https://www.revistas.usp.br/malala/issue/feed Malala 2020-12-23T19:51:25-03:00 Peter Robert Demant malala@usp.br Open Journal Systems <p>A Revista eletrônica Malala é uma publicação plural e aberta a todos que tenham trabalhos originais, diretamente sobre ou em diálogo com o Islã e com o Mundo Muçulmano. A revista é uma iniciativa do GTOMMM (Grupo de Trabalho sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano) inserido dentro do (LEA) Laboratório de Estudos Asiáticos da Faculdade de História da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH-USP).</p> <p>O projeto da publicação nasceu e se mantém estruturado em algumas idéias: a busca pela <strong>interdisciplinaridade</strong> no campo de estudos sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano; a busca pela definição e <strong>afirmação de um campo de estudos na academia brasileira</strong> (sem abrir mão da inserção internacional do debate sobre islã , oriente médio e mundo muçulmano), e um <strong>formato inovador</strong>, plural, acessível ao público mais amplo, contribuindo assim para a divulgação científica e para a ampliação do debate, buscando uma maior interlocução com setores da sociedade civil, do 3º setor e de atores que muitas vezes se envolvem com o tema mas fora da academia. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> <p>Neste espaço, buscamos análises e debates relacionados aos desenvolvimentos no Oriente Médio em seu conceito mais geral (que pode também incluir a África do Norte). Quanto ao mundo muçulmano, também buscamos uma compressão de significado mais ampla – incluindo não apenas as sociedades majoritariamente muçulmanas na Ásia e África, como também suas minorias não muçulmanas – além das minorias muçulmanas na Europa, nas Américas e em outros lugares – e sua interação com o Ocidente. Buscamos também contribuições sobre a própria religião, língua e expressões culturais e/ou dizendo respeito a questões teóricas que se encaixam em nosso órbita.</p> <p>A revista Malala é uma publicação que recebe contribuições em fluxo contínuo em português, inglês e espanhol. As chamadas para publicações são temáticas e feitas duas vezes ao ano.&nbsp;Os textos devem ser submetidos em formato Word através do site da&nbsp;Revista: <a href="https://www.revistas.usp.br/malala">https://www.revistas.usp.br/malala</a></p> https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/155901 Analisando a posição de mulheres muçulmanas em sociedades patriarcais e sua escolha em usar o hijab em meio ao contexto sociopolítico 2020-03-30T13:52:39-03:00 Syeda Sadia Mehjabin runia.syedasadia@gmail.com <p>As discussões sobre a opressão de mulheres muçulmanas no contexto de países muçulmanos e não muçulmanos concentram-se fortemente em sua posição na sociedade islâmica, em sua interpretação dentro do feminismo e em debates mais amplos sobre o uso do hijab. Principalmente, a adaptação do hijab como peça de vestuário, na maioria das vezes, se refere da pressão religiosa à social sob a influência patriarcal e se relaciona com ideologias políticas. Este artigo explora as histórias e fatos para além dessas narrativas, e descobre identidades inteiramente pessoais no que diz respeito ao hijab. Este artigo também incorpora teorias como ‘Orientalismo’, ‘Olhar masculino’ e discussões baseadas em livros como: Under Western Eyes, de Mohanty; Islam vs Islamism, por Peter R. Demant; The Headscarf Controversies, de Hilal Elver; e Beyond the Veil, de Fatema Mernissi. Além disso, a discussão principal com estudantes de diferentes países muçulmanos que vivem no Reino Unido esclarece que fatores como o contexto cultural ou a localização geográfica de alguém tem impacto nessas decisões. Além disso, tradição e etnia parecem ter uma influência significativa nas práticas religiosas. Através de estudos comparativos sobre a adaptação do hijab em diferentes países islâmicos, explica-se que a<br />subjetividade das mulheres muçulmanas em relação ao hijab não está longe de conotações políticas.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Syeda Sadia Mehjabin https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161694 O feminismo no âmbito das Relações Internacionais: Ocidente x Oriente e o protagonismo da mulher muçulmana 2020-04-02T19:00:54-03:00 Neylane Naually Souza Ferreira neylaane@gmail.com Nielle Beatriz Ribeiro de Figueiredo nielle.figueiredo@terra.com.br Brenda Thainá Cardoso de Castro brenda.tcc@gmail.com <p>O protagonismo da mulher muçulmana no contexto da relação entre Ocidente x Oriente baseia-se na difusão do relativismo da Declaração dos Direitos Humanos, no entanto, aqui será levantada a discussão de que os direitos das mulheres devem ser vistos sob a ótica do universalismo e o debate da nova consciência de gênero emergente no feminismo islâmico. É reconhecido, neste ensaio, o pluralismo cultural do Islã e as divergências na visão dos estudiosos que tomam o seu referencial cultural e, por vezes, julgam erroneamente uma cultura rica em significados simbólicos.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Neylane Naually Souza Ferreira, Nielle Beatriz Ribeiro de Figueiredo, Brenda Thainá Cardoso de Castro https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161807 Mulheres no mundo muçulmano e o ativismo para os direitos humanos 2020-03-30T19:50:33-03:00 Evelyn Faria da Silva Luz evelynluz11@gmail.com <p>Os Direitos Humanos surgiram com caráter universal e generalista. Dessa forma, seus preceitos deveriam ser úteis para todos e todas. Todavia, no primeiro momento em que foi pensado – a partir de um ponto de vista masculinista – não foram incluídos direitos e demandas específicas das mulheres. Esse contexto foi mudado a partir do processo de especificação do sujeito de direito, que resultou em documentos voltados exclusivamente para elas, a partir do ativismo, incluía-se os Direitos Humanos das mulheres no cenário internacional. No entanto, o referencial criado foi criticado por feministas de fora do norte global por representar demasiadamente uma ótica branca e ocidental. Este artigo traz o caso específico das muçulmanas, apresentando como o ativismo delas se dá no sentido de trazer o instrumental de Direitos Humanos para sua realidade. Para tanto, nesse trabalho, abordam-se os desafios em geral enfrentados por esse grupo de mulheres e como estas agem. Destaca-se a importância dessas novas vozes, tanto no cenário internacional quanto no processo de internalização no âmbito local, para a maior eficácia e legitimidade dos Direitos Humanos.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Evelyn Faria da Silva Luz https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161810 Orientalismo e a questão dos movimentos das mulheres do Iraque: desafios e reflexões 2020-03-31T18:31:31-03:00 Luiza Cassol luizacassol98@gmail.com Maria Eduarda Dall'Áqua medallaqua@gmail.com Sabrina Chiuza sabrinachiuza@hotmail.com <p>Este artigo analisa as limitações e desafios que o discurso orientalista promovido pelo Ocidente apresenta à interpretação das mulheres do Iraque e seus movimentos, e como ele ofusca sua participação histórica na política do país. Através de uma análise de discurso de notícias de 5 emissoras dos Estados Unidos no período pós-invasão do Iraque (2003-2013), percebe-se que ocorre reafirmação do discurso orientalista de estereótipos sobre a mulher árabe e da sua necessidade de interferência externa</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Luiza Delaflora Cassol, Maria Eduarda Oliveira Dall'Áqua, Sabrina da Costa Chiuza https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161597 Véu, nudez e o feminino na dança iraniana 2020-04-02T18:46:44-03:00 Leandra Yunis leyunis@gmail.com <p>O presente artigo apresenta uma síntese histórica sobre a exposição do corpo feminino na dança persa e suas consequências para o desenvolvimento das artes do palco no Irã no século XX. Destaca-se o papel central do cinema e da literatura para o desenvolvimento da dança nacional iraniana, especialmente no que diz respeito à inspiração em obras clássicas, cujo princípio zoroastriano da equidade de gênero estabelece um contraponto à condição da mulher no direito familiar xiita. A importância desse estudo se deve ao fato de que a protagonização da mulher nas artes performáticas e dramatúrgicas iranianas, incluindo o cinema, se inicia pela dança e é em torno desta linguagem artística que se concentra a discussão moral sobre a exposição do corpo e a obrigatoriedade do véu.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Leandra Yunis https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/159598 Quem tem medo do feminismo Islâmico, e por quê? Erguendo vozes através da educação 2020-04-28T16:39:32-03:00 Renan de Souza renan.azuos@gmail.com <p>O artigo apresenta o poder do feminismo islâmico, um movimento que tem chacoalhado as estruturas patriarcais do mundo islâmico a medida em que as mulheres têm mais acesso à educação. Com base nesse fato, a pesquisa afirma que essa movimentação originada no acesso à educação tem gerado desconforto ao patriarcado, mas principalmente aos fundamentalistas que se veem ameaçados pelo poder das mulheres que buscam uma reinterpretação do Alcorão extraindo uma mensagem de igualdade das escrituras sagradas. O feminismo islâmico, não sendo um movimento uniforme, pois contém visões distintas e disputas de narrativas em seu interior, é exposto aqui sob o olhar de autoras e pesquisadoras, como Fatema Mernissi e Amina Wadud. Em seguida, é apresentado um contraponto com a visão fundamentalista, a resposta das feministas e o exemplo da jovem Malala Yousafzai como uma referência para justificar a hipótese original de que os fundamentalistas percebem as feministas islâmicas como uma ameaça.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Renan de Souza https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161809 O feminismo islâmico na transição política da Tunísia: avanços e retrocessos 2020-03-31T18:55:43-03:00 Ana Gabriela Costa Reis anagabrielar7@gmail.com <p>Este trabalho busca investigar os indícios de avanços nos direitos das mulheres no pós Primavera Árabe da Tunísia, entre os anos de 2010 e 2014, através das categorias analíticas do feminismo islâmico e do pós-colonialismo. Em função da agitação político-social refletida nas grandes manifestações populares clamando por maiores liberdades, e evidenciando um hiato entre os direitos garantidos pelo texto constitucional existente no período precedente à Primavera Árabe, o de 1959, trabalha-se aqui com a hipótese de que essa oportunidade teria sido aproveitada pelas tunisianas, tendo sua luta<br />simbolizada na nova constituição de 2014. Para tanto, observa-se os trechos constitucionais de 1959 e 2014 e avaliam-se os reflexos das lutas de gênero. Conclui-se que as mulheres obtiveram sucesso em sua luta, ao menos no sentido de terem sido garantidos, na nova constituição, seus direitos e deveres. Além disso, inferiu-se, a partir de seus ganhos, a confirmação de que o feminismo islâmico não deve ser compreendido sob a perspectiva ocidental, uma vez que cada movimento possui suas próprias reivindicações e particularidades.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Ana Gabriela Costa Reis https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/161802 Entre memória e ativismo político: contribuições de Nawal El Saadawi para o feminismo egípcio e transnacional 2020-03-31T19:37:43-03:00 Flávia Abud Luz flavia.abud.luz@hotmail.com <p>Resenha comentada de “A Face oculta de Eva: as mulheres do mundo árabe” e “A Mulher com olhos de fogo – o<br />despertar feminista” (publicações brasileiras, de 2002 e de 2019, respectivamente).</p> <p>A partir de reflexões acerca da obra da ativista feminista egípcia Nawal El Saadawi e do desenvolvimento de discussões entre memória, trajetória e a busca das mulheres muçulmanas por direitos em Estados do Oriente Médio e Norte da África o texto visa apresentar as possibilidades e os desafios de problematizar a agência feminina com foco em questões como a normatização dos corpos femininos pelo viés da tradição, a discussão das leis de família, o acesso à educação, assim na intersecção entre gênero, cultura e religião que é uma característica da obra de Nawal El Saadawi.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Flávia Abud Luz https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/177022 Alice Shalvi: a força desconhecida que o mundo precisa conhecer 2020-11-02T21:27:44-03:00 Andréa Kogan andreakogan@terra.com.br 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Andréa Kogan https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/162779 A viagem como método de estudo (O mundo falava árabe: A civilização árabeislâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta, de Beatriz Bissio) 2020-04-02T19:25:07-03:00 Paula Carolina de Andrade Carvalho paula_carvalho33@yahoo.com.br <p><em>O mundo falava árabe: A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta</em>, de Beatriz Bissio, surgiu a partir da sua tese de doutorado defendida em 2008 no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF).&nbsp;Bissio resolveu se debruçar sobre os escritos de dois grandes viajantes do mundo islâmico medieval: a <em>Muqaddimah</em> (<em>Os prolegômenos da história universal</em>), do historiador Ibn Khaldun (1332-1406), e <em>Através do Islã</em>, as memórias de viagem pelos domínios muçulmanos de Ibn Battuta (1304-1368). Dividido em duas partes, o livro apresenta em cada um dos sete capítulos características importantes da história mais geral da civilização islâmica de modo claro e sintético, entremeando-as a situações particulares presentes tanto na obra de Ibn Khaldun quanto na de Ibn Battuta. É viajando através dos livros desses dois autores muçulmanos que se descobrem os impérios árabe-islâmicos em toda sua complexidade.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Paula Carolina de Andrade Carvalho https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/163089 A gênese das hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos. 2020-03-31T19:27:04-03:00 Tamires Maria Alves tamiresmalves@gmail.com <p>Este trabalho procura entender o que levou o Irã a passar de um papel de “aliado” ao de um “inimigo” dos Estados Unidos. Busca entender como as hostilidades que passaram a existir somente entre Irã e Estados Unidos foram produzidas como uma “ameaça” para toda “comunidade internacional”. O ponto de ruptura entre estas nações ocorreu, segundo a visão norte-americana, no ano de 1979 com a chamada Revolução Iraniana – e, por conseguinte, com o sequestro da embaixada americana no Irã-, em contrapartida o momento de ruptura desta relação na visão iraniana se deu em 1953 com o Golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Muhammad Mossadeq. Este trabalho tenta desnaturalizar essa imagem “ameaçadora” que o Irã tem na “comunidade internacional”, que, cria as condições de possibilidade para práticas violentas dirigidas a esse Estado. Para isso, será utilizada a teoria pós-colonial, uma vez que os autores pós-coloniais acreditam que a dominação econômica do Ocidente sobre o Oriente, viabilizada principalmente pelo colonialismo, foi capaz de abarcar também a dominação cultural destes povos.</p> 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Tamires Maria Alves https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/177018 A histórica misoginia em nome de Allah e da tradição: Resenha do filme “I am Nojoom, age 10 and divorced” 2020-11-02T21:05:45-03:00 Cila Lima cila.li@alumni.usp.br 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Cila Lima https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/177020 Apresentação 2020-11-02T21:18:53-03:00 Cila Lima cila.li@alumni.usp.br 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Gerência Revista Malala; Cila Lima https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/179873 “There are many institutional and social barriers that hinder women’s political representation and quota system can be part of the solution” 2020-12-12T22:48:01-03:00 Yuree Noh malala@usp.br Ariel Finguerut arielfing@gmail.com 2020-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Yuree Noh; Ariel Finguerut