Adaptação à prótese híbrida de extremidade superior: estudo termográfico de um caso

Autores

  • Soraia Cristina Tonon da Luz Universidade do Estado de Santa Catarina; Departamento de Fisioterapia do Cefid
  • Thessaly Puel de Oliveira Universidade do Estado de Santa Catarina; Departamento de Fisioterapia do Cefid
  • Mário César de Andrade Universidade do Estado de Santa Catarina; Centro de Ciências da Saúde e do Esporte; Departamento de Educação Física do Cefid
  • Aluísio Otávio Vargas Ávila Universidade do Estado de Santa Catarina; Centro de Ciências da Saúde e do Esporte; Departamento de Educação Física do Cefid
  • Francisco José Berral de la Rosa Universidade Pablo de Olavide; Departamento de Esporte e Informática

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1809-29502010000200014

Palavras-chave:

Ajuste de prótese, Amputados^i1^sreabilita, Braço, Membros artificiais, Termografia

Resumo

O objetivo do estudo foi verificar, por meio de termografia, a adaptação à prótese híbrida de extremidade superior de um sujeito do sexo masculino, 42 anos, amputado proximal de braço esquerdo. Imagens termográficas foram captadas por uma câmara de infravermelho imediatamente após a retirada da prótese, que vinha sendo usada por 8 horas ininterruptas, e 20 minutos de repouso mais tarde, quando foi alcançado equilíbrio térmico em ambiente a 21°C. As imagens foram adquiridas nos planos frontal anterior, sagital direito e esquerdo, tendo sido definidas e analisadas regiões de interesse em cada uma. Os resultados mostram que as temperaturas das regiões avaliadas reduziram-se em média 0,79°C (p<0,05) após a estabilização térmica. Na região do tórax e na axila contralateral ao coto, por onde passa o tirante de fixação da prótese, constataram-se elevadas temperaturas, coincidindo com queixa de desconforto do sujeito e indicando atrito; temperatura mais alta no ombro anterior homolateral à amputação caracterizou sobrecarga; e baixa temperatura no segmento residual à amputação indicou pouca circulação, assinalando dificuldade de adaptação. Os resultados sugerem que a avaliação termográfica pode contribuir para identificar desconforto de amputados com prótese de membro superior e ser utilizada no acompanhamento de sua reabilitaçao; no caso, sugere-se ainda o desenvolvimento de materiais de modo a aumentar o conforto na fixação das próteses de extremidade superior.

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Publicado

2010-06-01

Como Citar

Luz, S. C. T. da, Oliveira, T. P. de, Andrade, M. C. de, Ávila, A. O. V., & Rosa, F. J. B. de la. (2010). Adaptação à prótese híbrida de extremidade superior: estudo termográfico de um caso . Fisioterapia E Pesquisa, 17(2), 173-177. https://doi.org/10.1590/S1809-29502010000200014

Edição

Seção

Relato de Casos