Cronotipo e implicações para sua utilização na fisioterapia em pacientes com acidente vascular encefálico

Autores

  • Tania Fernandes Campos Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Departamento de Fisioterapia
  • Carolina Dutra Gomes Pinheiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Departamento de Fisioterapia
  • Fabíola Pimentel Diógenes Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Departamento de Fisioterapia
  • Marina Tostes Miranda Barroso Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Departamento de Fisioterapia
  • Ana Amália Torres Souza Gandour Dantas Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Departamento de Fisioterapia

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000300010

Palavras-chave:

acidente cerebral vascular, transtornos do sono, estilo de vida, ritmo circadiano

Resumo

Na prática clínica, frequentemente o fisioterapeuta avalia e programa o tratamento do paciente sem levar em consideração a variação temporal de funções e comportamentos. O objetivo do estudo foi analisar a influência do cronotipo, padrão vigília-sono (qualidade do sono e sonolência excessiva) e regularidade do estilo de vida na determinação do horário de preferência para a prática de atividades física e mental em pacientes com acidente vascular encefálico (AVE). Participaram 42 pacientes (61±9 anos) no estágio crônico do AVE (18±21 meses) e 12 indivíduos saudáveis (53±6 anos) que responderam ao Questionário de Horne e Östberg (QHO), Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP), Sonolência Excessiva de Epworth (SEE) e o Social Rhythm Metric (SRM). Foi questionado em qual horário os participantes preferiam realizar atividade física (exercícios) e mental (tarefas de raciocínio), considerando apenas seu bem-estar pessoal. Os dados foram analisados através do teste do χ² e regressão múltipla. Dos pacientes avaliados, 93% eram matutinos, 64% apresentavam qualidade ruim do sono, 43% sonolência excessiva e 57% padrão irregular da rotina diária. Ao final da análise de regressão verificou-se que o cronotipo foi o único fator que teve influência no horário preferencial das atividades. Esses achados sugerem a necessidade da avaliação do cronotipo dos pacientes antes de se estabelecer um horário de atendimento na Fisioterapia.

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Publicado

2011-09-01

Como Citar

Campos, T. F., Pinheiro, C. D. G., Diógenes, F. P., Barroso, M. T. M., & Dantas, A. A. T. S. G. (2011). Cronotipo e implicações para sua utilização na fisioterapia em pacientes com acidente vascular encefálico . Fisioterapia E Pesquisa, 18(3), 258-263. https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000300010

Edição

Seção

Pesquisa Original