Aspectos da liberdade em As troianas de Sêneca

Autores

  • Isabella Tardin Cardoso Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2358-3150.v0i3p229-256

Palavras-chave:

liberdade, libertas, hekousía, eleuthería, estoicismo, Sêneca, Troades, tragédia romana

Resumo

Este artigo pretende verificar a presença de certas noções de liberdade na tragédia senequiana Troades, bem como compreender o significado daquelas no contexto da peça. Nesse sentido, consideram-se algumas noções com que o filósofo poderia ter lidado: liberdade (hekousía), tal qual atribuída à tragédia grega em geral; autonomía na filosofia moral estóica antiga; libertas no contexto político do império romano da época de Sêneca. Para tanto, investiga-se a concepção de liberdade moral própria ao estoicismo antigo. Na Roma imperial, o distanciamento entre filosofia moral e metafísica estóicas corresponde a uma ênfase na noção de autonomia. Interpretações modernas acerca do tema da liberdade nas tragédias antigas apontam para coincidências entre aquele tema e a noção de liberdade dos antigos estóicos. Verificam-se em cenas da peça elementos que denotem a influência de tais sistemas. A análise do vocabulário e dos personagens aponta para uma concepção de liberdade compatível tanto com a tradição estóica, quanto com aquela defendida em recentes revisões das primeiras tragédias da Grécia antiga. A crise manifesta no interior da filosofia estóica à época de Sêneca contribui para ressaltar a ironia trágica de Troades.

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Publicado

1999-10-13

Como Citar

Cardoso, I. T. (1999). Aspectos da liberdade em As troianas de Sêneca. Letras Clássicas, (3), 229-256. https://doi.org/10.11606/issn.2358-3150.v0i3p229-256

Edição

Seção

Artigos