Constelações ubíquas: rumo a uma antropologia não antropocêntrica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v15i1p13-43

Palavras-chave:

Indisciplina, Ubiquidade, Diásporas, Polifonias, Sincretismos, Fetiches

Resumo

A divisão do conhecimento em disciplinas-disciplinadas, tal como foi estabelecida pela divisão do trabalho da era industrial, dividida em faculdades, departamentos, currículos etc., se dissolve no ar de pixels. A constelação conceitual do ensaio é baseada na indisciplina metodológica. A pesquisa no campo material e imaterial, analógico e digital mistura conceitos-chave: sincretismos culturais, polifonias narrativas, subjetividade ubíqua, diásporas inquietas, meta-fetichismos. O etnógrafo se move deslocado, atento aos menores detalhes nas paisagens que fluem; assim, aprende a se observar durante a pesquisa. No processo do método reflexivo, o pesquisador se descobre parte da pesquisa e a inconsistência dialética sujeito/objeto.

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Biografia do Autor

Massimo Canevacci, Università degli Studi di Roma “La Sapienza”

Doutor em Filosofia, professor de Antropologia Cultural na Faculdade de Ciência da Comunicação da Università degli Studi di Roma “La Sapienza”.

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Publicado

2021-06-08

Como Citar

Canevacci, M. . (2021). Constelações ubíquas: rumo a uma antropologia não antropocêntrica. MATRIZes, 15(1), 13-43. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v15i1p13-43

Edição

Seção

Dossiê