Efeitos da estimulação diafragmática elétrica transcutânea sobre o balanço autonômico cardíaco de indivíduos hígidos: ensaio clínico randomizado

Autores

  • Luana Godinho Maynard Tiradentes University; Department of Physiotherapy
  • André Sales Barreto Federal University of Sergipe; Department of Education and Health
  • Valter Joviniano Santana-Filho Federal University of Sergipe; Department of Physiotherapy
  • Manoel Luiz de Cerqueira Neto Federal University of Sergipe; Department of Physiotherapy
  • Daniel Penteado Martins Dias University of São Paulo; Ribeirão Preto Medical School; Department of Physiology
  • Walderi Monteiro da Silva-Júnior Federal University of Sergipe; Department of Physiotherapy

DOI:

https://doi.org/10.1590/1809-2950/14720423032016

Resumo

A estimulação diafragmática elétrica transcutânea (EDET) é uma técnica de mobilização da musculatura respiratória que interfere no padrão e no ritmo respiratório. Na tentativa de avaliar as alterações no balanço autonômico cardíaco à EDET em indivíduos saudáveis, foi utilizado um modelo já estabelecido de eletroestimulação diafragmática. 22 voluntários com idades entre 22 e 35 anos, sem histórico cardíaco, foram randomizados em dois grupos (controle, n=8; EDET, n=14). O protocolo de eletroestimulação foi aplicado nos indivíduos em repouso (posição supina). O grupo controle foi submetido a estimulação elétrica em nível perceptivo, enquanto no grupo EDET o estímulo gerava contração diafragmática. Os intervalos cardíacos (CI) foram registrados por cardiofrequencímetro Polar (RS800CX). A variabilidade do intervalo cardíaco foi estudada nos domínios de tempo e frequência. No grupo controle, a estimulação elétrica não alterou a duração do intervalo cardíaco e sua variabilidade (CI: 761±44 vs. 807±39ms; RMSSD: 37±9 vs. 42±13ms; LF: 69±6 vs. 67±5nu; HF: 31±6 vs. 33±5nu), em comparação às condições basais). No entanto, o grupo EDET apresentou diminuição na modulação simpática cardíaca (LF: 43 ±3 vs. 63±4nu) e aumento da modulação parassimpática cardíaca (RMSSD: 109±10 vs. 41±6ms; HF: 57±3 vs. 37±4nu) durante a eletroestimulação diafragmática. No entanto, a duração do intervalo cardíaco não foi alterada por estimulação elétrica (CI: 686±59 vs. 780±31ms). Pode-se sugerir que o uso da EDET promove mudanças acentuadas no balanço simpatovagal, resultando em maior modulação parassimpática cardíaca, possivelmente induzida pelo aumento da mobilidade diafragmática.

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Publicado

2016-09-01

Como Citar

Maynard, L. G., Barreto, A. S., Santana-Filho, V. J., Cerqueira Neto, M. L. de, Dias, D. P. M., & Silva-Júnior, W. M. da. (2016). Efeitos da estimulação diafragmática elétrica transcutânea sobre o balanço autonômico cardíaco de indivíduos hígidos: ensaio clínico randomizado . Fisioterapia E Pesquisa, 23(3), 248-256. https://doi.org/10.1590/1809-2950/14720423032016

Edição

Seção

Pesquisa Original