Exercícios de alongamento ativo em pacientes com fibromialgia: efeito nos sintomas e na qualidade de vida

Autores

  • Amélia Paqual Marques Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • Ana Assumpção Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • Adriana Sousa Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • Luciana Akemi Matusutani Centro Universitário FIEO
  • Lais Verderame Lage Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Clínica Médica

DOI:

https://doi.org/10.1590/fpusp.v14i3.76089

Palavras-chave:

dor, exercícios de alongamento muscular, fibromialgia/reabilitação, qualidade de vida.

Resumo

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica difusa, pontos dolorosos (tender points) e sintomas associados, com freqüente impacto negativo na qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do alongamento ativo nos sintomas de dor, ansiedade, depressão e sono, na flexibilidade e na qualidade de vida de fibromiálgicos. Participaram do estudo 42 mulheres (média de idade de 49,7 anos) com diagnóstico de fibromialgia. As avaliações pré e pós-tratamento foram da seguinte forma: dor – escala visual analógica (EVA); limiar de dor nos tender points – dolorímetro de Fischer (TP); flexibilidade – teste 3o dedo-solo; qualidade de vida – Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ); ansiedade – Inventário de Ansiedade Traço-Estado (Idate); sono – Inventário do sono (PSI, Post Sleep Inventory); e depressão – Escala de Depressão de Beck. O tratamento constou de 10 sessões de exercícios de alongamento, com freqüência de uma vez por semana e duração de 50 minutos. O teste t de Student, com α=0,05, evidenciou melhora estatisticamente significante nas aferições da EVA (p<0,001), do teste 3o dedo-solo (p<0,001), nos escores do QIF (p<0,001), Idate (p=0,05), IS (p=0,02), escala de depressão (p<0,001) e no TP (p<0,001), com exceção do tender point occipital. Os exercícios de alongamento muscular melhoraram pois todos os sintomas estudados e a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia.

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Biografia do Autor

Amélia Paqual Marques, Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional

Fisioterapeuta; Professora Doutora do Fofito/FMUSP (Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, SP).

Ana Assumpção, Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional

Fisioterapeuta; doutoranda em Fisioterapia no Fofito/FMUSP.

Adriana Sousa, Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Fonoaudiologia, fisioterapia e Terapia Ocupacional

Fisioterapeuta; mestranda no Fofito/FMUSP.

Luciana Akemi Matusutani, Centro Universitário FIEO

Fisioterapeuta; Professora Mestre do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário FIEO, Osasco, SP

Lais Verderame Lage, Universidade de São Paulo / Faculdade de Medicina / Departamento de Clínica Médica

Médica Reumatologista do Departamento de Clínica Médica da FMUSP.

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Publicado

2007-12-31

Como Citar

Marques, A. P., Assumpção, A., Sousa, A., Matusutani, L. A., & Lage, L. V. (2007). Exercícios de alongamento ativo em pacientes com fibromialgia: efeito nos sintomas e na qualidade de vida. Fisioterapia E Pesquisa, 14(3), 18-24. https://doi.org/10.1590/fpusp.v14i3.76089

Edição

Seção

Pesquisa Original