Eficácia da eletroestimulação muscular expiratória na tosse de pacientes após acidente vascular encefálico

Autores

  • André Luís Ferreira de Meireles Faculdade ASCES
  • Louisiana Carolina Ferreira de Meireles Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • José Carlos Eugênio da Silva Queiroz Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Rafael Miranda Tassitano UFPE
  • Fernanda de Oliveira Soares UFPE
  • Adriana Siqueira de Oliveira Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

DOI:

https://doi.org/10.1590/S1809-29502012000400004

Palavras-chave:

terapia por estimulação elétrica, acidente vascular cerebral, modalidades de fisioterapia, tosse

Resumo

Indivíduos com sequelas de acidente vascular encefálico (AVE) apresentam como complicação comum a hipotonia de tronco com consequente fraqueza da sua musculatura, em especial, o reto abdominal que é o principal músculo acionado para a tosse. As correntes elétricas têm sido amplamente utilizadas para recrutamento de fibras musculares nas mais diversas patologias. O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da eletroestimulação transcutânea de média frequência (ETMF) na força muscular expiratória e tosse de pacientes com sequela de AVE. Trata-se de um estudo quase-experimental (antes e depois) onde foram selecionados 11 indivíduos pós-AVE entre 40 a 65 anos, ambos os sexos e estáveis hemodinamicamente. Os pacientes foram avaliados quanto a parâmetros clínicos e pneumofuncionais (ventilometria, pico de fluxo expiratório (PFE) e manovacuometria) e submetidos ao protocolo, que constava de ETMF no músculo reto abdominal com o aparelho de corrente Russa, frequência portadora de 2.500 Hz modulada a 40 Hz, durante 15 minutos, por 15 sessões. Na avaliação inicial observou-se diminuição da força muscular inspiratória e expiratória (Pimáx; Pemáx) e do PFE quando comparados aos valores de normalidade preditos na literatura. Após a ETMF houve incremento da Pimáx e Pemáx sem significância estatística (p=0,18 e p=0,29) já o PFE teve um acréscimo de 283,73 L/minuto para 347,27 L/minuto (p=0,03). Pode-se observar que a ETMF foi eficaz no incremento dos parâmetros avaliados, com o PFE sendo o de maior impacto e significância estatística, no entanto, mais estudos com populações maiores se fazem necessários para análise dessa nova abordagem terapêutica.

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Publicado

2012-12-01

Como Citar

Meireles, A. L. F. de, Meireles, L. C. F. de, Queiroz, J. C. E. da S., Tassitano, R. M., Soares, F. de O., & Oliveira, A. S. de. (2012). Eficácia da eletroestimulação muscular expiratória na tosse de pacientes após acidente vascular encefálico . Fisioterapia E Pesquisa, 19(4), 314-319. https://doi.org/10.1590/S1809-29502012000400004

Edição

Seção

Pesquisa Original