O amor que temos é terrível: os contatos entre as realezas grega e cuxita manifestos na união de Perseu e Andrômeda

Autores

  • Marina Pereira Outeiro Univesidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2177-4218.v11i1p179-204

Palavras-chave:

Grécia, Cuxe, Andrômeda, Perseu

Resumo

Discorremos acerca dos contatos estabelecidos entre as realezas grega e cuxita –, a partir do mito de Perseu e Andrômeda – retomado na Atenas Clássica, por Eurípides e Sófocles, em suas versões de Andrômeda, e pelos ceramistas que representaram o encontro entre o herói grego e a princesa cuxita. Privilegiamos os aportes teóricos do Gênero e da Arqueologia de Gênero para analisar os papéis atribuídos às mulheres em ambas as sociedades. Para o exame da documentação, textual e imagética, favorecemos o uso da Semiótica e Análise do Conteúdo.

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Biografia do Autor

Marina Pereira Outeiro, Univesidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutoranda em história (UERJ).

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Publicado

2020-09-28

Como Citar

Outeiro, M. P. (2020). O amor que temos é terrível: os contatos entre as realezas grega e cuxita manifestos na união de Perseu e Andrômeda. Mare Nostrum, 11(1), 179-204. https://doi.org/10.11606/issn.2177-4218.v11i1p179-204

Edição

Seção

Dossiê