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O SONHAR, O MAL SONHAR E O SONAMBULISMO NO HORIZONTE DA EXPERIÊNCIA DO DESAPARECIMENTO FORÇADO DE PESSOAS NO BRASIL

Paulo Cesar Endo

Resumo


O presente artigo discute alguns efeitos sociais, políticos e psíquicos do desaparecimento forçado como efeito de estratégias utilizadas no período da ditadura militar brasileira. Tais estratégias, que se escoravam e se escoram na certeza da impunidade e na indiferença diante das vítimas e dos sobreviventes, se presentificam hoje no agravo do sofrimento dos familiares ainda vivos, preservado pela letargia do Estado brasileiro, após o fim do período ditatorial, diante dos deveres em cumprir as principais resoluções internacionais de direitos humanos, relativas ao combate ao desaparecimento forçado de pessoas. Reconhecemos na elaboração onírica traços, pistas e pegadas de experiências que teimam em persistir e que ainda buscam seu estatuto linguageiro e seu reconhecimento social 50 anos após o golpe civil-militar no país. Este artigo apresenta resultado parcial de uma pesquisa longa e em curso, que pretende indicar matizes interpretativas diante das experiências do sonhar, da impossibilidade de sonhar, do sonambulismo e da vigília perpétua diante de experiências liminares.


Palavras-chave


elaboração onírica; ditadura; desaparecimento forçado

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i23p212-229

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