O meio é a mediação: uma visão pós-fenomenológica da mediação datacrática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v12i1p131-153

Palavras-chave:

Pós-fenomenologia, estudos tecnológicos, cultura digital, epistemologia da comunicação, datacracia

Resumo

À medida que inovações tecnológicas transformam os processos da comunicação, a Teoria das Mediações de Jesus Martín-Barbero continua a ter importância nos debates epistemológicos a respeito do ambiente da comunicação em redes interativas. Mídias sociais, que, de acordo com a abordagem pós-fenomenológica, são dotadas de intencionalidade e agência moral, tornam-se as mediações preferenciais da comunicação contemporânea, transformando ambientes coletivos em datacracias, regimes em que bases de dados e algoritmos têm grande influência sobre a tomada de decisão. A Teoria das Mediações, ao evidenciar a importância da natureza comunicativa da Cultura, mostra-se essencial na identificação da influência da comunicação na formação ideológica contemporânea.

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Biografia do Autor

Luli Radfahrer, Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes

Luli Radfahrer (Luiz Guilherme Antunes) é professor-doutor de Comunicação Digital do departamento de Relações Públicas, Publicidade e Turismo da ECA-USP há 21 anos. Lidera o grupo de pesquisa Datacracia, na área de estudos de epistemologia da comunicação social e interação humano-computador e a incubadora de projetos IRIS.

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Publicado

2018-05-03

Como Citar

Radfahrer, L. (2018). O meio é a mediação: uma visão pós-fenomenológica da mediação datacrática. MATRIZes, 12(1), 131-153. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v12i1p131-153

Edição

Seção

Dossiê