Revolução através da palavra: reflexões acerca do uso da literatura e da oralidade como expressão social e atuação política no Slam das Minas - RJ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2021.175918

Palavras-chave:

Slam poetry, Arte, Política, Resistência, Artivismo

Resumo

A resistência e a luta política dão-se de diversas formas, e uma delas é a através da arte. O presente artigo é resultado de uma pesquisa em desenvolvimento que busca entender os sentidos e os efeitos políticos da participação feminina no slam poetry brasileiro e de como essa forma de manifestação artística se relaciona com o território da cidade. Através de uma abordagem etnográfica, o artigo pretende demonstrar como mulheres e pessoas trans estão atuando politicamente através da poesia falada e de como a união de seus corpos vem incidindo no espaço público nos eventos do Slam das Minas na cidade do Rio de Janeiro.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Tayná Corrêa de Sá, Universidade Federal do Rio de Janeiro

TAYNÁ CORRÊA DE SÁ é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/UFRJ) do Instituto de Filosofia Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e bacharel em Segurança Pública e Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente pesquisa as intersecções entre arte e política, buscando analisar a atuação artística e política de mulheres no movimento de slam poetry brasileiro. E-mail: taynacorrea.s@gmail.com

Referências

Almeida, Cecília Barreto de; Victor Augusto Vasconcellos. 2011. Transexuais: transpondo barreiras no mercado de trabalho em São Paulo? Revista Direito FGV, São Paulo, V. 14 N. 2, 302-333.

Alves, Rôssi. 2016. Resistência e empoderamento na literatura urbana carioca. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 49, p. 183–202.

Araújo, Julia Figueiredo Murta De. 2019. Juventude e produção literária: um estudo sobre poesia falada nas periferias paulistanas. Dissertação de Mestrado em Estudos Culturais, Universidade de São Paulo, São Paulo. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100135/tde-20022019-130313/.

Brasil, Amcham. 2017. Transgênero, transexual, travesti: os desafios para a inclusão do grupo no mercado de trabalho. Estadão, São Paulo, 10/04/17. Disponível em: https://economia.estadao.com.br/blogs/ecoando/transgenero-transexual-travesti-os-desafios-para-a-inclusao-do-grupo-no-mercado-de-trabalho/ (acessado em 07/08/19).

Butler, Judith. 2018. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembleia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Costa, Maria Alice; Naiara Coelho. 2018. A(r)tivismo Feminista – Interssecções entre Arte, Política e Feminismo: Confluências. Revista Interdisciplinar de Sociologia e Direito, Vol. 20, nº 2, 25-49.

Cura, Tayanne. 2017. Tramas do rap: um olhar sobre o movimento das rodas culturais e a questão de gênero nas batalhas de rima e slams de poesia do Rio de Janeiro. In: Anais do XL Congresso da Intercom, Curitiba: UP.

D’alva, Roberta Estrela. 2011. Um microfone na mão e uma ideia na cabeça – o poetry slam entra em cena. Synergies Brésil, n° 9, pp. 119-126.

Facina, A. 2014. Sobreviver e sonhar: reflexões sobre cultura e “pacificação” no Complexo do Alemão. In: Escritos transdisciplinares de criminologia, direito e processo penal: homenagem aos mestres Vera Malaguti e Nilo Batista, Pedrinha, R. D. e M. A Fernandes, Rio de Janeiro: Revan.

Favret-Saada, J. 2005. Ser afetado (tradução de Paula de Siqueira Lopes). Cadernos de Campo, n. 13, p. 155-161.

Foucault, Michel. 2000. Em defesa da sociedade. Trad. de Maria Prado Galvão. São Paulo: Martins Fontes.

Freitas, Daniela Silva De. 2020. Slam Resistência: poesia, cidadania e insurgência. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 59, p. e5915.

Harvey, David. 2014. Cidades Rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. Trad. Jeferson Camargo. São Paulo: Martins Fontes, selo Martins.

hooks, bell. 2019. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. Trad. Cátia Bocaiuva Maringolo, São Paulo: Elefante, p. 380.

Lefebvre, Henri. 2011. O direito à cidade. São Paulo: Centauro.

Lopes, Adriana C et al. 2018. Letramentos de sobrevivência: costurando vozes e histórias. v. 10, p. 26.

Mbembe, Achille. 2018. Necropolítica. São Paulo, n-1 edições.

Neves, Natã. 2020. Três minutos, duas mãos e uma voz: performances, trajetórias e sobrevivências nas batalhas de poesia. Niterói.

Oliveira, Joana. 2019. Poesia que grita contra o patriarcado. El País, São Paulo, 23/03/19. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/19/cultura/1550599627_105700.html. (acessado em 01/12/20).

Oliveira, Roberto Camargos de. 2015. Rap e política: percepções da vida social brasileira. São Paulo: Boitempo.

Ranciére, Jacques. 2005. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo, Ed. 34.

Raposo, Paulo. 2015. “Artivismo”: articulando dissidências, criando insurgências. Cadernos de Antropologia e Arte, Salvador, 4.

Sabino, Maria Aline. 2020. “Poesia que não mata, mas salva pro outro dia”: Performance, cotidiano e negritudes nas batalhas poéticas de slam. Rio de Janeiro.

Saraiva, Hanny. 2019. Uma rede de poesia e potência criativa – Entrevista com Gênesis, do Slam das Minas - RJ. Poeme-se, 2019. Disponível em: https://blog.poemese.com/entrevista-com-ge%CC%82nesis-do-slam-das-minas-rj/ (acessado em 15/01/20).

Stella, Marcello Giovanni Pocai. 2015. Por que os Slams de poesia? Ponto Urbe, p. 19.

Vilar, Fernanda. 2019. Migrações e periferia: o levante do slam. Estud. lit. bras. contemp., Brasília, n. 58, e588.

Downloads

Publicado

2021-06-28 — Atualizado em 2021-09-28

Versões

Como Citar

Sá, Tayná Corrêa de. (2021) 2021. “Revolução através Da Palavra: Reflexões Acerca Do Uso Da Literatura E Da Oralidade Como expressão Social E atuação política No Slam Das Minas - RJ”. GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 6 (1). São Paulo, Brasil:e-175918. https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2021.175918.

Edição

Seção

Artigos

Dados de financiamento