Hiroshima mon amour, de Marguerite Duras, e o ‘resíduo sublimado’: celebração dos 60 anos e ressonâncias no Contemporâneo

Autores

  • Maria Luiza Berwanger da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i31p41-53

Palavras-chave:

Memória, subjetividade, inusitado, clandestinidade, paisagem

Resumo

O presente artigo busca celebrar os 60 anos de publicação da obra Hiroshima, mon amour, de Marguerite Duras, evidenciando a ressonância de temas, modos e formas de abordagem no Contemporâneo. Para tanto, toma como ponto de partida a própria definição de “memórias” dita pela autora em entrevistas e documentos inéditos, os quais repercutem em distintos campos do saber, de natureza simbólica e não simbólica. Intelectuais franceses como François Jullien, Edgar Morin, Giorgio Agamben, Gilles Lipovetsky e a escritora brasileira Clarice Lispector traduzem esse efeito da escritura durasiana produzido sobre o pensamento, hoje.

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Biografia do Autor

Maria Luiza Berwanger da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

Pós-graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É pesquisadora associada ao CREPAL (Littératures Portugaise et Brésilienne), da Université Paris 3 – Sorbonne Nouvelle, pesquisadora associada à Université Paris 3 – Sorbonne Nouvelle e à la Chaire d’Altérité (Maison des Sciences de l’Homme – Paris). Publicou Paisagens do Dom e da Troca: da reinvenção à invenção (2015) e Nouvelle cartographie poétique du Brésil: l’ici appel de l’ailleurs (2017).

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Publicado

2020-11-27

Como Citar

Silva, M. L. B. da. (2020). Hiroshima mon amour, de Marguerite Duras, e o ‘resíduo sublimado’: celebração dos 60 anos e ressonâncias no Contemporâneo. Literatura E Sociedade, 25(31), 41-53. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i31p41-53