Estética e resistência em rede e em cena do Teatro das Oprimidas

Autores

  • Maria Bernardete Toneto Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina

DOI:

https://doi.org/10.11606/extraprensa2022.194411

Palavras-chave:

Cultura, Decolonialidade, Feminismo comunitário, Teatro do oprimido, Estética

Resumo

Feminismo e insurgência das mulheres são temas que passaram a permear o cotidiano, relações sociais, produções culturais, academia. Revelam processos de resistência das mulheres, como os desenvolvidos pela Rede Ma(g)dalena Internacional, grupo de mulheres em rede que desenvolvem ações culturais em redes de relacionamento e produções artísticas com o uso da técnica do Teatro do Oprimido/Teatro das Oprimidas. O objetivo deste artigo é contextualizar esse movimento, buscando entender as dimensões da arte como expressão do feminismo decolonial, com destaque para o feminismo comunitário na América Latina. Por meio do método comparativo, analisa os feminismos dos países hegemônicos e o latino-americano, contextualizando a ação teatral como ação estruturante estruturada do feminismo comunitário por meio da cultura.

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Biografia do Autor

Maria Bernardete Toneto, Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina

Doutoranda em Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Integração da América Latina, da
Universidade de São Paulo (Prolam/USP). Possui Mestrado em Integração da América Latina (Prolam/
USP), Especialização em Docência no Cenário do Ensino para a Compreensão (Universidade Cidade
de São Paulo) e Graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Faculdade de Comunicação
Social Cásper Líbero. É docente de pós graduação e graduação (Celacc/USP), Universidade Mackenzie
e Universidade São Judas Tadeu. É coordenadora de projetos educacionais na Faculdade Paulus de
Comunicação (Fapcom).

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Publicado

2022-05-31

Como Citar

Toneto, M. B. (2022). Estética e resistência em rede e em cena do Teatro das Oprimidas. Revista Extraprensa, 15(Especial), 98-118. https://doi.org/10.11606/extraprensa2022.194411