Trinta minutos de repouso entre dois testes de caminhada de 6 minutos são suficientes para recuperação cardiovascular e sintomatológica em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica?

Autores

  • Jéssica Fernanda do Nascimento Fonseca Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia; Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar
  • Andrea Akemi Morita Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia; Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar
  • Gianna Waldrich Bisca Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia; Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar
  • Igor Lopes de Britto Universidade Norte do Paraná; Centro de Pesquisa em Ciências da Saúde
  • Larissa Araújo de Castro Universidade Norte do Paraná; Centro de Pesquisa em Ciências da Saúde
  • Josiane Marques Felcar Universidade Norte do Paraná; Centro de Pesquisa em Ciências da Saúde
  • Nídia Aparecida Hernandes Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia
  • Fabio de Oliveira Pitta Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia
  • Vanessa Suziane Probst Universidade Estadual de Londrina; Departamento de Fisioterapia

DOI:

https://doi.org/10.590/1809-2950/14319622032015

Resumo

Dois testes da caminhada de 6 minutos (TC6min) são necessários para avaliação da capacidade funcional de exercício em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Apesar de a American Thoracic Society (ATS) preconizar um intervalo de 1 hora entre dois testes, não se sabe se um período menor poderia ser utilizado para normalização das variáveis fisiológicas. O objetivo foi verificar se o intervalo de 30 minutos de repouso entre dois TC6min seria suficiente para que as variáveis cardiovasculares e sintomatológicas retornassem aos valores basais. Duzentos e quinze pacientes com DPOC (121H, 66±8 anos; VEF1: 44[32-57]% previsto) realizaram dois TC6min com intervalo de 30 minutos entre eles. Foram mensuradas antes e após os testes, pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2) e grau de dispneia e fadiga. Os pacientes caminharam maior distância no segundo teste (TC6min1: 450 [390-500]m vs TC6min2: 470 [403-515]m; p<0,0001). A FC inicial foi maior no segundo TC6min (FC inicial TC6min1: 83 [73-91]bpm vs TC6min2: 83 [75-93]bpm; p=0,001). Dispneia e fadiga foram menores antes do segundo teste (Borg dispneia inicial TC6min1: 0,5 [0-2] vs TC6min2: 0 [0-2]; p=0,0006 e Borg fadiga inicial TC6min1: 0 [0-2] vs TC6min2: 0 [0-2]; p=0,007). Não houve diferenças quanto à PA e SpO2 (p>;0,05 para todos). Embora haja diferença estatisticamente significante na FC inicial entre o primeiro e segundo teste, tal achado não parece ser clinicamente relevante. Portanto, trinta minutos de repouso entre dois TC6min são suficientes para recuperação sintomatológica e cardiovascular em pacientes com DPOC.

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Publicado

2015-09-01

Como Citar

Fonseca, J. F. do N., Morita, A. A., Bisca, G. W., Britto, I. L. de, Castro, L. A. de, Felcar, J. M., Hernandes, N. A., Pitta, F. de O., & Probst, V. S. (2015). Trinta minutos de repouso entre dois testes de caminhada de 6 minutos são suficientes para recuperação cardiovascular e sintomatológica em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica? . Fisioterapia E Pesquisa, 22(3), 325-332. https://doi.org/10.590/1809-2950/14319622032015

Edição

Seção

Artigos