https://www.revistas.usp.br/gis/issue/feed GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia 2021-05-17T13:16:50-03:00 Sylvia Caiuby Novaes revistagis@usp.br Open Journal Systems <p>A<em><strong> GIS – Gesto, Imagem e Som – Revista de Antropologia</strong></em> é uma revista acadêmica que engloba os campos da antropologia visual, da música e do som, da performance, do teatro e da arte.</p> <p>Com vistas a criar um espaço de interlocução internacional dos materiais e reflexões produzidos por esses campos, aceitamos publicações em português, espanhol, inglês, italiano e francês, sendo que, no caso dos artigos publicados em português e espanhol, o autor deverá também providenciar a tradução do artigo para o inglês.</p> <p>O bilinguismo nos artigos em espanhol e português tem por objetivo divulgar mais amplamente a produção latino-americana e de língua portuguesa.</p> <p> </p> https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/168774 Mar, lagos e lagunas: poesia na pesquisa artística de um músico 2020-09-24T14:53:07-03:00 Luiz Ricardo Basso Ballestero ballestero@usp.br <p>No meu processo investigativo como músico, pesquisador e docente, aproximei-me da autoetnografia com a intenção de me ouvir, me ver e me entender (um pouco) melhor. Talvez a minha grande questão de pesquisa (e de vida) seja essa: como eu vejo a relação entre a pesquisa e as artes na Universidade? Como resultado, escrevi um poema-manifesto (!?) que se coloca contra certas convenções investigativas e a favor de uma maior fluidez disciplinar e metodológica na pesquisa artística.</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Luiz Ricardo Basso Ballestero https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/178043 The Peacock Junction 2020-11-11T04:33:29-03:00 Marcelo Artioli Schellini marceloschellini@hotmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio apresenta imagens e textos que relatam o encontro com a paisagem contemporânea do Tamil Nadu, sul da Índia. No início de janeiro de dois mil e vinte, em decorrência de uma experiência educacional em uma instituição acadêmica indiana, iniciei a pesquisa visual que considera a fotografia de paisagem um procedimento de imersão no espaço para refletir sobre o território e suas representações. Em seus desdobramentos – uma vez que a paisagem revela-se como um espaço de interação – o gênero da fotografia de paisagem justapõe complexas relações que vão além de uma simples transcrição da natureza; expandindo a ideia de paisagem sobretudo por meio da transformação provocada por seus habitantes, a presença do observador, o </span><em><span style="font-weight: 400;">extra-campo</span></em><span style="font-weight: 400;"> e suas inúmeras representações históricas.</span></p> 2021-04-26T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Marcelo Artioli Schellini https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/179923 Por uma sensibilização do olhar – sobre a importância da fotografia na formação do antropólogo 2020-12-14T19:46:20-03:00 Sylvia Caiuby Novaes scaiuby@usp.br <p>Nesse texto, procuro associar a pesquisa de campo antropológica ao próprio ato fotográfico, mostrando o que há de comum nessas duas atividades: a necessidade de recorte, de proximidade, de intimidade e empatia, a decisão sobre o que estará ou não em foco. A partir de minhas experiências na Escola de Arte Brasil, falo sobre a sensibilização do olhar, a necessidade de criar repertórios e a oportunidade que a fotografia oferece de mudar o foco – do verbo para o comportamento, o corpo, os gestos, os detalhes sobre os quais nem sempre é possível falar. Procuro ainda ressaltar a associação da fotografia com a narrativa de que fala Walter Benjamin, a capacidade tanto da narrativa, quanto da fotografia, de acolher a experiência de quem a ouve ou contempla.</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Sylvia Caiuby Novaes https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175089 Instantes fotográficos 2020-09-25T04:58:13-03:00 Riccardo Putti riccardo.putti@unisi.it <p>Diálogos fotográficos nos contextos do Mercado Central e da Avenida Paulista, em São Paulo; relatos e reflexões acerca da fotografia e da imagem digital.</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Riccardo Putti https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181404 Objet trouvé: etnografia de rua – Paris 2021-01-28T13:26:51-03:00 Fernando de Tacca fernandodetacca@gmail.com <p>Esse pequeno ensaio faz parte de uma proposta mais ampla sobre a cidade de Paris, e teve seu início em 2012, inspirado pela relação entre o livro “<em>Pasages</em>”, de Walter Benjamin e as fotografias de Eugéne Atget. Naquele momento, durante o período de um mês, foram produzidas imagens de ruas, vitrines, passagens, e de pequenos cantos,&nbsp;através de três tipos de câmeras, sendo uma delas analógica. Baseadas e inspiradas nos olhares técnicos de Atget, mas também produzidas e trabalhadas a partir de uma câmera cega (GoPRO) e de uma câmera Lomo olho de peixe, foram criadas sobreposições de imagens no próprio negativo para que se evidenciasse&nbsp;a decomposição de espaços monumentais através das imagens.&nbsp;</p> <p>Como continuação da proposta, em um período mais amplo, entre março de 2016 e fevereiro de 2017, a partir do deambular e do flanar fotográfico pelas ruas de Paris, situações fortuitas e encontros casuais com objetos imprevistos, indicativa dos diálogos que propõe a cidade, retomaram o pensamento de&nbsp;Jean&nbsp;Baudrillard, e&nbsp;fizeram latente e constante&nbsp;a busca por uma&nbsp;existência ou uma conversa entre os objetos e seu entorno. Objetos banais, esquecidos, descartados ou interferidos, que ao olhar fotográfico criam pulsões, transformando o fotógrafo em um coletor, em seu sentido mais antropológico.</p> 2021-04-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Fernando de Tacca https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175885 Riscando pontos 2020-10-06T13:53:52-03:00 Roderick Peter Steel rodericksteel@hotmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio fotográfico cria um movimento paralelo entre a observação etnográfica e um arranjo fotográfico políptico</span><span style="font-weight: 400;">, a fim de alinhar fronteiras artísticas e antropológicas entre cosmogramas afro-brasileiros – pontos-riscados – e marcações aeroportuárias</span><span style="font-weight: 400;">. Essas fotografias exploram semelhanças entre vocabulários visuais simbólicos que predominam em cosmogramas e sinais de aeroporto para criar linhas fuga entre estes espaços liminares. O texto e imagens convidam a imaginar formas inéditas de relacionar mundos diametricamente opostos: terreiro/aeroporto; transe/estar-em-trânsito; cosmografia/sinalização aeroportuária; cura/covid-19. E desta fusão abrir para múltiplas dimensões temporais que nos possibilitam deslocar e visionar por meio de uma manifestação artística-acadêmica.</span></p> 2021-04-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Roderick Peter Steel https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174197 "A gira que eu faço é firme!" - o gesto da Rainha 2020-10-02T15:06:48-03:00 Jean Souza dos Anjos jeanjos09@gmail.com <p>Ensaio fotográfico sobre as giras da Rainha Pombagira Sete Encruzilhadas na Cabana do Preto Velho da Mata Escura, em Fortaleza, CE. Um trabalho, uma baia, uma antropologia macumbeira que movimenta e enfeitiça. As imagens encantadas desvelam o que se pode olhar e guardam os segredos sagrados, gestos. O visível e o invisível se encontram revelando poéticas, interstícios e conhecimentos.</p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> 2021-04-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jean Souza dos Anjos https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175030 Memória é movimento 2020-09-23T16:21:05-03:00 Alice Nin alicelimanin@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O ensaio fotográfico </span><em><span style="font-weight: 400;">Memória é movimento</span></em><span style="font-weight: 400;"> é sobre o encontro com fotografias de arquivo pessoal dos moradores do Azul, no Jacarezinho, Rio de Janeiro (RJ), a partir da realização coletiva da exposição </span><em><span style="font-weight: 400;">Outro Olhar</span></em><span style="font-weight: 400;"> pelos coletivos Cafuné na Laje e Norte Comum. Partindo do processo de pesquisa da exposição, as fotografias se debruçam sobre a importância de movimentar a memória visual de arquivos pessoais, promovendo o encontro e a partilha dessas imagens-portais como forma de viver a fotografia, experimentando-as coletivamente, fortalecendo os laços comunitários e a importância histórica do lugar a partir de dentro, de como ele próprio se significa visualmente. Assim reconhecendo e difundindo a relevância desses arquivos como um território necessário para o debate contemporâneo acerca das imagens fotográficas e sua participação na construção da memória coletiva de um lugar.</span></p> 2021-04-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Alice Nin https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175241 Dengbêj - um grito de resistência curdo 2020-09-29T20:58:32-03:00 Kelen Pessuto kelen.novo@hotmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este foto-ensaio foi realizado na cidade de Diyarbakir, no Curdistão turco, e retrata o </span><em><span style="font-weight: 400;">dengbêj</span></em><span style="font-weight: 400;">, a principal prática cultural do povo curdo, que visa transmitir sua língua, seus mitos e suas histórias através das gerações. Em um país onde o idioma curdo é proibido até nas escolas, a prática do </span><em><span style="font-weight: 400;">dengbêj</span></em><span style="font-weight: 400;">, mesmo institucionalizada (a partir de 2007, quando foi criado o Dengbêj House), é um ato de resistência do povo curdo, pois através dessas canções a língua curda vive e resiste.</span></p> 2021-04-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Kelen Pessuto https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174260 Vestígios e marcas além das humanas 2020-08-29T07:40:48-03:00 Jaqueline Gomes jaquelinegomes06@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio foi construído através de uma incursão ao Igarapé do Baré, um curso hídrico de águas pretas que deságua nas cabeceiras do Lago Amanã, que dá nome à uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, no baixo rio Japurá, Estado do Amazonas. A pesquisa que venho desenvolvendo tem caráter etnográfico e parte de questões arqueológicas sobre construção e transformação de lugares os relacionando ao processo de antropização do bioma. Busca entender como coletivos ribeirinhos contemporâneos se relacionam com as paisagens onde estão inseridos sítios arqueológicos que remontam a uma História Antiga da Amazônia. As imagens são como vestígios do meu próprio percurso de pesquisa em uma arqueologia como prática de sentido. Essas fotografias são índices de uma expansão de um olhar – antes direcionado para marcas humanas sobre os lugares – agora repleto de sinais e vestígios de seres animais, vegetais e cosmológicos que povoam as águas e florestas de Amanã. </span></p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jaqueline Gomes https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185456 Ensaio esquizo-analítico com textos e imagens sobre corpos, fantasias e retratos ou O que o espelho nos reflete? 2021-05-05T15:26:43-03:00 Vitor Grunvald vgrunvald@gmail.com <p>Este ensaio tem como horizonte algumas projeções e colagens (de trechos anteriores, publicados ou não), conceitos, inspirações, alucinações textuais e imagéticas sobre BDSM (Bondage, Dominação, Disciplina, Sadismo, Submissão, Masoquismo) e práticas de travestimento.</p> 2021-08-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Vitor Grunvald https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/172390 Mundaréu: um podcast de Antropologia como uma ferramenta polivalente 2020-09-09T12:05:59-03:00 Soraya Fleischer fleischer.soraya@gmail.com Julia Couto Mota ailujliacouto@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo trata de caracterizar o processo de criação do Mundaréu, um dos primeiros podcasts de Antropologia lançados no país. Ele é produzido em parceria entre o Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (LABJOR) na Universidade Estadual de Campinas e o Departamento de Antropologia na Universidade de Brasília. O artigo discute o que é podcast, podcasting, podosfera, podcasts como divulgação científica, e o formato de podcasting em Antropologia para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Apresenta e reflete sobre as etapas de produção do Mundaréu e seu processo de criação no último biênio.</span></p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Soraya Fleischer, Julia Couto Mota https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174203 A morte em fotografias periciais 2020-08-31T15:24:27-03:00 Paula Pagliari de Braud paula.braud@usp.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem por objetivo refletir sobre as fotografias periciais necroscópicas realizadas em casos de letalidade policial ocorridos na cidade de São Paulo e, por meio da bibliografia atinente à antropologia da imagem e da fotografia, aproximar e afastar análises de alguns autores que também trabalham a relação entre imagem e morte. Por meio da análise de cinco imagens retiradas de laudos necroscópicos de processos judiciais e inquéritos digitalizados no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, busca-se entender como os usos e os contextos de produção dessas fotografias nos permitem compreender a maneira como expressamos e encaramos certas mortes.</span></p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Paula Pagliari de Braud https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181512 Interculturalidades en danza: recreaciones del imaginario identitario argentino 2021-02-11T16:07:07-03:00 Silvia Citro scitro_ar@yahoo.com.ar <p><span style="font-weight: 400;">El artículo analiza cómo las políticas culturales emprendidas en Argentina</span><span style="font-weight: 400;"> entre </span><span style="font-weight: 400;">2010-2015 intentaron confrontar el </span><span style="font-weight: 400;">tradicional imaginario identitario sobre “el origen blanco-europeo” de los argentinos. Para ello, inicialmente, realizo una genealogía de las principales transformaciones históricas de esas políticas e imaginarios, para luego focalizar en </span><span style="font-weight: 400;">las actuaciones del </span><em><span style="font-weight: 400;">Combinado Argentino de Danza (CAD)</span></em><span style="font-weight: 400;">, en </span><span style="font-weight: 400;">las celebraciones de </span><span style="font-weight: 400;">conmemoración de estado-nación</span><span style="font-weight: 400;"> argentino, organizadas por el Ministerio de Cultura de la Nación durante este período. El CAD es el primer grupo de</span><span style="font-weight: 400;"> la escena local que propuso combinar géneros folklóricos nacionales que revalorizan influencias indígenas, con el hip hop, la danza contemporánea y la música electrónica, articulando a artistas de distintas procedencias regionales y estéticas. A través de este caso, reflexiono sobre los modos en que las ideologías multiculturalistas globales han sido reelaboradas localmente, en los intentos políticos por legitimar un nuevo imaginario nacional intercultural, popular y no sexista. </span></p> 2021-07-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Silvia Citro https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175918 Revolução através da palavra: reflexões acerca do uso da literatura e da oralidade como expressão social e atuação política no Slam das Minas - RJ 2021-03-02T11:22:56-03:00 Tayná Corrêa de Sá taynacorrea.s@gmail.com <p>A resistência e a luta política dão-se de diversas formas, e uma delas é a através da arte. O presente artigo é resultado de uma pesquisa em desenvolvimento que busca entender os sentidos e os efeitos políticos da participação feminina no <em>slam</em> <em>poetry</em> brasileiro e de como essa forma de manifestação artística se relaciona com o território da cidade. Através de uma abordagem etnográfica, o artigo pretende demonstrar como mulheres e pessoas trans estão atuando politicamente através da poesia falada e de como a união de seus corpos vem incidindo no espaço público nos eventos do <em>Slam das Minas</em> na cidade do Rio de Janeiro.</p> 2021-06-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Tayná Corrêa de Sá https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175853 Ensaio sobre o signo: troca, linguagem, espaço e um trabalho de Nuno Ramos 2021-02-01T14:00:41-03:00 André GoldFeder goldfeder.andre@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Em </span><em><span style="font-weight: 400;">Ensaio sobre a dádiva (2014/2015)</span></em><span style="font-weight: 400;">, Nuno Ramos parte do ensaio homônimo de Marcel Mauss e atinge um ponto de acumulação e virada que remete a um modo de agenciamento decisivo em sua poética: a produção de planos de articulação entre elementos heterogêneos. Ao pôr em ato uma problemática da </span><em><span style="font-weight: 400;">troca</span></em><span style="font-weight: 400;">, reenuncia um espaço de remissões estéticas-históricas central para certas passagens entre artes modernas e contemporâneas, relançado em torno das relações entre linguagem e espaço. Assim, partindo da leitura do </span><em><span style="font-weight: 400;">signo</span></em><span style="font-weight: 400;"> enquanto entidade elementar dos estruturalismos linguístico e antropológico por Patrice Maniglier, o artigo explora um campo possível de traduções recíprocas entre artes visuais e poesia, antropologia e filosofia, circulando ainda, com Jacques Rancière, entre Stéphane Mallarmé e Marcel Broodthaers, e com Lévi-Strauss, Saussure e certas linhas de debate sobre as artes contemporâneas, entre a problemática dos meios em artes visuais e um horizonte </span><em><span style="font-weight: 400;">ontológico </span></em><span style="font-weight: 400;">de pensamento com as artes.</span></p> 2021-06-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 André GoldFeder https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175852 Mitohermenêutica de filmes hollywoodianos de acordo com o imaginário de Gilbert Durand 2021-01-20T16:12:01-03:00 Rogério Gonçalves de Carvalho rogeriogcarvalho@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este texto tem por objetivo apresentar uma interpretação antropológica do imaginário do cinema, especificamente em filmes em sua maior parte produzidos em Hollywood. Para tal, faremos a aplicação de uma mitohermenêutica desenvolvida pelo antropólogo Gilbert Durand, que configura três estruturas imaginárias arquetípicas que servem como uma espécie de guia. O itinerário deve seguir os regimes imaginários pensados por Durand, quais sejam o regime diurno de estrutura heroica, o regime noturno de estrutura mística e o regime noturno de estrutura sintética ou dramática.</span></p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Rogério Gonçalves de Carvalho https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181744 A Teoria Ator-Rede como ferramenta para releitura do social a partir do filme Her 2021-04-12T11:04:40-03:00 Ana Carolina Brindarolli anabrindarolli@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia normalmente é vista como impessoal e sem vida, e perde essa característica na obra cinematográfica Her. A obra nos direciona para linhas de raciocínios inusitadas. O presente ensaio usa como pretexto o filme Her para propor um olhar sobre as novas formas de se relacionar na contemporaneidade, formas que unem atores humanos e não humanos para a produção de um coletivo, no sentido latouriano, para além da sociedade. Este coletivo tem como produto social o ator/actante híbrido, na proposta de visualizar a união no mesmo contexto de humanos e tecnologias. Desse modo, proponho a utilização da obra cinematográfica do diretor Spike Jonze, como um campo audiovisual capaz de produzir no leitor uma imagem sobre a temática latouriana proposta: novo social, atores híbridos, mediação, coletivos, interação entre humano e não humano. Como fundamentação teórica, o ensaio transita por conceitos extraídos da Teoria Ator-Rede (TAR).</span></p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ana Carolina Brindarolli https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174741 As estórias que as coisas contam e por que elas contam 2020-09-13T18:37:08-03:00 Michael Taussig mt107@columbia.edu <p>Tradução de "<span style="font-weight: 400;">The Stories Things Tell and Why They Tell Them", de Michael Taussig, feita por Felipe Neis Araujo. O original está disponível no livro "The Corn Wolf".</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Taussig, Michael. 2015. The Stories Things Tell and Why They Tell Them. In <em>The Corn Wolf</em>. Chicago e Londres: University of Chicago Press, 15-30.</span></p> 2021-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Michael Taussig, Felipe Neis Araujo https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/178546 Desenhar com uma câmera? Filme etnográfico e antropologia transformadora 2020-11-25T20:58:03-03:00 Anna Grimshaw agrimsh@emory.edu Amanda Ravetz a.ravetz@mmu.ac.uk <p>O desenho tem emergido como um foco recente de atenção antropológica. Escritores como Ingold e Taussig defenderam sua importância como um tipo especial de prática de conhecimento, ligando-o a uma reimaginação mais ampla do próprio projeto antropológico. Em respaldo a sua abordagem, está uma oposição entre o lápis e a câmera, entre “fazer” e “tirar”, entre modos de inquirição restritiva e produtiva. Este artigo desafia tal suposição, argumentando que tais elementos no desenho e na realização de filmes existem em uma relação dialética, em vez de polarizada. Destacam-se insights particulares desdobrados de um diálogo entre antropologias escritas e baseadas em filmes, relacionando-os a debates amplos no interior da disciplina – por exemplo, debates sobre modos de conhecer, sobre a prática qualificada [skilled practice], a improvisação e a imaginação, e a antropologia como um tipo de prática de fazer imagens.<br /><br /></p> <p><strong><em>Tradução do texto "Drawing with a camera? Ethnographic film and transformative anthropology", de Anna Grimshaw e Amanda Ravetz, feita por Tatiana Lotierzo e Luís Felipe Kojima Hirano.</em></strong></p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Anna Grimshaw, Amanda Ravetz https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/177064 Filmes e vídeos como formas de conhecimento: desenvolvimentos atuais e possibilidades futuras 2020-11-03T13:47:50-03:00 Alice Villela licevillela@gmail.com <p>Resenha de <em>The Routledge International Handbook of Ethnographic Film and Video</em>, Ed. Phillip Vannini. London and New York: Routledge. 2020. 359p. ISBN: 978-0-367-18582-4 (hbk) ISBN: 978-0-429-19699-7 (ebk)</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Alice Villela https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/176168 Amaculo manihamba: canções de caminhar de mulheres de uma região transfronteiriça ao sul do continente africano 2020-10-14T17:57:56-03:00 Erica Giesbrecht egiesbrecht@gmail.com <p>No oeste de Maputaland, uma região fronteiriça localizada na junção da África do Sul, Moçambique e Suazilândia, Song Walking examina a políticas territoriais, seu papel nas memórias e suas evoluções. Angela Impey explora relatos contrastantes acerca deste triângulo estratégico pouco conhecido, contrapondo narrativas textuais com as memórias de um grupo de mulheres idosas cujas canções e atividades diárias trazem narrativas e pontos de vista subalternos sobre a dinâmica na fronteira. Realizada durante a travessia de vastas distâncias com o acompanhamento da harpa bucal Isitweletwele, a etnografia de Impey encontra, nas canções de caminhadas femininas (amaculo manihamba), uma miríade de impactos sobre a propriedade, meios de subsistência e sentidos de localização causados por políticas de conservação ambiental transfronteiriça internacionalmente guiadas. Este livro vincula a pesquisa etnomusicológica aos temas mais amplos de desenvolvimento internacional, conservação do meio ambiente, gênero e acesso a recursos para fins econômicos locais. Song Walking atesta as dimensões afetivas, espaciais e econômicas do lugar, demonstrando que os processos de desenvolvimento são essencialmente culturais e revelando como a música se presta à expressão de sujeitos silenciados, ao mesmo tempo em que contribui para um alinhamento mais inclusivo e culturalmente apropriado entre as políticas fundiária e ambiental e necessidades e práticas locais.</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Erica Giesbrecht https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/178244 Musicando localidades, localizando musicares 2020-11-17T16:58:33-03:00 Gibran Teixeira Braga gibranteixeirabraga@gmail.com <p>Nesta coletânea de fôlego, as editoras Suzel A. Reily e Katherine Brucher apresentam um vasto panorama composto por dezenas de artigos oriundos de diversas partes do globo, que trazem em comum o esforço de discutir as várias possibilidades de conexão entre as noções de <em>musicar </em>e localidade. Ao longo destes vários artigos, apreendemos o papel da música para além das leituras mais restritas que tendem a focar apenas na obra, no produto. A articulação entre a produção da localidade e o musicar como um complexo emaranhado de construção de significados e de encontros sociais é apresentada nos mais diversos contextos nesta coletânea.</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Gibran Teixeira Braga https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/178245 Relembrando Marc-Henri Piault (1933-2020) 2020-11-17T17:09:45-03:00 Clarice E. Peixoto peixotoclarice@gmail.com <p>In Memoriam, Marc-Henri Piault (1933-2020).</p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Clarice E. Peixoto https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185351 Coletânea de discursos de Malcolm X 2021-05-03T17:09:07-03:00 Malcolm X revistagis@usp.br <p><span style="font-weight: 400;">Em tempos em que a luta contra o Racismo é imprescindível e urgente, os discursos de Malcolm X demarcam um período de luta importante </span><span style="font-weight: 400;">de um homem revertido ao Islam, que após o seu Hajj (peregrinação a Meca) amplia sua perspectiva sobre o humano e sobre a sua luta que não era contra homens brancos, e sim, contra homens que exploram outros homens. Passou a ser conhecido entre os muçulmanos como </span><strong><em>Al Hajj</em></strong><span style="font-weight: 400;"> Malik Al-Shabazz (1925-1965), distinção dada a toda pessoa que faz o Hajj. Mais conhecido como Malcolm X, foi um ativista norte-americano, um dos mais polêmicos e populares líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração separatista. Defensor dos direitos dos afro-americanos, conseguiu mobilizar brancos e negros na conscientização sobre os crimes cometidos contra a população afro-americana. Em 1998, Paul Gray, da revista Time, colocou a Autobiografia de Malcolm X entre os 10 livros de não-ficção mais importantes do século XX.</span></p> 2021-06-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Malcolm X https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185597 Editorial 2021-05-11T15:23:45-03:00 Sylvia Caiuby Novaes scaiuby@usp.br Andrea Barbosa acmmb66@gmail.com Edgar Teodoro da Cunha edgarteodorocunha@gmail.com Érica Giesbrecht egiesbrecht@gmail.com Francirosy Campos Barbosa francirosy@gmail.com John Cowart Dawsey johndaws@usp.br Paula Morgado Dias Lopes lopes@usp.br Rose Satiko G. Hikiji satiko@usp.br Vitor Grunvald vgrunvald@gmail.com <p>Editorial do volume 6 da GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia.</p> <p>Editora do Volume: Francirosy Campos Barbosa.</p> 2021-08-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Sylvia Caiuby Novaes, Andrea Barbosa, Edgar Teodoro da Cunha, Érica Giesbrecht, Francirosy Campos Barbosa, John Cowart Dawsey, Paula Morgado Dias Lopes, Rose Satiko G. Hikiji, Vitor Grunvald https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185860 Musicar local – tema e variações 2021-05-17T13:16:50-03:00 Érica Giesbrecht egiesbrecht@gmail.com Rose Satiko G. Hikiji satiko@usp.br Vitor Grunvald vgrunvald@usp.br <p>A noção de musicar local vem sendo experimentada em um projeto temático do qual as três organizadoras deste dossiê participam. Desde 2016, temos orientado nossas pesquisas em torno desta expressão que une o conceito de musicar – traduzido de musicking de Christopher<br />Small – com a noção de localidade, pensada a partir das considerações de autores como Arjun Appadurai e Ruth Finnegan. Musicar, na acepção de Small (1998), é utilizado para se referir a qualquer forma de engajamento com a música, entendida não apenas em seus aspectos formais (a obra musical), mas igualmente como performance, fruição, consumo, transmissão musical etc.</p> 2021-08-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Érica Giesbrecht, Rose Satiko G. Hikiji, Vitor Grunvald https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185341 O musicar local e a produção musical da localidade 2021-05-03T16:08:44-03:00 Suzel Ana Reily sreily@unicamp.br <p><span style="font-weight: 400;">Vivemos hoje em ambientes sonoros onde estamos expostos a uma grande variedade de estilos musicais de diversas épocas. A etnomusicologia, contudo, tem se concentrado no estudo de gêneros e práticas musicais tidas como “tradicionais” ou “próprias” ao contexto do estudo ou grupo étnico da pesquisa. Uma parcela das atividades musicais que fazem parte do dia a dia de muitas pessoas – seus “musicares locais” – podem ser ignoradas. Ao se integrarem à vida cotidiana, os musicares se tornam espaços que promovem sentimentos de pertencimento e de compromisso para com os contextos em que foram vividos e para com aqueles com quem foram compartilhados. Este artigo explora perspectivas voltadas para a relação entre estas atividades e as localidades em que ocorrem, investigando como os musicares afetam essas localidades e como são afetadas por elas. O musicar local cumpre um papel primordial na “produção de localidades” (Appadurai), evidenciando seu caráter eminentemente político.</span></p> 2021-06-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Suzel Ana Reily https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175272 Fluxos, quebrada e musicar funk – se sentir dentro da música 2020-12-09T15:50:29-03:00 Meno Del Picchia menodelpicchia@gmail.com <p>O artigo apresenta dados de uma etnografia realizada entre 2017 e 2019, num bairro periférico da zona sul de São Paulo, onde acontecem bailes conhecidos como fluxos. Proponho uma análise a partir do verbo-conceito de "musicar" de Cristopher Small (1998). Sob tal perspectiva é fundamental entender todos os agentes engajados na produção da festa, mesmo aqueles que aparentemente não estão produzindo música, e mesmo aqueles considerados não-humanos. Que elementos estão por trás de uma manifestação musical nas ruas de uma quebrada? No caso dos fluxos, veremos a centralidade dos sistemas de som de funk nesse musicar e que tipo de sensações e reações eles causam. O funk e a festa atuam na construção sentimental e simbólica dessas localidades e na produção de identidades compartilhadas.</p> 2021-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Meno Del Picchia https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175893 Espaços físicos e afetivos do funk: o musicar local das festas lésbicas de São Paulo 2021-01-29T15:59:56-03:00 Raquel Mendonça Martins raqviolao@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O artigo apresenta análise sobre etnografia realizada na cena de festas lésbicas que ocorrem no centro da cidade de São Paulo, por onde circula o funk com teor erotizado, como também sobre entrevistas realizadas com participantes da cena durante a pandemia de Covid-19. O campo abrange duas festas: a “Sarrada no Brejo” e a “Fancha”. A partir da noção de musicar local, como também de localidade, deslocamentos e interseccionalidades, analiso os modos como o funk propicia um engajamento entre as participantes, auxiliando nos processos de transformação e identificação que configuram o corpo lésbico e, também, gordo e negro. Observando o funk, a performance e as localidades envolvidas, identifico nessa forma de musicar um conjunto de ações que ressignificam estereótipos e o corpo considerado abjeto, transformando-o num corpo político por meio da diversão, ocupação e criação de espaços.</span></p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Raquel Mendonça Martins https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174219 Sembapatrimonioimaterial.com: performances locais, narrativas nacionais imaginadas, diálogos a partir do terreno 2020-09-10T16:28:17-03:00 Andre Castro Soares andrecastrosoares@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Das performances “ao vivo” para as performances na “internet”, o semba em Angola e o seu processo de patrimonialização tem provocado discussões entre a </span><em><span style="font-weight: 400;">comunidade de práticas</span></em><span style="font-weight: 400;"> (Wenger-Trayner e Wenger-­Trayner 2015) e outras comunidades imaginadas (Anderson 1983). Neste artigo partiremos do caso prático de uma investigação em curso, que recorre a um trabalho de colaboração com interlocutores privilegiados na construção da página de internet como estratégia metodológica: sembapatrimonioimaterial.com. A partir das publicações colaborativas com os interlocutores debatem-se dissensos (Rancière e Corcoran 2010) nas visões e versões patrimoniais do presente para o passado (Macdonald 2013).</span></p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Andre Castro Soares https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175880 Arrullando a la Virgen. Negociaciones sonoras durante la celebración de las Balsadas en Guapi (Pacífico colombiano) 2021-01-22T16:11:01-03:00 Juan Pablo Estupiñán juanpabloestupinan@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artículo presenta una etnografía de la celebración de las Balsadas a la Virgen Inmaculada en Guapi (Pacífico colombiano) narrada a partir de sus sonoridades. El análisis de la celebración busca profundizar en el conocimiento del contexto sociocultural de las comunidades afrocolombianas del Pacífico sur, en el cual música, espiritualidad y cultura popular se articulan de manera compleja como expresión de la identidad comunitaria. Las sonoridades experimentadas durante la celebración me permitieron reflexionar sobre el trasfondo social e identitario que está en juego, los actores que intervienen, sus relaciones y tensiones, y desde una perspectiva más amplia, las articulaciones con las dinámicas de reconocimiento e inclusión de los afrocolombianos a la nación multicultural.</span></p> 2021-07-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Juan Pablo Estupiñán https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175860 O musicar do atajo de negritos da família Ballumbrosio: uma etnografia da performance 2021-03-17T18:22:51-03:00 Ellis Regina Sanchez Hermoza ellisreginash@gmail.com <p>Os <em>atajos de negritos</em> são grupos de homens, meninos e meninas afrodescendentes que saem às ruas de El Carmen-Peru na época do Natal, geralmente do dia 23 de dezembro a 07 de janeiro, onde performam danças e canções. São tropas tradicionais performativas na medida em que são formadas por amadores, moradores e pessoas com ligações a El Carmen. O objetivo desta pesquisa é ilustrar por meio da etnografia da performance como a música, a performance e o repertório do <em>atajo </em>estão configurados, e compreender como estão atrelados com a localidade em que ocorrem. Esta investigação contribuiu para o seu campo de investigação ao dissertar sobre as formas como os negros do Peru contemporâneo estão se voltando para formas expressivas tradicionais como meio de conquistar espaço e redefinir sua posição local.</p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ellis Regina Sanchez Hermoza https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174364 Musicando translocalidades imigrantes aymaras e quechuas em São Paulo 2020-11-13T14:43:13-03:00 Cristina de Branco cristinadebranco@gmail.com Mariana Santos Teófilo mariana.s.teofilo@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Caminhando por algumas ruas e praças da cidade de São Paulo, nos domingos de todo o ano e em dias de festa comunitária boliviana, vamos percorrendo localidades altiplânicas (Appadurai 1996) erguidas a três mil quilômetros de distância do Altiplano andino. Milhares de transmigrantes andinos bolivianos reelaboram suas dinâmicas culturais e afetivas através da criação de redes transnacionais (Glick Schiller, Basch e Szanton 1992), comerciais e simbólicas. Também através do musicar autóctone (Small 1998), especialmente da prática musical de repertório e tocadores </span><em><span style="font-weight: 400;">aymaras</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">quechuas</span></em><span style="font-weight: 400;">, se fortalecem as estruturas afetivas que constituem e afirmam performática e sinestesicamente localidades altiplânicas indígenas. Por meio da articulação teórico-etnográfica de base antropológica e etnomusicológica, buscamos refletir sobre como o Centro Cultural Kollasuyo Maya, grupo autóctone de formação </span><em><span style="font-weight: 400;">aymara</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">quechua</span></em><span style="font-weight: 400;">, ao ativar e integrar redes entre pessoas e coletivos indígenas, imigrantes e paulistanos, vai musicalizando e localizando o Altiplano andino boliviano em São Paulo.</span></p> 2021-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Cristina de Branco, Mariana Santos Teófilo https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/175861 Retratando o musicar do bumba meu boi no audiovisual 2021-01-22T16:05:47-03:00 Luiza Fernandes Coelho luizafc00@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta reflexões sobre como a prática do musicar (Small 1998) e o caráter participativo (Turino 2008) do bumba meu boi são traduzidos na linguagem audiovisual (Romero e Villela 2018) nas produções </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rmECLcQZcpw"><em><span style="font-weight: 400;">Guriatã</span></em></a><span style="font-weight: 400;"> – direção de Renata Amaral (2018) –, </span><a href="https://taquaras.laboratoriocisco.org/"><em><span style="font-weight: 400;">Taquaras, Tambores e Violas</span></em></a><span style="font-weight: 400;"> – direção de Hidalgo Romero (2018) – e </span><a href="https://vimeo.com/60008167"><em><span style="font-weight: 400;">Brilho da Noite</span></em></a> <span style="font-weight: 400;">, direção de Priscila Ermel (2004). O artigo expõe quais musicares dessa manifestação cada produção enfatiza e quais as técnicas utilizadas para traduzi-los para a linguagem audiovisual, realizando também um comparativo entre as técnicas de cada produção. Esses filmes foram escolhidos, pois seus realizadores são de diferentes campos de trabalho e pesquisa, possuindo estéticas e finalidades diversas.</span></p> 2021-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Luiza Fernandes Coelho https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/174319 Conexões sensíveis: seguindo a trilha etnobiográfica de um músico chaquenho 2020-09-10T16:33:19-03:00 María Eugenia Domínguez eugison@yahoo.com <p><span style="font-weight: 400;">O texto trata da realização do vídeo etnobiográfico </span><em><span style="font-weight: 400;">Pascual Toro, flautero</span></em><span style="font-weight: 400;">. Refiro, em primeiro lugar, a proposta teórico-metodológica do cineasta e antropólogo argentino Jorge Prelorán (1933-2009) que inspirou o trabalho. Num segundo momento, descrevo as características do repertório e do gênero executado pelo protagonista do filme no ritual </span><em><span style="font-weight: 400;">arete guasu</span></em><span style="font-weight: 400;"> para explicitar as razões que guiaram a organização do projeto de edição. Por sua vez, discorre-se sobre o valor da individualidade no âmbito da música de flautas do </span><em><span style="font-weight: 400;">arete guasu </span></em><span style="font-weight: 400;">argumentando que o método etnobiográfico é um caminho fecundo para compreender as conexões que sustentam as habilidades para ser um bom instrumentista nesse universo.</span></p> 2021-01-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 María Eugenia Domínguez https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/176158 Um ouvido no fone e o outro na cidade: por uma representação audiovisual do musicar local 2020-12-18T15:18:36-03:00 Renan Moretti Bertho renanbertho@gmail.com Alexsânder Nakaóka Elias alexdefabri@yahoo.com.br Brenno Brandalise Demarchi brennodemarchi@gmail.com Anna Flávia Guimarães Hartmann anna.hartmann@usp.br Arthur Silva Barbosa arthur980@gmail.com Luiz Henrique Campos Pereira pereiralhc@hotmail.com Noelle Rodrigues Ventura venturanoelle@gmail.com <p align="justify"><span style="font-weight: 400;">O presente artigo discute a utilização do audiovisual para representar as características e as possibilidades de um musicar local. Ao observar o processo de criação do documentário </span><em><span style="font-weight: 400;">Um ouvido no fone e o outro na cidade</span></em><span style="font-weight: 400;">, os(as) autores(as) refletem sobre os usos e as funções da música, bem como sobre o engajamento musical e a relação de escuta dos(as) </span><em><span style="font-weight: 400;">riders</span></em><span style="font-weight: 400;"> – entregadores(as) de comida por aplicativo. Esses(as) profissionais são brasileiras e brasileiros que moram em Dublin e que têm a música como parte essencial da sua rotina de trabalho. Nesse sentido, nossa questão é: como representar as diversidades e as contradições desse musicar local? Argumentamos que, por meio das etapas coletivas de desenvolvimento e criação desse documentário, os(as) realizadores(as) expressam não apenas o engajamento dos(as) </span><em><span style="font-weight: 400;">riders</span></em><span style="font-weight: 400;"> com a música, mas também constroem uma representação sensorial do musicar que perpassa as relações de trabalho, de afeto e de localidade.</span></p> 2021-06-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Renan Moretti Bertho, Alexsânder Nakaóka Elias, Brenno Brandalise Demarchi , Anna Flávia Guimarães Hartmann, Arthur Silva Barbosa, Luiz Henrique Campos Pereira , Noelle Rodrigues Ventura