Aspectos poéticos em Hiroshima mon amour de Marguerite Duras

Autores

  • Maria Cristina Vianna Kuntz Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i31p14-28

Palavras-chave:

Marguerite Duras, Literatura francesa, Literatura e cinema, poética, memória e horror

Resumo

Hiroshima mon amour é o filme de 1959, de Marguerite Duras e Alain Resnais que, sessenta anos depois, é ainda considerado inesgotável obra prima do cinema e da literatura. A partir da concepção de Humberto Eco (1971) sobre a “palavra poética” e do entendimento de Ricoeur (1983) que retoma Aristóteles ao considerar o processo de representação como a atividade poética em si, neste trabalho, pretende-se mostrar aspectos da poética com que a autora trata a dimensão da memória e do horror, opondo-lhe uma relação de amor em que o “visível” leva ao “invisível” e abre-se para o “aberto” da escrita (cf. BLANCHOT, 1955, p. 185).

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Biografia do Autor

Maria Cristina Vianna Kuntz, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Graduada, mestre e doutora (2005) em Literatura Francesa pela Universidade de São Paulo e atualmente realiza na mesma Universidade o pós-doutoramento pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada, sob orientação de Cleusa Rios Pinheiro Passos. Foi professora de Literatura Francesa em cursos à distância na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Cogeae), de 2003 a 2013. Hoje é membro da ABRALIC e da Société Internationale Marguerite Duras, sediada em Paris. Publicou Marguerite Duras: trajetória da mulher, desejo infinito (2014). Com Mauricio Ayer, coorganizou Olhares sobre Marguerite Duras /Regards sur Marguerite Duras (2014).

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Publicado

2020-11-27

Como Citar

Kuntz, M. C. V. (2020). Aspectos poéticos em Hiroshima mon amour de Marguerite Duras. Literatura E Sociedade, 25(31), 14-28. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i31p14-28