Tânatos e o mito da escritura: morte e criação nos escritos de Albert Camus

  • Samara Fernanda A. O. de Lócio e Silva Geske Universidade de São Paulo (USP).
Palavras-chave: Morte, Escritura, Mito, Sísifo.

Resumo

Tomando como ponto de partida o aniversário de 50 anos da morte de Albert Camus (1913-1960), o objetivo desse artigo é analisar o tema da morte em seus escritos. Ela é revelada ao escritor muito cedo através da experiência da doença, mas ao contrário de conduzi-lo ao pessimismo e à angústia, a proximidade da morte exaspera nele o amor à vida e a urgência da criação. Sua obra revela-se como um embate entre Tânatos, a morte, e Sísifo, representando o amor à vida e ao mundo. Dessa forma, analisamos como a experiência da morte e da doença aparece em seus primeiros escritos e como as imagens de vida e morte se alternam em seus primeiros ensaios. A morte está também estritamente ligada à revelação do Absurdo em Le Mythe de Sisyphe e se torna o tema central das suas narrativas, principalmente em L’Ètranger. A morte, por fim, interrompe a sua escritura, deixando inacabado o romance cujo ponto de partida fora a morte de seu pai morto na guerra.

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Biografia do Autor

Samara Fernanda A. O. de Lócio e Silva Geske, Universidade de São Paulo (USP).
Mestranda em Literatura Francesa junto à área de Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês (FFLCH-USP).
Publicado
2012-05-11
Como Citar
Geske, S. (2012). Tânatos e o mito da escritura: morte e criação nos escritos de Albert Camus. Non Plus, 1(1), 17-29. https://doi.org/10.11606/issn.2316-3976.v1i1p17-29
Edição
Seção
ESTUDOS LITERÁRIOS