Rostos desfigurados:

repúdio de imagens no espaço público

Palavras-chave: Retrato, desfiguração, propaganda, Bergson, imagem

Resumo

Este artigo é sobre experienciar imagens como processo imagético interativo, como apontado por Bergson no livro Matéria e Memória, por meio de um aspecto dúbio do retrato fotográfico, em termos da sua recepção repudiada no espaço público. Apresentamos uma série de fotografias de quatro cidades latino-americanas que retratam rostos desfigurados intencionalmente. Recorrendo aos estudos de Deleuze, Bergson, Benjamin e Barthes, apontamos essas fotografias como testemunho documental de diferentes reações. As fotografias nos incitam a ir além do que os rostos desfigurados significam como signos icônicos, para serem vistas como indícios da interação dinâmica entre os retratos e os agentes desfigurantes anônimos, como uma imagem.

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Biografia do Autor

Felix Rebolledo Palazuelos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando em Psicologia Social e Institucional na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Artes Visuais (Master of Arts-Fine Arts) na Concordia University (2013).

Tania Mara Galli Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.

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Publicado
2019-04-30
Como Citar
Palazuelos, F., & Fonseca, T. M. (2019). Rostos desfigurados:. MATRIZes, 13(1), 279-302. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i1p279-302
Seção
Em Pauta/Agenda