A verossimilhança da familiaridade do não familiar na ficção antiga e moderna

Autores

  • João Adolfo Hansen Universidade de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i20p85-97

Palavras-chave:

Estranho, familiar, hábito, verossimilhança, fantástico.

Resumo

O texto comenta os conceitos de não familiar ou estranho tratados por Freud em Das Unheimliche (1919), associando-os ao hábito e às rupturas do hábito para especificar a diferença da sua ocorrência na experiência individual, em que é significante de uma angústia, e na ficção, em que é figuração intencional. Distinguindo a figuração do não familiar na ficção antiga e na ficção moderna, propõe que na ficção antiga, como a de Luciano de Samósata, o não familiar é classificado platônica e aristotelicamente como fantástico, e na ficção moderna, como a de Beckett, como efeito da crítica e destruição dos regimes de verdade e verossimilhança que fundam a representação.

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Biografia do Autor

João Adolfo Hansen, Universidade de São Paulo.

Departamento de Letras Clássicas e Vernaculas/FFLCH/USP.

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Publicado

2015-06-18

Como Citar

Hansen, J. A. (2015). A verossimilhança da familiaridade do não familiar na ficção antiga e moderna. Literatura E Sociedade, 20(20), 85-97. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i20p85-97

Edição

Seção

Dossiê