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Segregação socioespacial e o "Direito à Cidade"

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.177180

Palavras-chave:

propriedade, segregação, cidade, espaço urbano, contradição

Resumo

As ideias contidas neste artigo se desdobram da hipótese segundo a qual a propriedade privada da riqueza, em sua várias formas, está no fundamento da produção do espaço urbano. A propriedade aparece, neste momento do processo histórico, como abstrata. Nesta condição a propriedade domina as relações sociais que se realizam, concretamente, num espaço marcado pela segregação e  vivida como a negação da cidade. Esses elementos iluminam as lutas entorno do direto à cidade.

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Biografia do Autor

Ana Fani Alessandri Carlos, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Professora do Programa de Pós-graduação da  Faculdade de Filosofia letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. FFLCH-USP Coordenadora do GESP- Grupo de estudos de Geografia Urbana Crítica e Radical - e Coordenadora do GT Teoria Urbana Critica do IEA- Instituto de estudos Avançados- USP.

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Publicado

2021-09-17

Versões

Como Citar

CARLOS, A. F. A. Segregação socioespacial e o "Direito à Cidade". GEOUSP Espaço e Tempo (Online), [S. l.], v. 24, n. 3, p. 412-424, 2021. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2020.177180. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/177180. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos