Fadiga dos músculos extensores do punho diminui a força de preensão palmar

Autores

  • Vitor Kinoshita Souza Universidade Federal de Santa Catarina
  • Adrian Freitas Claudino Universidade Federal de Santa Catarina; Laboratório de Avaliação e Reabilitação do Aparelho Locomotor
  • Heloyse Uliam Kuriki Universidade Federal de Santa Catarina
  • Alexandre Marcio Marcolino Universidade Federal de Santa Catarina
  • Marisa de Cássia Registro Fonseca Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto; Laboratório de Pesquisa Clínica da Mão
  • Rafael Inácio Barbosa Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.1590/1809-2950/17328524012017

Palavras-chave:

Força da Mão, Força de Pinça, Fadiga, Eletromiografia

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de um protocolo de fadiga dos músculos extensores de punho na força de preensão e da pinça lateral através da dinamometria e eletromiografia de superfície (EMG). Foram selecionados 40 indivíduos do sexo masculino, divididos em dois grupos: preensão ou pinça lateral. O protocolo de fadiga foi baseado no teste de 1 Repetição Máxima (1-RM), seguido da realização do movimento de extensão de punho repetidas vezes com carga de 75% da 1-RM. Os voluntários realizaram as tarefas de preensão ou pinça lateral associadas à dinamometria. A EMG foi realizada para ambos os grupos, analisando o comportamento, segundo o protocolo, pela frequência mediana (FM) do extensor radial do carpo (ERC), do extensor ulnar do carpo (EUC) e do flexor superficial dos dedos (FD). A dinamometria de preensão ou pinça lateral e a EMG foram realizadas antes e após o protocolo de fadiga para ambos os grupos. O protocolo de fadiga foi eficaz na diminuição da força de preensão palmar (43,5±3,85 kgf inicial e 36,50±5,1 kgf final) e da pinça lateral (10,26±1,01 kgf inicial e 8,54±0,86 kgf final), bem como na diminuição da FM, sugerindo uma condição de fadiga do EUC no grupo preensão. Os achados do presente estudo possibilitam relacionar a fadiga dos extensores de punho à diminuição de força em atividades funcionais, como a preensão, o que pode implicar em disfunções musculoesqueléticas do membro superior.

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Publicado

2017-03-01

Como Citar

Souza, V. K., Claudino, A. F., Kuriki, H. U., Marcolino, A. M., Fonseca, M. de C. R., & Barbosa, R. I. (2017). Fadiga dos músculos extensores do punho diminui a força de preensão palmar. Fisioterapia E Pesquisa, 24(1), 100-106. https://doi.org/10.1590/1809-2950/17328524012017

Edição

Seção

Pesquisa Original