Vivências diaspóricas em comunidades quilombolas

empoderamento, autorreflexão e novas sociabilidades na comunidade Rio dos Macacos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v10i3p203-216

Palavras-chave:

Diáspora negra, comunidades quilombolas, comunicação, novas sociabilidades, Stuart Hall

Resumo

De que forma o processo de empoderamento na comunidade quilombola Rio dos Macacos gerou capacidade autorreflexiva e novas sociabilidades? Propomos esta reflexão à luz do pensamento de Stuart Hall. Consideramos que as comunidades quilombolas recorrem a um acúmulo de experiências diaspóricas para fortalecer o movimento de resistência. No processo de empoderamento da comunidade Rio dos Macacos, percebemos a capacidade autorreflexiva nos relatos, documentos e na campanha “Somos todos Rio dos Macacos”. Novas sociabilidades foram estabelecidas, tanto na campanha, em 2012, quanto na delimitação oficial do território como comunidade remanescente de quilombo, em 2015.

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Biografia do Autor

Juliana Cézar Nunes, Universidade de Brasília. Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Brasília – DF

Jornalista e mestra em comunicação Social pela Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Comunicação

Dione Oliveira Moura, Universidade de Brasília. Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Brasília – DF

Professora Doutora da Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Comunicação.

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Publicado

2016-12-23

Como Citar

Nunes, J. C., & Moura, D. O. (2016). Vivências diaspóricas em comunidades quilombolas: empoderamento, autorreflexão e novas sociabilidades na comunidade Rio dos Macacos. MATRIZes, 10(3), 203-216. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v10i3p203-216

Edição

Seção

Stuart Hall e as margens