p>Com base em uma problematização de questões envolvidas na formação profissional de professores, propomos discutir as contribuições que a Semiótica Discursiva tem a oferecer à eficiência qualitativa da ação docente no contexto atual. Trataremos tanto do que se refere à competencialização no domínio de conhecimentos específicos do ensino de língua materna, quanto da preparação didática para isso, procurando mostrar que, por aumentar a competência de análise dos diferentes tipos de texto, a proposta teórico-metodológica da Semiótica favorece um modo eficaz de trabalhá-los em sala de aula. A atenção ao processo de formação docente e ao que se pode trazer para essa etapa como alguma colaboração importa, sobretudo, quando constatamos que o professor é a peça-chave no processo de transposição didática, ponto de articulação entre os saberes aí em jogo: o saber acadêmico-científico de referência, o saber a ensinar e o saber ensinado.</p> Eliane Soares de Lima Copyright (c) 2021 Eliane Soares de Lima https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 13 36 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181019 O contágio na semiótica brasileira: uma questão semio-historiográfica https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181583 <p>Neste trabalho, buscamos entender o conceito de “sensível”, mais especificamente a questão do contágio, na semiótica, pela abordagem semio-historiográfica (SANTOS, 2020), contextualizando, primeiramente, sua emergência. Depois, nos estudos de semioticistas franceses e brasileiros, recuperados por meio dos grupos de especialidades de semiótica - institucionalizados em diferentes universidades do território internacional e brasileiro - segundo as ideias de Murray (1994, 1998) e de Moreira (2019). Esses grupos de especialidades, compreendidos nos períodos que chamamos de greimasiano e pós-greimasiano, são a recepção da teoria semiótica francesa a partir do discurso fundador encontrado nos trabalhos de A. J. Greimas e a sua continuidade com seus colaboradores, sobretudo nos trabalhos de Fontanille, Landowski e Zilberberg. Aliando os princípios semiótico-historiográficos definidos por Portela (2018), Koerner (1996, 2014), Swiggers (2009, 2015), Moreira (2019), Santos (2020) e Auroux (2008) ao conceito de “sensível” em sua rede conceitual, investigamos na recepção brasileira, em que medida o contágio aparece na retórica e/ou na imanência dos trabalhos analisados. Por fim, a partir dessas primeiras reflexões, conseguimos definir provisoriamente o lugar histórico-epistemológico que o sensível (contágio) ocupa na semiótica brasileira, para explorar não apenas as continuidades teórico-metodológicas, mas também as rupturas existentes.</p> Patricia Veronica Moreira Jean Cristtus Portela Copyright (c) 2021 Patrícia Veronica Moreira, Jean Cristtus Portela https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 37 54 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181583 Interação na internet e ideologia: excesso e atenuação https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181037 <p>Este trabalho tem como objetivo contribuir para a compreensão, sob a perspectiva da Semiótica de linha francesa, dos discursos que circulam nas redes sociais e em sites de internet, caracterizados, principalmente, pelas altercações políticas, pelas polarizações e pelos excessos nas relações enunciativas, pelas posições ideológicas arraigadas e apaixonadas (Barros, 2014; 2015; 2016). Em contrapartida, circulam também sites e textos que caminham em direção inversa – para uma busca, pelo menos aparente, de desaceleração, a exemplo do Movimento Slow. Analisaremos, para tanto, as postagens do ex-Ministro da Educação em sua conta pessoal do Twitter, colhidas entre setembro e outubro de 2019, e sites que preconizam a atonia e os valores da contemplação, do equilíbrio e da harmonia, alinhados com o Movimento Slow (tais como Ciclo Vivo), além de reportagens sobre o tema, em jornais portugueses e brasileiros. Levaremos em conta, para a análise, principalmente, a sintaxe intensiva e as categorias tensivas da triagem e da mistura para a apreensão dos valores ideológicos, sem deixar de observar os recursos discursivos de aspectualização e de argumentação. A análise aponta para convergências, com diferentes gradações, tanto temáticas quanto de andamento e intensidade. </p> Regina Souza Gomes Copyright (c) 2021 Regina Souza Gomes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 55 71 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181037 Mudanças de suporte na história das inscrições urbanas https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181226 <p>De acordo com Correa (2016), as inscrições urbanas podem ser compreendidas como um conjunto de práticas semióticas cuja dinâmica social mostra a interdependência entre os níveis de pertinência (Fontanille, 2008). Assim, ao avaliar a história das inscrições urbanas, identifica-se no suporte um núcleo de transformação dirigido pelas práticas e um fator desencadeador das tensões que promovem mudanças e conservações ao longo do tempo. Por isso, tomam-se as propostas de Dondero e Reyes (2016) sobre a questão do suporte na semiótica para abordar o desenvolvimento das práticas de inscrições urbanas em relação ao uso do suporte e seu impacto na plasticidade dos textos-enunciados. Desse modo, consegue-se dar mais um passo em direção à análise de um fenômeno social cujo dinamismo e multiplicidade desafiam a apreensão teórica.</p> Thiago Moreira Correa Copyright (c) 2021 Thiago Moreira Correa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 72 81 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181226 O duplo condicionamento tensivo e retórico das estruturas elementares da significação https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/183935 <p><span style="font-weight: 400;">Tendo por referência o modelo do "percurso gerativo do sentido" (A. J. Greimas), este artigo discute, em primeiro lugar, a possibilidade de reinterpretar suas chamadas "estruturas elementares" não apenas em termos de uma inspiração "lógica", na continuidade da tradição aristotélica, nem tampouco de uma inspiração "fonológica", apoiada nos trabalhos do Círculo linguístico de Praga, mas, radicalizando as intuições dos linguistas dinamarqueses, em uma direção topologizante, que (i) concede aos termos confrontados a deformabilidade que lhes falta nas interpretações anteriores, e (ii) dando a primazia epistemológica ao complexo, leva a repensar os valores como posições em um fluxo, havendo "menores" ou "maiores" intervalos a separá-los. Tais cifras infracategoriais de "menos" e "mais" são lidas, enfim, como um convite à retorização da semiótica, pois a retórica tropológica, que sempre trabalhou sobre a dimensão do discurso e sempre se interessou pelas intensificações de seus efeitos, pode trazer ricos esclarecimentos a esse ponto teórico.</span></p> Claude Zilberberg Copyright (c) 2021 Claude Zilberberg https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 46 58 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.183935 Semiótica, poder e intolerância: populismo, direitos humanos e a crise do Estado Democrático de Direito https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/173041 <p>Este artigo trata dos riscos da derrisão dos valores centrais para o Estado Democrático de Direito, a partir da ascensão dos discursos políticos autoritários, dos discursos de ódio e da multiplicação da intolerância no mundo contemporâneo. Por isso, considera a importância da contribuição analítico-discursiva da Semiótica Geral, da Semiótica do Poder e da Semiótica do Direito. A análise dos discursos permite desvelar a forma pela qual a propaganda populista manipula os indivíduos a partir do apelo aos regimes de estesia e manipulação. Assim, a racionalidade das instituições democráticas, o tempo e o diálogo como pré-condições para o exercício democrático, a garantia da diversidade e do pluralismo vão se erodindo, enquanto crescem as concessões ao poder e as manifestações de intolerâncias. Daí a importância que a Semiótica tem para a promoção do regime de participação, essencial para o Estado Democrático de Direito, uma vez sensivelmente afetado pela crise contemporânea.</p> <p><strong> </strong></p> Eduardo Carlos Bianca Bittar Copyright (c) 2021 Eduardo Carlos Bianca Bittar https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 59 81 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.173041 Sem palco nem palanque? Apontamentos sobre as figuras do herói e do bufão no imaginário da política brasileira https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/178031 <p>O artigo trata de procedimentos estéticos relacionados, nos termos da sociossemiótica, às construções figurativas do bufão e do herói (Landowski, 2002), a partir da seleção e da análise de imagens de opositores políticos divulgadas em redes sociais ou veículos jornalísticos. Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato do Partido Social Liberal (PSL), fez uso de uma estética atrelada ao doméstico e ao improviso, ‘dando-se a conhecer’ na expressão do bufonismo, de modo isolado e em oposição ao lulismo, fenômeno político de esquerda representado pela figura de Luiz Inácio Lula da Silva, líder do Partido dos Trabalhadores (PT), que constrói uma estética do ‘ser e estar junto’ em ações coletivistas, associando-se aos preceitos do heroico. O estudo apresenta reflexões concernentes ao imaginário bolsonarista em contraposição ao imaginário lulista.</p> Sandra Fischer Aline Vaz Copyright (c) 2021 Sandra Fischer, Aline Vaz https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 82 106 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.178031 Leituras e escrituras em tempos de pandemia. Quarentenas, Quarenteninhas e Quaquarentenas, de Torero e Minkovicius https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/181100 <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho analisa produções de três séries de pequenas crônicas escritas por José Roberto Torero Fernandes Junior e ilustradas por Ivo Minkovicius, publicadas diariamente no </span><span style="font-weight: 400;">Facebook</span><span style="font-weight: 400;">, ao longo de 2020, cobrindo o que pode ser compreendido como três momentos de percepção da pandemia provocada pelo Covid-19 no Brasil, ao menos no que diz respeito à sua experiência nas metrópoles. Intitulam-se respectivamente como </span><span style="font-weight: 400;">Quarentenas</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Quarenteninhas</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Quaquarentenas</span><span style="font-weight: 400;">. Mobilizando reflexões produzidas pelos estudos da literatura de testemunho e da semiótica, são analisadas, a partir da leitura de uma literatura vinculada ao cotidiano, as “traduções” da experiência de viver e sentir o acontecimento. À medida que se vivencia a duração da pandemia, muito além das previsões mais pessimistas, observa-se a atenuação do sentir o efeito inicialmente impactante de sua aparição, caminhando para uma anestesia que concorre para a indiferença quanto aos seus efeitos. Escrever, contudo, é ainda insistir no sentido sentido.</span></p> Luiza Helena Oliveira da Silva Copyright (c) 2021 Luiza Helena Oliveira da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 107 123 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.181100 O estilo dos gêneros: uma metodologia de análise https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/174776 <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"><span style="font-weight: 400;">A Semiótica Francesa e os estudos do gênero na perspectiva bakhtiniana têm sido associados como duas correntes que se complementam nas investigações sobre o discurso. A Semiótica, nascida de relações interdisciplinares entre a linguística, os estudos da narrativa e da filosofia, também se abre a alargamentos coerentes com seus pressupostos teóricos. Assim é que Bakhtin é, em sua concepção do signo como social, visto como relação proveitosa teoricamente para os estudos do estilo do gênero, que levam em conta a recorrência de um modo de ser de um determinado gênero em suas várias realizações. Para compreendermos melhor esse percurso de estudos, fizemos uma pesquisa bibliográfica nos principais trabalhos de Discini e de outros pesquisadores que vêm adotando essa articulação teórica para identificarmos concepções presentes e a proposta teórico-metodológica nessa perspectiva. Para demonstrar como a proposta pode ser aplicada, analisamos o gênero vídeo-resenha, a partir de três exemplares coletados na internet. Com essa pesquisa, resgatamos os principais avanços teóricos, bem como os desafios do que ainda precisa ser desenvolvido teórico-metodologicamente no estudo do estilo dos gêneros.</span></p> Daniervelin Renata Marques Pereira Copyright (c) 2021 Daniervelin Renata Marques Pereira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 124 140 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.174776 De Borges a Lou Reed: una aproximación semiótica a la creencia https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/173170 <p><span style="font-weight: 400;">El presente ensayo toma a su cargo el análisis de dos textos con orígenes muy distintos. El primero, el cuento </span><span style="font-weight: 400;">Los dos reyes y los dos laberintos</span><span style="font-weight: 400;"> del escritor argentino Jorge Luis Borges; el segundo, la letra de la canción </span><span style="font-weight: 400;">Dime Store Mystery</span><span style="font-weight: 400;"> del cantautor neoyorquino Lou Reed. El análisis emplea instrumentos metodológicos provenientes de la semiótica francesa y, en específico, los aportes de la hipótesis tensiva, los cuales permiten una aproximación metódica a la función de la afectividad en el ámbito de la semiosis. A través de ambos discursos, la dicotomía entre lo divino y lo humano se impone como categoría semántica primigenia del universo de sentido, siendo la creencia el resorte fundamental de las variaciones de las magnitudes tensivas que afectan y transforman el cuerpo del actante.</span></p> Alejandro Núñez Alberca Copyright (c) 2021 Alejandro Núñez Alberca https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 141 157 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.173170 O observador cognitivo e a adaptação fílmica do espaço https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/178686 <p><span style="font-weight: 400;">Em nossa análise da adaptação fílmica de uma cena do romance </span><span style="font-weight: 400;">Paranoid Park</span><span style="font-weight: 400;">, são discutidos e explorados três conceitos da semiótica discursiva: a existência, em todo tipo de texto, verbal e não verbal, de um </span><span style="font-weight: 400;">observador / informante</span><span style="font-weight: 400;">, elaborado a partir de dimensões cognitivas, pragmáticas e tímicas do discurso; a modalização cognitiva do espaço, executada pelo </span><span style="font-weight: 400;">observador/informante</span><span style="font-weight: 400;"> que gera contratos fiduciários entre o </span><span style="font-weight: 400;">observador</span><span style="font-weight: 400;"> e o que denominaremos enunciatário-</span><span style="font-weight: 400;">observatário</span><span style="font-weight: 400;">; e o plano fílmico, entendido como cifra tensiva proxêmico-gestual, capaz de tonalidade própria, construída a partir da composição de plasticidades, movimentos e tomadas de distância do observado. Dessa forma, os conteúdos plásticos e cinemáticos do cinema serão vistos tanto como texto audiovisual, assim como texto proxêmico-gestual tensivo e corporificado, capazes de gestos lúdicos e estéticos. A cena analisada, que narra o fato desencadeador da narrativa, e que denominamos, a partir da semiótica tensiva, </span><span style="font-weight: 400;">acontecimento</span><span style="font-weight: 400;">, revela que o </span><span style="font-weight: 400;">observador</span><span style="font-weight: 400;"> utiliza duas estratégias diferentes de enunciação do espaço, imprimindo diferentes andamentos ao discurso. A primeira parte da sequência será pragmática e intensa, relacionada à ação e ao espaço exterior; a segunda será tímica e mais intensa, relacionada à emoção, ao sensível, e ao espaço interior.</span></p> Edison Gomes Junior Copyright (c) 2021 Edison Gomes Junior https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 158 180 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.178686 Vinte anos de Ges-Usp e dezesseis anos de revista Estudos Semióticos https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/183938 Ivã Carlos Lopes Eliane Soares de Lima Carolina Lindenberg Lemos Copyright (c) 2021 Ivã Carlos Lopes, Eliane Soares de Lima, Carolina Lindenberg Lemos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2021-04-15 2021-04-15 17 1 i ix 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.183938