Diretrizes para avaliação e tratamento fisioterapêutico da Síndrome de Pusher: estudo de caso

Autores

  • Mariana Callil Voos Universidade de São Paulo
  • Tatiana de Paula Oliveira Universidade de São Paulo
  • Maria Elisa Pimentel Piemonte Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000400005

Palavras-chave:

transtornos da percepção, fisioterapia, equilíbrio postural

Resumo

A Síndrome de Pusher (SP) é uma alteração perceptual presente em 10% dos casos de hemiparesia causada por Acidente Vascular Encefálico (AVE). Caracteriza-se por queda para o lado parético, comportamento de empurrar-se para o lado acometido com o hemicorpo não parético e resistência à correção externa. Este estudo visou descrever a avaliação, o tratamento e a evolução de uma paciente com hemiparesia à esquerda e SP, devido a um AVE no hemisfério cerebral direito. Seis meses após a lesão, a paciente realizou testes perceptuais (do desenho da figura humana, comportamental de inatenção, escala de avaliação do sintoma de empurrar, miniexame do estado mental) e de desempenho funcional (escala de avaliação postural para pacientes com AVE, teste de função manual de Jebsen-Taylor, medida de independência funcional e índice de Barthel) e iniciou fisioterapia duas vezes por semana. Cada sessão teve 3 partes de 20 minutos: estimulação sensorial, treino motor e integração sensório-motora. Após o tratamento a paciente foi reavaliada e apresentou melhora em todas as escalas. A de avaliação do sintoma de empurrar e o teste de função manual de Jebsen-Taylor foram os que registraram maiores percentuais de melhora, 79% e 46%, respectivamente. O protocolo utilizado, mesmo tendo sido iniciado seis meses após a lesão, proporcionou melhora perceptual e funcional, o que sugere a importância da fisioterapia na recuperação da SP.

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Publicado

2011-12-01

Como Citar

Voos, M. C., Oliveira, T. de P., & Piemonte, M. E. P. (2011). Diretrizes para avaliação e tratamento fisioterapêutico da Síndrome de Pusher: estudo de caso . Fisioterapia E Pesquisa, 18(4), 323-328. https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000400005

Edição

Seção

Pesquisa Original