Autismos: uma estrutura de existência e a legitimidade dos sujeitos

  • Lucas Silva Romano Universidade Federal de Uberlândia
  • João Luiz Leitão Paravidini Universidade Federal de Uberlândia
  • Caio César Souza Camargo Próchno Universidade Federal de Uberlândia. Instituto de Psicologia
Palavras-chave: autismo, estrutura, sujeito, psicanálise, constituição

Resumo

Este artigo visa estender a noção de estrutura do sujeito – entendida como efeito de um encontro contingencial, marcado pela ruptura e fadado à repetição – para o campo dos autismos. Apresenta-se uma investigação do processo que leva à constituição do falante, associada à hipótese de que o autismo evidencia fortes indícios de um processo de subjetivação particular. Tal proposição incide sob a direção do tratamento, como um modo de abordar os sujeitos autistas com uma presença de demanda calculada

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Biografia do Autor

Lucas Silva Romano, Universidade Federal de Uberlândia

Mestrando em Psicologia na Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.

João Luiz Leitão Paravidini, Universidade Federal de Uberlândia

Psicanalista. Professor Associado da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil. 

Caio César Souza Camargo Próchno, Universidade Federal de Uberlândia. Instituto de Psicologia

Professor titular da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil. 

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Publicado
2019-08-30
Como Citar
Romano, L., Paravidini, J. L., & Próchno, C. C. (2019). Autismos: uma estrutura de existência e a legitimidade dos sujeitos. Estilos Da Clinica, 24(2), 329-341. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v24i2p329-341