Artivismo de gênero e mediação sociocultural no manifesto transpofágico de Renata Carvalho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/extraprensa2021.171049

Palavras-chave:

Gênero, Transgeneridade, Artes cênicas, Artivismo, Mediação sociocultural

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão sobre a função mediadora exercida por artistas travestis no Brasil a partir da cena contemporânea. Para tanto, examina-se o caso do espetáculo teatral Manifesto transpofágico, da atriz Renata Carvalho. A partir da observação in loco do espetáculo, a análise evidencia os elementos de artivismo e mediação sociocultural ali praticados em prol de uma maior aceitação da transgeneridade em uma sociedade ainda marcada pela transfobia e pelo preconceito com a dissidência de gênero.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Emerson Silva Meneses, Universidade de São Paulo

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Têxtil e Moda da EACH-USP. Pesquisador do grupo Estudos em Corpo e Arte (Ecoar) da EACH-USP.

Referências

ARAÚJO, Alberto Filipe; GOMES, Eunice S. L.; ALMEIDA, Rogério de. O mito revivido: a mitanálise como método de investigação do imaginário. São Paulo: Képos, 2014.

BRUNEL, Pierre. Dicionário de mitos literários. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.

DURAND, Gilbert. Mito, símbolo e mitodologia. Lisboa: Presença, 1981.

DURAND, Gilbert. Campos do imaginário. Lisboa: Piaget, 1996.

HOLLANDA. Chico Buarque. Essa gente. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

MORAES, Vinicius de. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1956.

NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia: ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

PRUDENTE, Celso Luiz. Os tambores negros, antropologia da estética da arte negra dos tambores sagrados dos meninos do Morumbi: pedagogia afro. São Paulo: Fiuza, 2011.

PRUDENTE, Celso Luiz. A dimensão pedagógica da alegoria carnavalesca no cinema negro enquanto arte de afirmação ontológica da africanidade: pontos para um diálogo com Merleau-Ponty. Revista de Educação Pública, Cuiabá, v. 23, n. 53/1, p. 403-424, 2014.

THAMOS, Márcio. Do hexâmetro ao decassílabo: Equivalência estilística baseada na materialidade da expressão. Scientia Traductionis, Florianópolis, n. 10, p. 201-213, 2011.

Filmografia

HARDCORE: No submundo do sexo. Diretor: Paul Schrader. Los Angeles: Columbia Pictures, 1979. 108 min.

LADRÕES de Bicicleta. Diretor: Vittorio De Sica. Itália: Produzioni De Sica, 1948. 89 min.

ORFEU do carnaval. Diretor: Marcel Camus. Brasil, França, Itália: Dispat Films; Gemma; Tupan Filmes, 1959. 100 min.

ORFEU. Diretor: Cacá Diegues. Rio de Janeiro: Globo Filmes, 1999. 110 min.

ORFEU. Diretor: Jean Cocteau. Paris: Films du Palais, 1950. 95 min.

VIDAS em Fuga. Diretor: Sidney Lumet. New York: Pennebaker Productions, 1959. 119 min.

Downloads

Publicado

2021-11-23

Como Citar

Meneses, E. S. (2021). Artivismo de gênero e mediação sociocultural no manifesto transpofágico de Renata Carvalho. Revista Extraprensa, 14(2), 281-298. https://doi.org/10.11606/extraprensa2021.171049

Edição

Seção

Dossiê: Gestão cultural para a próxima década