Uma cena perturbadora do casamento de Vênus e Vulcano (Eneida 8.370–415)

Autores

  • Hans Smolenaars Universiteit van Amsterdam; Faculty of Humanities

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2358-3150.v0i5p131-142

Palavras-chave:

Vênus, Vulcano, Virgílio, Homero, Apolônio, Lucrécio

Resumo

Em Eneida 8.370ss, Virgílio encena um perturbador encontro de Vênus e o marido dela, Vulcano. Nessa despreocupada cena, ele habilmente põe em ação a dupla identidade de Vênus, deusa do amor e mãe de Eneias – e dos descendentes dele, os romanos. Vênus pede ao esposo novas armas para seu filho bastardo, Eneias. A fim de atingir seu objetivo, ela não hesita em empregar seus encantos físicos para persuadir o deus do fogo; pior ainda, ela se entusiasma pelos efeitos de sua paixão fingida. Essa pintura irreverente do comportamento desavergonhado de Vênus foi explicado de modos muito diferentes pelos especialistas em Virgílio. Minha análise das referências intertextuais a Homero, Apolônio e Lucrécio pretende demonstrar que o delicioso senso de humor do poeta pode ser o ponto de partida para entender e apreciar esse episódio dentro da carreira fulminante de Vênus, de deusa do amor a ancestral dos romanos, no século I a.C.

(Tradução de Adriano Scatolin)

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Publicado

2001-12-06

Como Citar

Smolenaars, H. (2001). Uma cena perturbadora do casamento de Vênus e Vulcano (Eneida 8.370–415). Letras Clássicas, (5), 131-142. https://doi.org/10.11606/issn.2358-3150.v0i5p131-142

Edição

Seção

Artigos