GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia https://www.revistas.usp.br/gis <p>A<em><strong> GIS – Gesto, Imagem e Som – Revista de Antropologia</strong></em> é uma revista acadêmica que engloba os campos da antropologia visual, da música e do som, da performance, do teatro e da arte.</p> <p>Com vistas a criar um espaço de interlocução internacional dos materiais e reflexões produzidos por esses campos, aceitamos publicações em português, espanhol, inglês, italiano e francês, sendo que, no caso dos artigos publicados em português e espanhol, o autor deverá também providenciar a tradução do artigo para o inglês.</p> <p>O bilinguismo nos artigos em espanhol e português tem por objetivo divulgar mais amplamente a produção latino-americana e de língua portuguesa.</p> <p> </p> Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pt-BR GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia 2525-3123 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br></p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista para fins não comerciais.<br><br></li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> </ol> </ol> A quilombola e o vaqueiro https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185555 <p><span style="font-weight: 400;">A obra de arte “A Quilombola e o Vaqueiro” (Pintura, óleo sobre tela, 50 x 50 cm. Peçanha, Minas Gerais – Brasil. Março 2021), junto de seu poema, nasce do trabalho de campo etnográfico, em execução, da pesquisa “O Processo de Identidade das Comunidades Quilombolas de Peçanha, Minas Gerais: História Oral, Cultura e Etnicidade”. Esta pesquisa é realizada no PPGER/UFVJM, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES). A obra constitui-se em um processo de transformação performática do diário de campo em artes plásticas, como revelação de resultados preliminares desta pesquisa, que encontra na terra, espiritualidade e violência os principais mecanismos de estruturação identitária nestes quilombos. Trata-se de um mecanismo de expressão de linguagens, códigos, ritualísticas, trajetórias histórica, saberes ancestrais e relações dialéticas vivenciadas etnograficamente pelo corpo-alma-pesquisador, objetivando a expressão do não-dizível e a contribuição para outras dimensões da produção da ciência antropológica.</span></p> Filipe de Oliveira Maciel Marivaldo Aparecido de Carvalho Copyright (c) 2022 Filipe de Oliveira Maciel, Marivaldo Aparecido de Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185555 e185555 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185555 Fé, vida e morte: representações imagéticas de uma América espanhola crente https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185822 <p><span style="font-weight: 400;">O pequeno ensaio fotográfico a seguir, apresenta algumas fotografias capturadas na cidade de Lima no Peru em março de 2020, o que não sabíamos, é que este seria um dos últimos meses antes da pandemia que mudaria nossos olhares, sentimentos e comportamentos. Com a intenção de causar estranhamento, as fotografias apresentam desde aspectos cotidianos da religiosidade local, até outros muito delicados e impactantes ao olhar externo, como o corredor dos suicidas, no maior cemitério local, ou as tumbas de bruxas, reverenciadas mesmo depois de mortas no mesmo cemitério.</span></p> Jacson Gross Copyright (c) 2022 Jacson Gross http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185822 e185822 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185822 Imagens da religião em um carnaval da Mangueira https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185745 <p><span style="font-weight: 400;">Foto-ensaio dos bastidores do desfile da escola de samba Mangueira em 2020, com o enredo “A verdade vos fará livre!”. A escola propunha uma leitura atualizada e carnavalizada da vida de Cristo, atribuindo-lhe as faces de grupos subalternizados do Brasil atual. Mais do que uma documentação, as imagens do ensaio buscam ser uma reinterpretação da visualidade proposta para o desfile, oferecendo uma leitura antropológica de um caso exemplar de carnavalização do religioso, ao mesmo tempo que apontam para as dimensões da “montagem” da performance festiva e da crítica social que ela engloba.</span></p> Renata de Castro Menezes Edilson Pereira Copyright (c) 2022 Renata de Castro Menezes, Edilson Pereira http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185745 e185745 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185745 Os terreiros de Jarê de Lençóis - BA https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185825 <p><span style="font-weight: 400;">Ensaio fotográfico realizado no contexto do projeto “Memória das Cantigas do Jarê”, site elaborado entre janeiro e abril de 2021. As fotografias apresentam as principais lideranças religiosas do Jarê de Lençóis e seus Pejis. </span></p> Paula Pflüger Zanardi Copyright (c) 2022 Paula Pflüger Zanardi http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185825 e185825 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185825 “Da cidade às montanhas”: experiências de deslocamentos, reencontros na celebração do Dia dos Mortos em Bobonaro, Timor-Leste https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185880 <p>Em Timor-Leste o Dia dos Mortos é um feriado nacional, um evento em que muitas pessoas residentes em Díli, a capital do país, se organizam para retornar às suas <em>uma lulik</em> ou casas sagradas nos municípios. Este ensaio trata da importância do culto aos ancestrais, tal como configurada na celebração do Dia dos Mortos na Casa Sagrada Dom Caileto, no município de Bobonaro, em novembro de 2016. Este evento mobiliza investimentos de ordens diversas. Isto implica um intenso trânsito de pessoas e circulação de comidas, bebidas, cigarros, velas e flores de Díli para os municípios ou, como é dito localmente, “da cidade para as montanhas”.</p> Renata Nogueira da Silva Carlos Andrés Oviedo Copyright (c) 2022 Renata Nogueira, Carlos Andrés Oviedo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185880 e185880 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185880 Axé, é o que é https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181092 <p><span style="font-weight: 400;">“Axé, é o que é” é um ensaio visual que busca apresentar mundos imaginados, vividos, sentidos, chorados e experimentados através do desenho. Esse último, se apresenta como um espaço de diálogo com seres materiais, imateriais, com o que escapa aos olhos, as cores e algumas racionalidades.</span></p> Ana Clara Sousa Damásio dos Santos Copyright (c) 2022 Ana Clara Sousa Damásio dos Santos http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e181092 e181092 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.181092 Optcha! Cigano não é religião? Uma análise da atuação, performance e rituais entre ciganos na cidade do Rio de Janeiro https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185829 <p>O ensaio tem como proposta analisar a atuação de diferentes atores que compõem o cenário cigano que vem se formando na cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos. Optei por destacar dois rituais que acompanhei em meu trabalho de campo durante a pesquisa do doutorado. Nas imagens apresento, descrevo e destaco em uma narrativa fotográfica e etnográfica, assim, proponho refletir sobre cada um dos dois rituais como cenários de <em>situações sociais</em> (GLUCKMAN, 1987), para destacar no conjunto fotográfico questões que considero centrais para o entendimento das atuações. O primeiro grupo de imagens apresento o grupo chamado <em>Tenda Cigana Espiritualista Tzara Ramirez</em> em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O segundo grupo de imagens foco na comemoração do Dia Nacional do Cigano e de Santa Sara Kali, a comemoração cigana de maior visibilidade que ocorre na cidade, um ritual que incorpora expressões cívicas, religiosas e culturais ciganas.</p> Cleiton M. Maia Copyright (c) 2022 Cleiton M. Maia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185829 e185829 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185829 Fotografia ritual: uma experiência com o povo Huni Kuin https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185779 <p><span style="font-weight: 400;">A investigação do rito como objeto fotografável e da fotografia em si como um rito a partir do gesto performativo de fotografar são os norteadores deste trabalho. Fruto de uma experiência de imersão junto ao povo Huni Kuin em 2017, e o desenvolvimento de um trabalho fotográfico realizado em circunstâncias cerimoniais com uso das plantas de poder amazônicas, o texto/contação “Fotografia Ritual: Uma experiência com o povo Huni Kuin”.</span></p> Bárbara Milano Copyright (c) 2022 Barbara Milano http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185779 e185779 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185779 Cidade de Giz: experimentações gráficas https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/189143 <p>Neste ensaio gráfico, apresentam-se os processos criativos de invenção e ocupação da cidade realizados por um dos habitantes de Viçosa, Minas Gerais. Seguindo suas inscrições efêmeras, adentramos uma cartografia descontínua de desencontros etnográficos, aproximando-nos de espaços construídos e imaginados cotidianamente. Este experimento se torna, assim, uma tentativa de pensar e se inscrever na cidade aos modos do Homem de Giz, por meio de seus traços e de suas grafias. Em um “exercício de ficção antropológica”, inspirado por Eduardo Viveiros de Castro, onde os desenhos tornam-se centrais metafórica e metodologicamente, como propõe Tim Ingold, acercamo-nos de uma abordagem antropológica a partir da “cidade em si mesma”, apontada por Michel Agier.</p> Jeferson Carvalho da Silva Copyright (c) 2022 Jeferson Carvalho da Silva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e189143 e189143 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.189143 Sim Sinhô, fotoetnografia da comunidade quilombola do ausente https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/191244 <p><span style="font-weight: 400;">O Vale do Jequitinhonha é conhecido pelas suas riquezas minerais e diversidade cultural, contudo, oportunamente, o reconhecimento “vale da miséria” foi construído por ações políticas e pela imprensa para representar a região. A proposta deste trabalho é ressignificar essa representação social, a partir de uma fotoetnografia desenvolvida com as pessoas da Comunidade Quilombola do Ausente, no município do Serro/MG. Para isso, com base em trabalhos anteriores que discutiram essa atuação da imprensa e os interesses econômicos por trás desse reconhecimento construído, buscamos ampliar os debates já apresentados e a partir da convivência com os quilombolas, construímos uma fotoetnografia que possa ser uma alternativa de representar a região. Uma relação construída repensando conceitos e valores, e provocando-os para que também trouxessem um olhar particular para apresentar sua comunidade, além de participarem, de alguma forma, da edição final das imagens.</span></p> Alan Faber do Nascimento Nilmar Lage Copyright (c) 2022 Alan Faber do Nascimento, Nilmar Lage http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e191244 e191244 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.191244 Espelho da memória: Sylvia Caiuby Novaes através da fotografia https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/195267 <p>Para entrar no universo de Sylvia Caiuby Novaes, somos convidados a embarcar em uma verdadeira viagem. Para alguém que tem a fotografia como parte central de sua trajetória profissional e afetiva, não poderia haver uma forma melhor. Este ensaio visual, construído a muitas mãos, é composto por fotografias dessa trajetória sobre a qual indicamos o itinerário. Resultado de longas conversas, visitas aos arquivos e às memórias de Sylvia, as montagens que apresentamos a seguir nos levam a conhecer pessoas e lugares que a antropóloga se afeiçoou e fez morada. Em um jogo de espelhos, Sylvia revisita diferentes momentos de sua trajetória, costurados numa trama onde os acontecimentos vividos e lembrados nos revelam algo próprio de tudo que está em permanente criação.</p> Jeferson Carvalho da Silva Kelly Koide Laila Zilber Kontic Luis Felipe Kojima Hirano Maria Luiza Mahara Copyright (c) 2022 Jeferson Carvalho da Silva, Kelly Koide, Laila Zilber Kontic, Luis Felipe Kojima Hirano, Maria Luiza Mahara http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e195267 e195267 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.195267 Relíquias do “Vale Perdido”: discursos sobre a magia das máscaras https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185773 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo mostra como a “magia da máscara” é uma narrativa importante e dinâmica que fortalece a vivacidade dos rituais e a atenção do público. A partir do exemplo dos </span><em><span style="font-weight: 400;">Tschäggättä</span></em><span style="font-weight: 400;">, máscaras carnavalescas da região do Vale de Lötschen, situado no cantão de Valais na Suíça, este trabalho aponta para a importância de interpretações científicas para: discursos populares sobre a magia das máscaras; formulação de discursos locais; imagens turísticas e autorrepresentativas atualmente. Máscaras que funcionam como “relíquias de tempos antigos” são objetos altamente valorizados por identidades comunitárias frágeis numa região alpina.</span></p> Konrad J. Kuhn Copyright (c) 2022 Konrad J. Kuhn; Andressa Furlan Ferreira http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185773 e185773 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185773 Viver como uma águia: uma abordagem sensível da trajetória de um imigrante cubano no Canadá https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/191170 <p>Este texto propõe uma resenha do curta metragem <em>The Eagle</em>, realizado pelas antropólogas Alexandrine Boudreault-Fournier &amp; Rose Satiko Gitirana Hikiji. Foca nos aportes da abordagem sensível da trajetória de um imigrante cubano no Canadá, Miguel Aguila, proporcionada pelo uso da ferramenta audiovisual. Objetiva refletir sobre as potencialidades dos sentidos e da percepção sensível no exercício de analise da vida social, e mais especificamente das questões ligadas à migração, à doença e outras dificuldades vivenciadas. Destaca como, ao se apoiar nas dimensões associativas, sensíveis e imagéticas em torno da figura de uma águia, as ferramentas audiovisuais podem auxiliar na ampliação do campo de observação mas também na formas de escrita da pesquisa. Constituem um aporte importante na obtenção de elementos e nuances que escapam a atenção imediata, e na maneira pela qual essas nuances são reconstituídas em sons e imagens.</p> Marciglei Brito Morais Lais Chagas de Carvalho Marina Rougeon Copyright (c) 2022 Marciglei Brito Morais, Marina Rougeon, Lais Chagas de Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e191170 e191170 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.191170 Etnomusicologia Audiovisual: um velho-novo campo de estudos https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/191615 <p>Resenha de <em>Audiovisual Ethnomusicology: Filming Musical Cultures</em>, de Leonardo D’Amico. Bern: Peter Lang, 2020, 470 p.</p> Yuri Prado Copyright (c) 2022 Yuri Prado http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e191615 e191615 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.191615 Imagonure Kuogori Pijiwuda ji, Conversando com Sylvia https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/200465 <p><span style="font-weight: 400;">O filme acima refere-se à entrevista com Sylvia Caiuby Novaes transcrita nesta seção TER e está correlacionado com o ensaio visual Espelho da Memória: Sylvia Caiuby Novaes através da fotografia, presente na seção GIS. Aqui o leitor poderá ver e ouvir Sylvia e adentrar no seu mundo sensorial, no qual ela dialoga com vários de seus orientandes que a acompanharam em sua trajetória profissional. Nesse mundo, em forma de entrevista, temos acesso ao universo sensível construído por Sylvia nos campos que realizou, na Universidade de São Paulo onde sempre trabalhou e na casa onde mora em São Paulo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A entrevista está dividida em duas partes, pois foi realizada em dois dias de gravação em sua casa, em 25 e 29 de outubro de 2021.</span></p> Ricardo Dionisio Fernandes Copyright (c) 2022 LISA Laboratório de Imagem e Som em Antropologia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e200465 e200465 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.200465 Habitações, jabuticabas e afetos – trajetórias com Sylvia Caiuby Novaes https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/194355 <p><span style="font-weight: 400;">Sylvia Caiuby Novaes é professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e dedica-se há cerca de 50 anos à pesquisa e ao ensino em antropologia. Entre outras realizações, ela é uma das pioneiras da antropologia visual no Brasil, é fundadora do </span><em><span style="font-weight: 400;">Laboratório de Imagem e Som da Antropologia (</span></em><span style="font-weight: 400;">LISA) e editora responsável pela revista Gesto, Imagem e Som. Revista de Antropologia (GIS). Nesta entrevista, realizada por mais de 30 orientandos de diferentes gerações, Sylvia fala sobre sua trajetória, projetos, visão de mundo, suas diversas viagens, o fascínio pelas pesquisas de campo e a universidade. Ao contar sobre sua trajetória acadêmica e pessoal, Sylvia traz reflexões sobre sua relação com a fotografia e a produção de imagens.&nbsp;&nbsp;</span></p> Alice Villela Ana Lúcia Ferraz Andrea Barbosa Aristóteles Barcelos Neto Beatriz Rego Vinci de Moraes Bruna Triana Caio Pompeia Carolina Junqueira dos Santos Danilo Paiva Ramos Edgar Teodoro da Cunha Eduardo da Silva Garcia Francirosy Campos Barbosa Jardel Jesus Santos Rodrigues Jeferson Carvalho da Silva Joon Ho Kim Kelly Koide Laila Zilber Kontic Lilian Sagio Cezar Luis Felipe Kojima Hirano Maíra Bühler Maria Julia Vicentin Mariana Floria Baumgaertner Marianna Knothe Sanfelício Nadja Woczikosky Marin Paula Morgado Dias Lopes Priscilla Barrak Ermel Rafael Hupsel Rita de Almeida Castro Rose Satiko Gitirana Hikiji Tatiana Lotierzo Vi Grunvald Victor Eiji Issa Vinícius Teles Córdova Copyright (c) 2022 Alice Villela http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e194355 e194355 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.194355 Carandiru e os espaços fraturados da memória https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/190656 <p><span style="font-weight: 400;">Entre os anos de 2002 e 2005, o Complexo Penitenciário do Carandiru passou por um processo de desativação que terminou com a maioria de seus pavilhões implodidos. No mesmo terreno, a partir de 2003, iniciou-se a construção do Parque da Juventude, quando o espaço passou a ser reconfigurado e a sofrer mudanças radicais em sua paisagem. É a partir desse processo de reconfiguração, de substituição de uma composição espacial por outra completamente avessa, que este artigo pretende discutir a relação que hoje se estabelece entre o espaço e as pessoas que por ele transitam, se amparando na etnografia como metodologia e na criação de fotomontagens como um movimento epistemológico para se pensar essas múltiplas temporalidades. O que o artigo se propõe a analisar é, sob uma perspectiva antropológica, os arranjos e rearranjos da memória no contexto de apagamento do Carandiru. </span></p> Gabriela Carvalho Copyright (c) 2022 Gabriela Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e190656 e190656 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.190656 A puxada de rede: cooperação, coletividade e ajuda mútua em imagens https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/190822 <p><span style="font-weight: 400;">A pesca artesanal é uma prática desenvolvida em todo o litoral brasileiro, envolvendo territórios e significados culturais, sendo uma das principais atividades produtivas realizada por algumas comunidades tradicionais, entre elas, os jangadeiros, no litoral do Nordeste brasileiro. Entre as modalidades de pesca praticadas por eles está a “puxada de rede” (pesca de tresmalho), uma prática comunitária que agrega ajuda mútua e cooperação em que pescadores se reúnem para lançar e puxar a rede, compartilhando os pescados. Aqui, pretende-se demonstrar a configuração e os significados culturais imbuídos na puxada de rede, bem como debater a importância da produção fotográfica nos trabalhos de campo com comunidades tradicionais para captar os elementos simbólicos presentes no modo de vida tradicional. Dessa forma, o uso de fotografias possibilitou fazer registros que demonstram elementos de cooperação e coletividade presentes nessa atividade.</span></p> Dorival Bonfá Neto Copyright (c) 2022 Dorival Bonfá Neto http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.190822 Rebobinando a fita: arqueologia do videotape nas aldeias https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181961 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo retoma algumas das experiências, movimentos e processos de aprendizagem e produção com o videotape junto a comunidades indígenas no Brasil, quando o equipamento de gravação em fita magnética começava a se popularizar com os formatos portáteis. O cineasta Andrea Tonacci se inquieta com as possibilidades do registro e reprodução simultâneas do videotape como parte da figuração da comunidade, como olhar processual, reflexivo. As camcorders dos Kayapó registraram discursos, viagens, eventos e rituais comunitários, antes mesmo das primeiras experiências do Vídeo nas Aldeias (VNA). O filme A festa da moça (1987), de Vincent Carelli, opera uma alteração naquilo que era imaginado como “olhar do outro” por Tonacci – e por muitas das produções do Vídeo Popular –, pois nos devolve um olhar deslocado, que presencia a retomada dos corpos dos jovens em comunidade, enfeitados e marcados como os antepassados, ao mesmo tempo que nos posiciona como espectadores não indígenas.</span></p> Bernard Belisário Copyright (c) 2022 Bernard Belisário http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e181961 e181961 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.181961 Editorial https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/196588 <p>Editorial do volume 7 da GIS</p> Sylvia Caiuby Novaes Andrea Barbosa Edgar Teodoro da Cunha Érica Giesbrecht Francirosy Campos Barbosa John Cowart Dawsey Paula Morgado Dias Lopes Rose Satiko Gitirana Hikiji Vi Grunvald Copyright (c) 2022 Sylvia Caiuby Novaes, Andrea Barbosa, Edgar Teodoro da Cunha, Érica Giesbrecht, Francirosy Campos Barbosa, John Cowart Dawsey, Paula Morgado Dias Lopes, Rose Satiko Gitirana Hikiji, Vi Grunvald http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e196588 e196588 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.196588 Patrícia Monte-Mór no RCB https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/199260 <p><span style="font-weight: 400;">Patrícia Monte-Mór produziu inúmeras mostras de cinema, debates fílmicos e concedeu outras tantas entrevistas ao longo de sua trajetória como antropóloga visual e produtora cultural. Com sua partida, neste início de 2022, não poderíamos deixar de homenageá-la na </span><strong>seção Achados na Rede</strong><span style="font-weight: 400;">. Trata-se aqui de uma entrevista concedida há onze anos ao programa televisivo Revista do Cinema Brasileiro, por ocasião de uma das edições da Mostra Internacional do Filme Etnográfico, uma de suas muitas iniciativas que marcaram o campo da Antropologia Visual no Brasil e gerações de pesquisadores e realizadores que tem na conjunção entre antropologia e imagem seu grande interesse. As imagens desta entrevista permanecem atemporais nos lembrando de algo que ela sempre fez: difundir e pensar o cinema e a antropologia, nas suas múltiplas facetas. Um salve à Patrícia!</span></p> Patrícia Monte-Mór Copyright (c) 2022 Patrícia Monte-Mór http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e199260 e199260 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.199260 Religiões, suas imagens, performances e rituais https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/199261 <p><span style="font-weight: 400;">Instigados pelos saberes religiosos inteligíveis e sensíveis das religiões tradicionais e das diversas formas de pertencimento espiritual que escapam à estrutura formal religiosa, mas conectam o ser humano com aquilo que ele chama de sagrado, buscamos neste dossiê construir um mapa das representações que perpassam suas imagens, suas performances que evidenciam rituais e pertencimentos sagrados. As formas expressivas ganham nuances diferenciadas em espaços religiosos, tendo em vista determinadas restrições, o que faz com que o pesquisador tenha que lançar mão de estratégias estéticas e de pesquisa diferenciadas para compor seu universo imagético e performático. Este dossiê permeia o universo simbólico dos rituais religiosos, as digressões entre religião e política, as expressões de decolonialidade, o corpo entregue à devoção e outras análises que envolvam discussões sobre expressões sensíveis por meio de imagens, performances. </span></p> Francirosy Campos Barbosa Rubens Alves da Silva Pedro Simonard Copyright (c) 2022 Francirosy Campos Barbosa, Rubens Alves da Silva, Pedro Simonard http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e199261 e199261 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.199261 A modernização neobizantina da imagem de Aparecida https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185690 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a forma contemporânea de exibição da imagem original de Nossa Senhora Aparecida. A partir do projeto de modernização da sua basílica no começo dos anos 2000, localizada no Santuário Nacional (Aparecida/SP), a proposta é entender as motivações institucionais e os efeitos práticos do projeto artístico em relação à devoção a Padroeira do Brasil. Argumento que, recorrendo à plasticidade da imagem de Aparecida, a Igreja Católica opta pela iconoclastia neobizantina como reação à iconoclastia neopentecostal. A partir da elaboração de um novo “nicho” na basílica para abrigar a santa, o qual foi concebido concomitantemente à ascensão evangélica no país e tendo como referência teológica o Concílio Vaticano II, abordo a imagem de Aparecida partir do conceito antropológico de “forma sensorial”: como o seu engajamento estético é institucionalmente produzido no decorrer do tempo, além de como o catolicismo brasileiro busca se atualizar através de formas modernas. </span></p> Adriano Godoy Copyright (c) 2021 Adriano Godoy http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185690 e185690 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185690 Revelando a performance ritual nos Goeku: narrativas fotográficas, fotografias narradas https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185832 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo pretende revelar as nuances das cerimônias póstumas realizadas pela escola budista japonesa </span><em><span style="font-weight: 400;">Honmon Butsuryu-shu </span></em><span style="font-weight: 400;">(HBS), a primeira a se estabelecer no Brasil, no ano de 1908. O referido ritual de passagem, denominado “</span><em><span style="font-weight: 400;">Goeku</span></em><span style="font-weight: 400;">” (“Culto Póstumo” ou “Culto aos Antepassados”), é constituído por </span><em><span style="font-weight: 400;">performances</span></em><span style="font-weight: 400;"> realizadas pelos sacerdotes/sacerdotisas e adeptos (fiéis), que abarcam um amplo espectro de relações entre humanos e não-humanos, além de um conjunto de elementos simbólicos composto por objetos sagrados, gestos, orações, posturas e instrumentos musicais. Portanto, pretendo elucidar tais cerimônias a partir das interlocuções estabelecidas junto com a HBS, que resultaram na confecção de cadernos de campo e em ricas narrativas orais. Além da verbalidade (oral e escrita), o intuito será o de dar a ver tais cerimônias por meio de fotografias, pelo fato das imagens destacarem-se pela capacidade de captar e expor, por uma via mais sensorial, as complexas formas de expressão presentes nos rituais.</span></p> Alexsânder Nakaóka Elias Copyright (c) 2022 Alexsânder Nakaóka Elias http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185832 e185832 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185832 Fotografia-chave para compreensão possível do hijab https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185807 <p>Este artigo trata de uma foto do álbum Prostitute (1975-1977), de Kaveh Golestan, a qual é apresentada como uma fotografia-chave, aquela capaz de gerar um exercício do olhar, e que possibilitou uma compreensão a respeito do véu islâmico, dado pela cobertura do corpo como razão inicial seguida por suas variações no modo de uso. Acrescentam-se a essas variações a pose da mulher prostituta com o véu a representar a subversão (em ambiente anti-islâmico) e a transgressão (pela dessacralização do corpo), fabricada pelo fotógrafo com a fotografada em relação ao seu lugar na comunidade, como exercício da crítica.</p> Ana Maria Ricci Molina Copyright (c) 2022 Ana Maria Ricci Molina http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185807 e185807 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185807 Contracultura sônica: quando a geração beat cantou hare krishna para espantar o espírito WASP https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/183395 <p>Analisamos a sociedade norte-americana dos anos 1950-70 como influenciada e reverberada por uma indomania acentuada e insofismável. Junto a tal indomania, agregaram-se religiões, intelectuais, movimentos alternativos e gurus – destacando-se Swami Prabhupada, o fundador e propagador do movimento Hare Krishna – que eram vistos como refúgios aos olhos de jovens inquietos (estudantes de Columbia, Berkeley, Stanford e San Francisco) que promoveram a&nbsp;geração&nbsp;beat. Tais jovens, rejeitavam maneiras protestantes de agir e ver o mundo, bem como todo um sistema capitalista voraz que crescia ao seu redor, buscando meios e reveses místicos (exógenos ou nativos) e orientais contra as burguesas e lobotomizadas conformidades sociais e vigentes na América. Por fim, descobrem que a sonoridade dos mantras e toda vibração que ela poderia proporcionar ressoava perfeitamente todo encantamento que precisavam.</p> Arilson Paganus Copyright (c) 2022 Arilson Paganus http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e183395 e183395 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.183395 Visões de liberdade, práticas da “carne”: uma abordagem performativa da Missa Gnóstica thelêmica e suas reconfigurações contemporâneas https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185695 <p>Haja vista a emergência de novas religiosidades e práticas rituais esotéricas a partir do final do século XIX, tendo como ápice o movimento da Nova Era, este artigo pretende analisar a Missa Gnóstica thelêmica e suas reconfigurações contemporâneas enquanto <em>performances</em> que permitem aos sujeitos que as praticam uma transformação ativa de si e do mundo, promovendo um estar-no-mundo outro segundo valores. A Missa é um dos principais ritos de <em>Thelema</em>, sistema mágico-religioso fundado e desenvolvido por Aleister Crowley a partir de 1904. Para tal análise, utilizar-se-á das considerações de Ernesto de Martino (2004[1948]; 2012[1956]) acerca da crise de presença e reintegração religiosa, de Silvia Mancini (2018), sobre os estados alterados de consciência, e de Stanley Tambiah (2018[1985]) no que tange à análise performativa de ritual.</p> Beatriz Parisi Copyright (c) 2022 Beatriz Parisi http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185695 e185695 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185695 A potência do axé e suas relações entre imagem, transformações e visibilidade https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/184633 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo discute representações do Candomblé produzidas por quem faz parte dele, em três terreiros sergipanos, de linhagens distintas. O recorte imagético escolhido é a fotografia, uma vez que, apesar de as fotografias serem vistas como recortes de realidades e contextos, elas apresentam uma série de interpretações acerca daquilo que querem comunicar. Busco pensar nos atos performativos e políticos que esses sujeitos realizam ao tornar visíveis ou não as imagens que são produzidas nestas três casas. <em>Potência</em> foi pensada justamente pelo fato de a palavra Axé representar Força, e, portanto, me remeter à sua potencialidade enquanto mantenedora da religião. Em campo, ouvi muito as frases como “dá pra sentir o axé na foto”; “esse santo aí tem muito axé”, a uma força ritual, que apesar de estar fixada numa imagem, é sentida por aqueles que a reconhecem em seus cotidianos. </span></p> Díjna Andrade Torres Copyright (c) 2022 Díjna Andrade Torres http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e184633 e184633 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.184633 O que a fotografia revela? Ética, imagem e memória em contextos afro-religiosos https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185835 <p>Este artigo discute fotografia e afro-religiosidade com base em minha experiência como fotógrafa e pesquisadora no campo religioso afro-gaúcho. Inicialmente, situo a relação entre fotografia e religiosidade afro-brasileira buscando compreender diferentes facetas da obtenção de imagens técnicas no âmbito do sagrado. Sem fazer uma revisão histórica do tema, aponto alguns casos que podem auxiliar nas reflexões sobre os interditos e os acessos impostos ou concedidos às produções fotográficas no contexto afro-religioso. Pretendo mostrar que a construção de uma ética na visibilidade das práticas religiosas está entrelaçada com os contextos das produções de sentido nos quais estas imagens figuram. Discuto os desafios na construção de uma ética antropológica na produção de imagens em tais contextos, e as possibilidades de uma negociação intersubjetiva quando a produção fotográfica atua como um suporte material para a reverberação das memórias coletivas de grupos religiosos.</p> Fernanda Rechenberg Copyright (c) 2022 Fernanda Rechenberg http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185835 e185835 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185835 Vai-Vai e um privilégio que não é pra qualquer um: protegido e abençoado por Ogum https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185718 <p><span style="font-weight: 400;">Esse artigo apresenta uma breve visão a respeito da influência religiosa que a Escola de Samba Vai-Vai tem em seu cotidiano e transmite aos seus integrantes. Tais referências vão desde as católicas europeias, até as afro-diaspóricas, em especial a devoção que a agremiação tem com relação à Ogum, orixá regente da escola. Essa forma de expressar a fé, tão própria da escola de samba, festiva e sincrética – mas ainda assim, sagrada -, faz parte do dia a dia da escola, e festas votivas fazem parte do calendário anual da agremiação. Mas não é só. Nos desfiles de carnaval – momento de maior visibilidade que as agremiações têm ao longo do ano - essa religiosidade também se evidencia, com representações de divindades aparecendo nos cortejos, com destaque às representações de Ogum, que apareceram com mais frequência, nos desfiles dos últimos anos.</span></p> Felipe Dias Candido Copyright (c) 2022 Felipe Dias Candido http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185718 e185718 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185718 Black Wadada: dreadlocks, barbas e anticolonialismo entre homens rastafari na Jamaica https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/183458 <p align="justify"><span style="font-weight: 400;">Neste ensaio eu analiso as políticas articuladas a duas práticas corporais observadas por grande parte dos homens rastafari jamaicanos: o cultivo de dreadlocks e barbas. Começo pela história política dos dreadlocks e barbas, mostrando como eles foram conectados a noções de africanismo e à vida social dos textos bíblicos no Movimento Rastafari. Eu argumento que estes modos de cuidado com o corpo traduzem políticas anticoloniais rastafari que visam desafiar e criticar estéticas e modos de existência coloniais e pós-coloniais na ilha caribenha, o que dá ensejo a reflexões sobre pertencimento, soberania e africanidade diaspórica.</span></p> Felipe Neis Araujo Copyright (c) 2022 Felipe Neis Araujo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e183458 e183458 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.183458 No princípio era o rock, e o rock estava na Caverna de Adulão, e o rock era a Caverna de Adulão https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185630 <h1><span style="font-weight: 400;">Neste artigo</span><span style="font-weight: 400;"> apresentaremos como o </span><em><span style="font-weight: 400;">rock</span></em><span style="font-weight: 400;"> pesado de uma forma geral com o </span><em><span style="font-weight: 400;">heavy</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">metal</span></em><span style="font-weight: 400;"> e seus subgêneros, foi capaz de fomentar uma forma de pertencimento e sociabilidade no início da Comunidade Caverna de Adulão em Belo Horizonte. O que notamos com a pesquisa é que no princípio o </span><em><span style="font-weight: 400;">rock</span></em><span style="font-weight: 400;"> se tornou o elemento fundador principal na socialização dos jovens para comunicar o Evangelho na própria linguagem e cultura da tribo urbana </span><em><span style="font-weight: 400;">headbanger </span></em><span style="font-weight: 400;">e posteriormente, outros elementos entraram em seu lugar. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, tendo como teórico principal o sociólogo Michel Maffesoli em diálogo com outros autores. Na pesquisa de campo utilizamos o método socioantropológico-etnográfico que aconteceu com a observação participante e com a técnica de grupo focal. </span></h1> Flávio Lages Rodrigues Copyright (c) 2022 Flávio Lages Rodrigues http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185630 e185630 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185630 Contato entre mundos: desenhos produzidos durante ritual ecumênico com plantas medicinais na Arca da Montanha Azul https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185801 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo faz uma descrição etnográfica sintética, buscando explicitar os princípios do grupo Arca da Montanha Azul e a produção de desenhos realizada durante ritual ecumênico com plantas medicinais, prática inovadora quando comparada a outras casas semelhantes. Para tanto, o artigo contextualiza o espaço segundo seu aspecto social e político, faz uma explicação do processo ritual, do processo iniciático, sobre o conceito de cura e traz alguns trechos de entrevistas realizadas com praticantes da casa que falam sobre sua relação com os desenhos. Encerra-se o texto apresentando argumento a respeito do caráter agentivo presente nos desenhos produzidos durante as cerimônias.</span></p> Frederico Romanoff do Vale Copyright (c) 2022 Frederico Romanoff do Vale http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185801 e185801 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185801 O altar como performance na religiosidade popular https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185817 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta o altar como um lugar do qual emanam performances visualizadas em símbolos, ações, gestos, cantos advindos da prática religiosa. Com o olhar voltado à religiosidade popular, destaca-se as vivências das Folias de Reis a fim de propiciar a reflexão acerca das performances do altar. À luz dos estudos em Performances Culturais, o destaque dado aos gestos, sons, imagens e toadas possibilitam reflexões acerca da performatividade revelada na materialidade dinâmica do altar, que se mantém viva em diversos contextos. O altar se configura, assim, como local do sagrado que ressalta o conjunto das qualidades sinestésicas das várias performances envolvidas neles ou perante eles; inclusive aquelas constituídas por sua simples materialidade e presença.</span></p> Daniela Oliveira dos Santos Sebastião Rios Copyright (c) 2022 Daniela Oliveira dos Santos, Sebastião Rios http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185817 e185817 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185817 História e ritual: relações possíveis entre guerras, missões e devoção https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185710 <p><span style="font-weight: 400;">A partir de um ritual de devoção a São Benedito (Ilhabela, litoral norte de São Paulo), discute-se a atuação missionária através de autos catequéticos. Partindo das festas do Brasil Colonial, procuramos compreender os liames entre a atividade missionária, as guerras na África Centro-Ocidental nos séculos XVI e XVII e as representações rituais. O foco desta reflexão são as relações entre os eventos históricos e as formas de publicização da atividade missionária. Busca-se compreender não apenas o ritual enquanto potenciador de um imaginário devocional, mas também os desdobramentos dos eventos representados, suas interpretações e processos de ressignificação.</span></p> Giovanni Cirino Copyright (c) 2022 Giovanni Cirino http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185710 e185710 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185710 Dois Irmãos: devoção e identidade baiana no Caruru de Cosme e Damião https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185831 <p><span style="font-weight: 400;">Tendo como base o documentário “Dois Irmãos”, o artigo apresenta uma reflexão sobre o Caruru de Cosme e Damião realizado pela família Valverde no Soteropolitano, restaurante de comida baiana localizado em São Paulo. Ao abordar os aspectos rituais dessa festa, assim como as memórias e os discursos dos responsáveis por sua realização, procuro evidenciar sua capacidade de afirmação da identidade baiana em um contexto de migração.</span></p> Yuri Prado Copyright (c) 2022 Yuri Prado http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185831 e185831 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185831 Resistência, religiosidade e etnicidade entre os Terena da aldeia Buriti/MS: apontamentos sobre a promessa que se tornou ‘tradição’ https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185782 <p><span style="font-weight: 400;">Os Terena da aldeia Buriti (Dois Irmãos do Buriti/MS) realizam a Festa de São Sebastião há mais de noventa anos, sendo esta composta por várias etapas e rituais. São Sebastião foi ressignificado e considerado padroeiro da aldeia Buriti tornando-a‘tradicional’ entre os Terena de Buriti. Inspirando-se no conceito de ‘estruturas performáticas’ de Sahlins (1990) é possível pensar a Festa de São Sebastião como elemento que já é parte dessa sociedade. Essa Festa foi iniciada a partir da década de 1920 como uma promessa realizada em meio a uma epidemia de febre amarela que assolou a região. Frente a este tema, inevitavelmente depara-se com aspectos religiosos 'tradicionais'/'ocidentais', mas também com organizacionais e políticos que refletem relaçõesintra e interétnicas. A Festa de São Sebastião contribui para a reelaboração étnica dos Terena de Buriti, apontando um campo fecundo para se refletir sobre noções como ‘tradição’, ressignificações e etnicidade.</span></p> Graziele Acçolini Rafael Allen Gonçalves Barboza Copyright (c) 2022 Graziele Acçolini, Rafael Allen Gonçalves Barboza http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185782 e185782 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185782 Epistemologia exúlica e audiovisibilidade na pandemia de 2020: escrevivências e gestos em imagens nas plataformas digitais https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185778 <p><span style="font-weight: 400;">Partindo da escrevivência, de Conceição Evaristo e da epistemologia exúlica, proposta por Reis Neto, analisamos duas produções audiovisuais vinculadas às religiões afrodescendentes: "Negras Vozes: Tempos de Alakan", dirigido por Beto Brant e "AmarElo: É tudo para ontem", dirigido por Fred Ouro Preto. Ambas as produções de 2020 emergiram em meio à pandemia da Covid-19. O objetivo do artigo é refletir sobre as possibilidades de fruição estética que emergiram frente à impossibilidade do contato presencial. Imagem e som se fizeram presentes diante do vídeo e as comunidades se apropriaram desse movimento. Diferentes modelos de partilha do sensível foram experimentados nesta proposta de etnografia digital em liminaridades criativas.</span></p> Milene Migliano Nathalie de Almeida Hornhardt Copyright (c) 2022 Milene Migliano, Nathalie de Almeida Hornhardt http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185778 e185778 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185778 O tratamento déjà vu da religião na Antropologia https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/182922 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo reflete sobre abordagens antropológicas clássicas acerca do tema da religião, estabelecendo um contraponto com outras linhas de pesquisa que, mais recentemente, privilegiam o papel das mídias na formação de comunidades religiosas. Tomando como base algumas propostas da antropóloga Birgit Meyer, o objetivo é refutar o privilégio tradicionalmente concedido tanto aos discursos de atores religiosos quanto ao significado dos símbolos para a composição etnográfica, passando a enfatizar sensações compartilhadas em um processo de “formação estética”.</span></p> Marcus Vinicius Barreto Copyright (c) 2022 Marcus Vinicius Barreto http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e182922 e182922 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.182922 “Esteja preparado para atuar como eu peço” - Invasões de devoção afetiva na atividade cômica de The Second Shepherd’s Play e Sir Gawain and the Green Knight https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/185792 <p><span style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;">Partindo de uma investigação sobre as formas de oralidade na literatura devocional do inglês médio, ao final do século catorze e início do século quinze, este artigo explora as jornadas da devoção afetiva tanto no romance cortês como nas peças urbanas de ciclo. As formas tradicionais de compreensão das divisões entre os gêneros literários, meditativos e dramáticos, no inglês médio, foram superadas pela performatividade espiritual, convidando o público espectador/leitor a uma postura contemplativa. O Mestre dos Ciclos de Wakefield e o poeta de Gawain desenvolveram seus trabalhos cientes das críticas lolardas a respeito dos excessos da Igreja, e investiram em expressões pessoais de devoção interior, que foram popularizadas pelo trabalho de Nicholas Love e outros textos Cartusianos que lidavam com devoção popular. Ambas </span><em style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;">The Second Shepherd’s Play</em><span style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;"> e </span><em style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;">Sir Gawain and the Green Knight</em><span style="font-family: 'Noto Sans', 'Noto Kufi Arabic', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;"> elaboram ambientes de agitação e redenção ao redor de seus personagens.</span></p> Elizabeth Perry Copyright (c) 2022 Elizabeth Perry http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e185792 e185792 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.185792 A cigana e a Universidade https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/181355 <p>Com o objetivo de problematizar o modo como os saberes podem ser transmitidos pela oralidade, pelo corpo e pela experiência, dentro e fora dos espaços rituais, este artigo parte do caso de uma médium de umbanda do interior de São Paulo. Com 53 anos, atua como vendedora autônoma em espaços como os de uma Universidade pública, sendo conhecida como “Cigana”. Depois do trânsito por alguns terreiros em busca de conhecimentos sobre suas experiências espirituais desde a adolescência, passa a se desenvolver mediunicamente no terreiro em que este caso foi observado. Neste espaço vivencia através do corpo diversas orientações, ocupando inicialmente a posição de cambona (ajudante) e dialogando com os saberes transmitidos pela comunidade, sobretudo pelo pai de santo. A partir dos endereçamentos do caso, discute-se, analogamente, de que modo a transmissão de conhecimentos orais e de profunda sustentação no e pelo corpo são eminentemente apartadas da formação oferecida na Universidade.</p> Fabio Scorsolini-Comin Copyright (c) 2022 Fabio Scorsolini-Comin http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e181355 e181355 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.181355 Salmo 4: poesia hebraico-bíblica e religiosidade https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/184847 <p><span style="font-weight: 400;">A poesia hebraico-bíblica é repleta de elementos litúrgicos e doxológicos que refletem a religiosidade dos adoradores. O presente trabalho busca explorar os temas e sentidos registrados no Salmo 4, tomando como base o “Método de Análise Total” e a “Intertextualidade sincrônica”, desenvolvidos a partir de Weiss (1984) e Bakhtin (2006), e trabalhados por Buber (1994) e Kristeva (1969), respectivamente. Preliminarmente, uma sintética revisão bibliográfica é feita para apresentar a percepção geral que se tem do Salmo. A seguir, a análise baseia-se em três seções: análise dos aspectos poético-literários presentes no texto, análise macroestrutural e síntese dialógica. Em suma, nota-se que o Salmo estabelece um diálogo entre três figuras cósmicas. As estrofes são delimitadas a partir do uso flexionado de tais pessoas do discurso e elementos de diversos contextos – jurídico, pactual, etc. – são evocados mediante uso de vocabulário específico, estabelecendo uma expressão de religiosidade comum ao livro de Salmos.</span></p> Eliathan Carvalho Leite Copyright (c) 2022 Eliathan Carvalho Leite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e184847 e184847 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.184847 A Igreja Universal e suas “mídias”: uma análise crítica sobre religião, mídia e secularismo https://www.revistas.usp.br/gis/article/view/182838 <p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, propõe-se pensar a reconfiguração do secularismo brasileiro, marcada pelo ativismo evangélico pentecostal na esfera pública e o consequente declínio da hegemonia da Igreja Católica no país. A partir de uma revisão crítica da literatura sobre religião, mídia e secularismo, tomamos o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, como objeto privilegiado desta reflexão. Analisando a visibilidade midiática de algumas cenas e narrativas sobre o Templo de Salomão, apontamos para a importância da incorporação de novas mídias no repertório religioso da IURD como fator de transformação das práticas de mediação religiosa em curso no país. Busca-se sustentar que as dinâmicas de publicidade da formação estética inspirada em uma concepção mítica de Israel, materializada nos mais diversos objetos, edifícios, cerimônias, gestos, performances e símbolos pelas igrejas pentecostais, tornaram-se um fator importante para a emergência do Pentecostalismo como uma religião pública.</span></p> Vitor Miranda Ciochetti Copyright (c) 2022 Vitor Miranda Ciochetti http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-08-30 2022-08-30 7 1 e182838 e182838 10.11606/issn.2525-3123.gis.2022.182838