O arendtianismo relutante no pensamento de Jacques Rancière

  • Daniel Peixoto Murata Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Palavras-chave: Rancière – Arendt – Política – Direitos Humanos – Filosofia

Resumo

Jacques Rancière é – nas palavras de Slavoj Žižek – um dos poucos autores na esquerda contemporânea dotados de conceptualizações consistentes. O propósito do presente trabalho é apresentar o teor de seu pensamento em escritos recentes, notadamente Desentendimento (Disagreement) e Ódio à democracia (Hatred of democracy), para então analisá-lo criticamente à luz da filosofia e da conceitografia arendtianas. Minha hipótese é que, apesar de Rancière apresentar uma teoria corajosa de democracia radical, ele é passível de crítica em três frentes principais: (I) suas conceptualizações são arbitrárias; (II) sua teoria transforma a ideia de política em algo meramente instrumental; e (III) Rancière interpreta a ideia do político em Arendt de forma exageradamente elitista

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Biografia do Autor

Daniel Peixoto Murata, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo em 2015. Mestrando em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo
Publicado
2016-03-26
Como Citar
Murata, D. (2016). O arendtianismo relutante no pensamento de Jacques Rancière. Humanidades Em Diálogo, 7, 147-157. https://doi.org/10.11606/issn.1982-7547.hd.2016.113339
Edição
Seção
Academia