Análise do desempenho funcional de lactentes com síndrome congênita do zika: estudo longitudinal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1809-2950/18001626022019

Palavras-chave:

Desenvolvimento Infantil, Zika Vírus, Lactente

Resumo

O objetivo do estudo foi avaliar longitudinalmente o desempenho funcional de lactentes acometidos pela síndrome congênita do zika (SCZ). Realizou-se um estudo com lactentes provenientes do Laboratório de Estudos em Pediatria da Universidade Federal de Pernambuco e da Aliança de Mães e Famílias Raras, com idade entre 6 e 24 meses, de ambos os sexos. O Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI) foi aplicado para análise do desempenho funcional em duas avaliações, com no mínimo seis meses de intervalo. A análise dos dados foi realizada pelo teste de Wilcoxon. Na amostra de 16 lactentes, observou-se que entre as avaliações houve mudança na classificação de normal para atraso nos domínios de autocuidado e função social, com diminuição significativa dos escores normativos (p=0,001 e p<0,001, respectivamente); na mobilidade, os lactentes inicialmente classificados com atraso também apresentaram redução dos escores normativos (p=0,001), mantendo-se na classificação. Apesar do aumento significativo nos escores brutos do autocuidado (p=0,024) e mobilidade (p=0,001), os lactentes continuaram classificados em atraso. Na assistência do cuidador, 100% dos lactentes se encontraram em atraso nos três domínios do PEDI, recebendo assistência máxima ou total. As principais modificações ambientais encontradas foram as centradas na criança. Em suma, os lactentes com SCZ deste estudo apresentaram atrasos significativos no desempenho funcional, com uma evolução lenta no intervalo de tempo avaliado

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2019-08-19

Como Citar

Lima, D. L. P., Correia, M. L. G. C. D., Monteiro, M. G., Ferraz, K. M., & Wiesiolek, C. C. (2019). Análise do desempenho funcional de lactentes com síndrome congênita do zika: estudo longitudinal. Fisioterapia E Pesquisa, 26(2), 145-150. https://doi.org/10.1590/1809-2950/18001626022019

Edição

Seção

Pesquisa Original