Efeito agudo da utilização do cicloergômetro durante atendimento fisioterapêutico em pacientes críticos ventilados mecanicamente

Autores

  • William Maia Coutinho Centro Universitário Metodista
  • Laura Jurema dos Santos Universidade Luterana do Brasil
  • João Fernandes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Silvia Regina Rios Vieira Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Luiz Alberto Forgiarini Junior IPA; Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Inclusão e Programa de Pós-Graduação em Biociências e Reabilitação
  • Alexandre Simões Dias Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.1590/1809-2950/15549123032016

Resumo

Pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e ventilados mecanicamente comumente apresentam disfunção muscular devido à inatividade física, à presença de processos inflamatórios e ao uso de agentes farmacológicos. O objetivo deste estudo foi comparar a utilização aguda do cicloergômetro em pacientes críticos ventilados mecanicamente internados em UTI. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, no qual foram incluídos 25 pacientes em ventilação mecânica na UTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foram coletadas, pré e pós-intervenção, variáveis hemodinâmicas e respiratórias, bem como foram avaliadas a troca gasosa, por meio da gasometria arterial, os níveis de lactato e proteína C reativa. O protocolo consistiu de diagonais do método de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva de membros superiores e inferiores e técnicas de higiene brônquica, quando necessário. Já no grupo intervenção foi realizado, além da fisioterapia descrita previamente, o cicloergômetro passivo. A análise foi realizada mediante o programa SPSS 18.0. Os dados contínuos foram expressos em média e desvio-padrão, e o nível de significância adotado foi de 5%. Observou-se alteração estatisticamente significativa em relação à pressão de pico (pré: 25,1±5,9; pós: 21,0±2,7cmH2O; p=0,03) no grupo convencional e ao bicarbonato (pré: 23,5±4,3; pós: 20,6±3,0; p=0,002) no grupo intervenção. Concluiu-se que a utilização do cicloergômetro num protocolo de mobilização precoce não altera a mecânica respiratória, nem a hemodinâmica e não resulta em respostas fisiológicas agudas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2016-09-01

Como Citar

Coutinho, W. M., Santos, L. J. dos, Fernandes, J., Vieira, S. R. R., Forgiarini Junior, L. A., & Dias, A. S. (2016). Efeito agudo da utilização do cicloergômetro durante atendimento fisioterapêutico em pacientes críticos ventilados mecanicamente . Fisioterapia E Pesquisa, 23(3), 278-283. https://doi.org/10.1590/1809-2950/15549123032016

Edição

Seção

Pesquisa Original