Realidade virtual na reabilitação física de pacientes com doença de Parkinson

Autores

  • Gisele De Paula Vieira Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais
  • Daniela Freitas Guerra Henriques de Araujo Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marco Antonio Araujo Leite Universidade Federal Fluminense
  • Marco Orsini Universidade Federal Fluminense
  • Clynton Lourenço Correa Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.7322/jhgd.72046

Palavras-chave:

doença de Parkinson, fisioterapia (modalidades), jogos de vídeo, reabilitação

Resumo

Introdução: A realidade virtual (RV) pode ser uma ferramenta terapêutica utilizada no campo da neurorreabilitação. É considerada uma atividade lúdica que fornece feedback visual e auditivo, facilitando a adesão dos pacientes ao tratamento. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura a respeito da influência da RV na reabilitação de pacientes com doença de Parkinson. Método: Utilizamos como base de dados os sistemas virtuais das bibliotecas Medline, PEDro, Lilacs, Scielo e Pubmed, a partir dos seguintes descritores: Doença de Parkinson e Realidade Virtual; Doença de Parkinson e Wii e seus equivalentes em espanhol e inglês para obtenção dos artigos. Foi utilizada a escala PEDro para fins de pontuação metodológica dos artigos analisados. Resultados: A partir de 50 artigos obtidos após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram obtidos 16 artigos para análise. De acordo com a escala PEDro a maioria dos artigos teve baixa pontuação. Os resultados sugerem que a RV apresenta resultados positivos nas variáveis velocidade e tempo de movimento, equilíbrio, marcha, controle postural e funcionalidade de membros superiores. A atividade lúdica oferecida pela RV e a contribuição dos feedbacks visual e auditivo oferecido por este tipo de intervenção podem ser o grande potencial desta nova ferramenta. Conclusão: A RV é útil na potencialização do controle motor, na funcionalidade, na capacidade cognitiva e no equilíbrio, mas ainda precisa de estudos com melhor qualidade metodológica para confirmação dos resultados da RV na doença de Parkinson.

Biografia do Autor

Gisele De Paula Vieira, Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais

Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Motricidade Humana, Membro do grupo de Estudo sobre Doença de Parkinson –
GEDOPA/UFRJ, Departamento de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Músculo-esquelética, Curso de Fisioterapia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

Daniela Freitas Guerra Henriques de Araujo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduanda do curso de Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Membro do Grupo de Estudo sobre Doença de Parkinson – GEDOPA / UFRJ.

Marco Antonio Araujo Leite, Universidade Federal Fluminense

Médico, Doutor em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense – Serviço de Neurologia/Setor de Desordens do
Movimento/Hospital Universitário Antônio Pedro - Professor Adjunto de Neurologia da UFF - MMC/CCM/HUAP/PG Neurologia e Neurociências/UPC – Niterói - RJ.

Marco Orsini, Universidade Federal Fluminense

Médico, Doutor em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense e Professor do Programa de Mestrado em Ciências da Reabilitação – UNISUAM - Bonsucesso - RJ - Brasil.

Clynton Lourenço Correa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fisioterapeuta, Doutor em Ciências Morfológicas, Pesquisador do Laboratório de Neurobiologia Comparativa e do Desenvolvimento, IBCCF; Coordenador do Grupo de Estudo sobre Doença de Parkinson – GEDOPA/UFRJ, Professor Adjunto do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

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Publicado

2014-02-01

Edição

Seção

Artigos Originais