Malala, Revista Internacional de Estudos sobre o Oriente Médio e Mundo Muçulmano https://www.revistas.usp.br/malala <p>A Revista eletrônica <strong>Malala</strong>, <strong>Revista Internacional de Estudos sobre o Oriente Médio e Mundo Muçulmano</strong>, é uma publicação plural e aberta a todos que tenham trabalhos originais, diretamente sobre ou em diálogo com o Islã e com o Mundo Muçulmano. A revista é uma iniciativa do GTOMMM (Grupo de Trabalho sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano) inserido dentro do (LEA) Laboratório de Estudos Asiáticos da Faculdade de História da Universidade de São Paulo (DH/FFLCH-USP).</p> <p>O projeto da publicação nasceu e se mantém estruturado em algumas idéias: a busca pela <strong>interdisciplinaridade</strong> no campo de estudos sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano; a busca pela definição e <strong>afirmação de um campo de estudos na academia brasileira</strong> (sem abrir mão da inserção internacional do debate sobre islã , oriente médio e mundo muçulmano), e um <strong>formato inovador</strong>, plural, acessível ao público mais amplo, contribuindo assim para a divulgação científica e para a ampliação do debate, buscando uma maior interlocução com setores da sociedade civil, do 3º setor e de atores que muitas vezes se envolvem com o tema, mas fora da academia. </p> <p>Neste espaço, buscamos análises e debates relacionados aos desenvolvimentos no Oriente Médio em seu conceito mais geral (que pode também incluir a África do Norte). Quanto ao mundo muçulmano, também buscamos uma compressão de significado mais ampla – incluindo não apenas as sociedades majoritariamente muçulmanas na Ásia e África, como também suas minorias não muçulmanas – além das minorias muçulmanas na Europa, nas Américas e em outros lugares – e sua interação com o Ocidente. Buscamos também contribuições sobre a própria religião, língua e expressões culturais e/ou dizendo respeito a questões teóricas que se encaixam em nosso órbita.</p> <p>A <strong>Malala</strong>, <strong>Revista Internacional de Estudos sobre o Oriente Médio e Mundo Muçulmano</strong> é uma publicação que recebe contribuições em fluxo contínuo em português, inglês e espanhol. As chamadas para publicações são duas vezes ao ano e às vezes com propostas temáticas e de dossiês. Os textos devem ser submetidos em formato Word através do site da Revista: <a href="https://www.revistas.usp.br/malala">https://www.revistas.usp.br/malala</a></p> Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pt-BR Malala, Revista Internacional de Estudos sobre o Oriente Médio e Mundo Muçulmano 2446-5240 <p>Esta revista oferece acesso livre ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. Não será cobrado nenhum tipo de taxa ao longo do processo de submissão de trabalhos e publicação da revista, bem como para leitura, download, cópia, distribuição, impressão, pesquisa ou referência após sua publicação.&nbsp;&nbsp;Leitores e partes interessadas são livres para compartilhar (copiar ou distribuir o material em qualquer mídia e formato) e para transformar ou adaptar partes do material desde que para uso não comercial e desde que o crédito apropriado seja dado ao autor e à Revista, indicando de que forma os dados foram utilizados e/ou manipulados.</p> A Palestina vai à Copa: estudo das imagens circuladas digitalmente sobre demonstrações de apoio à causa palestina na Copa do Mundo da FIFA 2022 https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/208872 <p>O presente ensaio reflete sobre a circulação digital de imagens referentes a demonstrações de apoio à causa palestina ao longo da Copa do Mundo da FIFA realizada no Qatar em 2022. A partir da análise do compartilhamento de imagens de ativismo palestino nas redes digitais foi possível compreender que os ativistas celebravam tais demonstrações, utilizando o evento para difundir a causa palestina. Os registros fotográficos das demonstrações eram encarados como manifestações importantes para luta nacional, compartilhadas e reproduzidas em diversos perfis em plataformas digitais. Além disso, outras representações buscavam significar e legitimar essas ações em perspectiva política mais ampla,<br />argumento que esses autores utilizaram durante a Copa do Mundo de Futebol, em decorrência de seu caráter como evento midiático internacional, para disputar visibilidade e legitimidade à causa palestina.</p> Vitoria Paschoal Baldin Copyright (c) 2023 Vitoria Paschoal Baldin https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 11 27 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.208872 A “Ameaça Islâmica” antes do 11 de Setembro: uma análise desde os Estudos Críticos de Segurança https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213415 <p>Este ensaio tem como objetivo analisar como o processo de identificação de um “inimigo islâmico” como “ameaça” à segurança estadunidense não se iniciou em 11 de Setembro de 2001. Para isso, recorreu-se ao método de pesquisa bibliográfica e documental, em conjunto com o emprego da análise crítica de discurso. Foi possível apreender que a identificação e construção dos “maus muçulmanos” como supostas “ameaças” vinculadas ao “novo terrorismo” se iniciou na década de 1980, se intensificou a partir da década de 1990, com o fim da Guerra Fria, e alcançou seu auge a partir de 2001.</p> Karime Ahmad Borraschi Cheaito Thiago Rodrigues Copyright (c) 2023 Karime Ahmad Borraschi Cheaito, Thiago Rodrigues https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 28 54 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213415 Islã, secularismo e concerto nacional: o Uzbequistão no meio do caminho https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213567 <p>Para um olhar desatento, a Ásia Central pode parecer periférica à trajetória do Islã no Oriente Médio. No entanto, essa extensa região e especialmente o Uzbequistão ocupam uma posição importantíssima na história muçulmana. Desde o início do processo de islamização, porém, a relação entre a religião islâmica e os governos locais se desenvolveu de maneira distinta. Dessa forma, o artigo oferece uma perspectiva histórica e comparativa sobre a influência do Islã e da cultura muçulmana para a construção do Uzbequistão moderno e analisa como essa influência foi percebida e gerenciada durante o processo de consolidação nacional. Defende-se que, de um ambiente intelectual impressionante ao florescimento do Estado secular, hoje o Uzbequistão busca equilibrar a herança do passado, reformulando elementos do presente, para solidificar sua identidade e encontrar seu lugar ao sol.</p> Guilherme Conceição Copyright (c) 2023 Guilherme Conceição https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 55 77 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213567 Casamento por convergência: identidades estatais e a aliança entre Síria e Irã https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213621 <p>Este artigo procura compreender como as identidades inf luenciam o surgimento e a manutenção da aliança sírio iraniana. Por meio de uma análise qualitativa e interpretativa da literatura sobre o tema, a pesquisa investiga três momentos: a guerra entre Irã e Iraque, a Guerra do Líbano e o conflito na Síria, a fim de compreender os elementos que constituem esse vínculo. Argumenta-se que a aproximação – e a manutenção – da aliança entre Síria e Irã é pautada pela complementariedade de suas identidades estatais, constituindo o que denominamos de “casamento por convergência”.</p> Camila Hirt Munareto Gabriela Santos da Silva Copyright (c) 2023 Camila Hirt Munareto, Gabriela Santos da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 78 98 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213621 Mulheres muçulmanas e o uso do hijab no ocidente: a importância da multinormatividade na garantia de liberdades individuais https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/212048 <p>Este artigo tem como objetivo investigar a problemática envolvendo o uso do hijab, o lenço utilizado por uma parcela das mulheres de religião islâmica, no contexto do Ocidente, especialmente na Europa, onde alguns países chegaram a proibir o seu uso, revelando um ato de evidente intolerância religiosa. Por meio de uma análise aprofundada, são explorados tanto o movimento feminista islâmico, que defende a liberdade de escolha do uso do hijab como uma expressão de identidade e fé, quanto a corrente contrária, que argumenta que a própria religião garante essa igualdade entre homens e<br />mulheres. O ponto fulcral deste artigo é a discussão da multinormatividade, em um contexto global, como meio para salvaguardar a liberdade individual das mulheres na escolha de suas vestimentas, independentemente de suas crenças religiosas, e para evitar interferências estatais nos assuntos pessoais de cunho religioso. Argumenta-se que o respeito à multinormatividade é fundamental para garantir a diversidade cultural e religiosa nas democracias ocidentais, reforçando o respeito aos direitos humanos e à autonomia individual. Os resultados desta pesquisa apontam para a necessidade de uma abordagem pluralista e não intolerante por parte das “democracias” ocidentais, a fim de reconhecer a diversidade religiosa e cultural<br />das sociedades contemporâneas. Além disso, destaca-se a importância de promover um diálogo intercultural construtivo, em busca de soluções que respeitem a dignidade humana e a liberdade de expressão das mulheres muçulmanas. Ao final, espera-se que este estudo contribua para um olhar mais empático e compreensivo sobre a questão do hijab no Ocidente, promovendo uma convivência harmoniosa entre diferentes culturas e religiões.</p> Gabrielle Souza O' de Almeida Copyright (c) 2023 Gabrielle Souza O' de Almeida https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 99 111 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.212048 A Arquitetura das casas afegãs tradicionais e modernas e o regime fundamentalista: impactos sobre a vida das mulheres https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213897 <p>Essa pesquisa investiga a relação entre as características arquitetônicas das casas tradicionais e modernas no Afeganistão e as restrições impostas à vida das mulheres afegãs, levando em consideração os incidentes recentes. O estudo se baseia em uma combinação de fontes históricas e artigos de notícias relacionados aos assuntos contemporâneos afegãos como suas principais fontes de dados. Além disso, é realizada uma análise comparativa de duas casas - um exemplo de design tradicional e outra representando a arquitetura moderna - na cidade de Herat, Afeganistão. Ao destacar a interação entre as características arquitetônicas e suas implicações para a vida das mulheres, a pesquisa tem como objetivo lançar luz sobre essa relação com o habitar. Os resultados desta pesquisa indicam que as áreas urbanas apresentam uma manifestação mais evidente de modernização em aspectos físicos, comprovada pela prevalência de casas residenciais modernas. No entanto, com o início de novas restrições impostas pelo Talibã após 2021, as casas modernas, caracterizadas por espaços abertos limitados em comparação com as casas tradicionais, geram uma maior vulnerabilidade para as mulheres afegãs. Consequentemente, confinar as mulheres dentro dessas casas modernas têm um impacto deletério em seu bem-estar físico e mental.</p> Sayed Abdul Basir Samimi Artur Simões Rozestraten Júnia Aparecida Laia da Mata Copyright (c) 2023 Sayed Abdul Basir Samimi, Artur Simoes Rozestraten, Júnia Aparecida Laia da Mata https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 112 127 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213897 Três faces e uma voz escondida: o cinema político de Jafar Panahi https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213675 Thiago Henrique Gonçalves Alves Copyright (c) 2023 Thiago Henrique Gonçalves Alves https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 171 176 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213675 Redefinindo o fundamentalismo islâmico diante do processo de globalização: rastreando origens https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/213829 <p>Nas últimas décadas o termo “fundamentalismo” se popularizou por meio do uso que diversos veículos de comunicação fizeram dele para classificar grupos e organizações, principalmente islâmicos, envolvidos em ações ilícitas, ataques terroristas e de viés ultraconservador, que de certo modo usam a religião para justificar seus atos. Este capítulo de tese busca revisar, esclarecer e compreender as origens e os desdobramentos do fundamentalismo, especialmente quando vinculado à religião islâmica, o que confere complexidade na tarefa de “apurar” a conceituação desse sintagma, que amiúde se confunde com outras denominações, como Islam político, jihadismo, salafismo, entre outros. Para isso, propomos neste capítulo de tese uma discussão sobre os seus significados, uma periodização de seus usos e contextos e, por fim, sugerimos uma espécie de genealogia desses múltiplos termos a partir da análise das concepções de diversos autores sobre o tema.</p> Victor Begeres Bisneto Copyright (c) 2023 Victor Begeres Bisneto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 128 170 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.213829 Israel-Palestina: parar com a loucura! https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/220487 Peter Demant Copyright (c) 2023 Peter Demant https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 8 10 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.220487 Apresentação v. 11, n. 14 https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/220523 Cila Lima Natalia Calfat Copyright (c) 2023 Cila Lima, Natalia Calfat https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 6 7 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.220523 O dia em que conheci de perto Malala Yousafzai https://www.revistas.usp.br/malala/article/view/220524 Anelise Gonçalves Copyright (c) 2023 Anelise Gonçalves https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2023-12-20 2023-12-20 11 14 177 180 10.11606/issn.2446-5240.malala.2023.220524