Portal da USP Portal da USP Portal da USP

Suscetibilidade ao impacto pluviométrico na região metropolitana do Rio de Janeiro: estudo de caso no município de Duque de Caxias

Antonio Carlos Oscar Júnior

Resumo


Nos trópicos úmidos, a pluviosidade é o principal deflagrador de desastres, repercutindo em perdas econômicas, de infraestrutura e de vidas humanas. Face a isso, para o presente artigo, mapeou-se a suscetibilidade do território de Duque de Caxias ao impacto das chuvas. A metodologia baseou-se no cálculo de um indicador quantitativo referente a fatores de predisposição a desastres, agregando também fatores antrópicos. Dessa metodologia surge o índice de suscetibilidade a chuva do sistema territorial (ISST), que permitiu: (i) hierarquizar esse território de acordo com o grau de suscetibilidade ao impacto das chuvas e (ii) demonstrar a incoerência do macrozoneamento urbano. Observou-se que mais de 40% do território de Duque de Caxias apresenta um grau de suscetibilidade forte ou muito forte a chuva e que o Plano Diretor orienta a ocupação desses espaços, refletindo-se na exposição e vulnerabilidade da população local.


Palavras-chave


Disasters. Territorial management. Susceptibility. Urban planning. Risk.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, F. F. M.; CARNEIRO, C. D. R. Origem e evolução da Serra do Mar. Revista Brasileira de Geociências, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 135-150, 1998.

ALVES, H. P. F. Metodologias de integração de dados sociodemográficos e ambientais para análise da vulnerabilidade socioambiental em áreas urbanas no contexto das mudanças climáticas. In: HOGAN, D. J.; MARANDOLA JR., E. (Org.). Populações e mudanças climáticas: dimensões humanas das mudanças ambientais globais. Campinas, SP: Nepo-Unicamp, 2009. p. 29-52.

AMADOR, E. S. Baía da Guanabara e ecossistemas periféricos: homem e natureza. Tese (Doutorado e Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1997.

BECKER, B. K. Síntese das contribuições da oficina da Política Nacional de Ordenamento Territorial. In: OFICINA SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE ORDENAMENTO TERRITORIAL, 13-14 nov. 2003, Brasília, DF. Anais... Brasília, DF: MI, 2005. p. 71-78.

______. Geografia política e gestão do território no limiar do século XXI. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 53, n. 3, p. 169-182, 1991.

BRAGA, R. Plano Diretor Municipal: três questões para discussão. Caderno do Departamento de Planejamento. Presidente Prudente, SP: UNESP, v. 1, n. 1, p. 15-20, ago. 1995.

CARDONA, O. D. The Need for Rethinking the Concepts of Vulnerability and Risk from a Holistic Perspective: A Necessary Review and Criticism for Effective Risk Management. In: BANKOFF, G.; FRERKS, G.; HILHORST, D. (Org.). Mapping vulnerability: disasters, development, and people. London: Earthscan, 2004. p. 37-51.

CASTRO, A. L. C. Manual de Planejamento em Defesa Civil. Brasília, DF: Secretaria Nacional de Defesa Civil/Ministério da Integração Nacional, 1999.

COELHO, C. Riscos de exposição de frentes urbanas para diferentes intervenções de defesa costeira. Tese (Doutorado) – Universidade de Aveiros, Aveiros, 2005.

DEFESA CIVIL MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS. Relatório de Atividades da Defesa Civil de Duque de Caxias de 2013. Duque de Caxias, RJ: Defesa Civil Municipal, 2013.

DUQUE DE CAXIAS. Câmara Municipal. Duque de Caxias, RJ: CMDC, [s.d.]. Disponível em: http://www.cmdc.rj.gov.br/?page_id=1155. Acesso em: jan. 2013.

FONSECA, M. J. G. Mapa geológico do estado do Rio de Janeiro. Escala 1:400.000. Texto explicativo. Rio de Janeiro: DNPM, 1998.

GÓMEZ OREA, D. Ordenación territorial. 2. ed. Madrid: Mundi-Prensa, 2007.

GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

GUERRA, G. L. Indicadores de vulnerabilidade social e natural como subsídio ao planejamento territorial: o exemplo de Barra Mansa-RJ. Dissertação (Mestrado em Geologia Aplicada) – Faculdade de Geologia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.

IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010: Características da população e dos domicílios: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_da_populacao/resultados_do_universo.pdf. Acesso em: out. 2013.

JULIÃO, R. P. et al. Guia metodológico para produção de cartografia municipal de risco e para criação de sistemas de informação geográfica (SIG) de base municipal. Porto, PT: Autoridade Nacional de Proteção Civil, 2009.

MORAES, A. C. R. Ideologias geográficas: espaço, cultura e política no Brasil. 5. ed. São Paulo: Annablume, 2005.

MUEHE, D. Geomorfologia costeira. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. p. 253-302.

NUNES, L. H. Mudanças climáticas, extremos atmosféricos e padrões de risco a desastres hidrometeorológicos. In: HOGAN, D. J.; MARANDOLA JR., E. (Org.). Populações e mudanças climáticas: dimensões humanas das mudanças ambientais globais. Campinas, SP: Nepo-Unicamp, 2009. p. 29-52.

OLIVEIRA, F. L.; BIASOTTO, R. O. Acesso à terra urbanizada nos planos diretores brasileiros. In: SANTOS JR., O. A.; MONTANDON, D. T. (Org.). Os planos diretores municipais pós-Estatuto da Cidade: um balanço crítico e perspectivas. Rio de Janeiro: Letra Capital/Observatório das Cidades/IPPUR-UFRJ, 2011. p. 57-98.

OLIVEIRA, F. P. Direito do ordenamento do território. Coimbra: Almedina. 2002. (Coleção Cadernos Cedoua.)

OSCAR JR., A. C. S. Extremos atmosféricos e desastres hidrometeorológicos em Duque de Caxias-RJ. Revista Brasileira de Climatologia, v. 17, p. 192-208, 2015.

______. Ordenamento Territorial e Riscos Ambientais de Natureza Atmosférica no município de Duque de Caxias-RJ. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.

PASSOS, M. M. A conceituação da paisagem. Formação, Presidente Prudente, v. 1, n. 3, p. 131-143, 1996.

PUJADAS, R.; FONT, J. Ordenación y planificación territorial. Madrid: Síntesis, 1998.

ROSS, J. L. S. Geomorfologia: ambiente e planejamento. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2012.

______. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 8, p. 63-74, 1994.

RUELLAN, F. A. Evolução geomorfológica da Baía de Guanabara e das regiões vizinhas. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro: IBGE, v. 6, n. 4, p. 3-66, out./dez. 1944.

SANTOS DE SOUZA. M. Escavando o passado da cidade: a construção do poder político local em Duque de Caxias. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2002.

UNWUIN, T. El lugar de la geografía. Madrid: Cátedra, 1995.




DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2018.110229

Métricas do Artigo

Carregando métricas...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Antonio Carlos da Silva Oscar Júnior

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

GEOUSP: Espaço e Tempo (Online)
ISSN 2179-0892
Departamento de Geografia - FFLCH - USP
geouspusp.br / www.geografia.fflch.usp.br