O velho e o novo: os sentidos construídos pelos fãs de telenovela em tempos de convergência das mídias

Autores

  • Gustavo Dhein Universidade Federal de Santa Maria http://orcid.org/0000-0002-2252-824X
  • Camila da Silva Marques Universidade Federal de Santa Maria
  • Otávio Chagas Rosa Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2017.131749

Palavras-chave:

Recepção, Convergência, Telenovela, Gênero.

Resumo

Este artigo resulta de uma pesquisa de caráter exploratório cuja finalidade foi analisar as apropriações da trama por parte dos fãs da telenovela Velho Chico no que diz respeito a questões referentes a gênero. Valemo-nos, para tanto, das publicações e comentários produzidos pelos receptores do referido produto ficcional em um grupo dedicado especificamente a ele no Facebook. Teoricamente, é apresentado um tensionamento a respeito das implicações das mudanças tecnológicas nos estudos de recepção, em diálogo com a perspectiva dos estudos culturais. Quanto ao protocolo metodológico adotado, aproximamonos da perspectiva da teoria fundamentada como método, de Fragoso, Recuero e Amaral, e classificamos as publicações e comentários coletados por meio do processo de codificação aberta, o que possibilitou o reconhecimento de padrões e elementos relevantes para a análise em questão.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gustavo Dhein, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) como bolsista Capes.

Camila da Silva Marques, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) como bolsista Capes.

Otávio Chagas Rosa, Universidade Federal de Santa Maria

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) como bolsista Capes.

Referências

ALMEIDA, H. B. As mulheres e as imagens da televisão. In: VENTURINI, G.; GODINHO, T. (Org.). Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado: uma década de mudanças na opinião pública. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2013. p. 107-118.

BIELBY, D. D.; HARRINGTON, C. L.; BIELBY, W. T. Whose stories are they? Fans’ engagement with soap opera narratives in three sites of fan activity. Journal of Broadcasting & Electronic Media, Abingdon, v. 43, n. 1, p. 35-51, 1999.

BORELLI, S. H. S. Novela é coisa de mulher? In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISADORES EM COMUNICAÇÃO, 23., 2000, Manaus. Anais… São Paulo: Intercom, 2000. p. 1-20.

BOURDIEU, P. A dominação masculina. Tradução Maria Helena Kühner. 11. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.

DEPEXE, S. Distinção em 140 caracteres: classe social, telenovela e Twitter. 2015. 235 f. Tese (Doutorado em Comunicação) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2015.

FAUSTO NETO, A. As bordas da circulação. Alceu, Rio de Janeiro, v. 10, n. 20, p. 55-69, 2010.

FRAGOSO, S.; RECUERO, R.; AMARAL, A. Métodos de pesquisa para internet. Porto Alegre: Sulina, 2011.

JACKS, N. (Org.). Meios e audiências: a consolidação dos estudos de recepção no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2014. v. 2.

JACKS, N. et al. Telenovela em plataformas multimidiáticas: análise de uma experiência brasileira. Estudos em Comunicação, Beira do Interior, n. 10, p. 293-311, dez. 2011. Disponível em: <http://bit.ly/2i8kfOF>. Acesso em: 16 out. 2017.

JENKINS, H. Cultura da convergência. Tradução Susana Alexandria. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.

JENKINS, H.; GREEN, J.; FORD, S. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da mídia propagável. Tradução Patrícia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014.

LOPES, M. I. V. Telenovela como recurso comunicativo. Matrizes, São Paulo, v. 3, n. 1, p. 21-47, 2009.

______. Uma agenda metodológica para a recepção transmidiática da ficção televisiva. In: BACCEGA, M. A.; OROFINO, M. I. R. (Org.). Consumindo e vivendo a vida: telenovela, consumo e seus discursos. São Paulo: Intermeios, 2013. p. 11-24.

______. Mediação e recepção: algumas conexões teóricas e metodológicas nos estudos latinoamericanos de comunicação. Matrizes, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 65-80, 2014.

LOPES, M. I. V. et al . Ficção televisiva transmidiática: temáticas sociais em redes sociais e comunidades de fãs. In: LOPES, M. I. V. (Org.). Ficção televisiva transmidiática no Brasil: plataformas, convergência, comunidades virtuais. Porto Alegre: Sulina, 2011. p. 241-296.

MARTÍN-BARBERO, J. Ofício de cartógrafo: travessias latino-americanas da comunicação da cultura. São Paulo: Loyola, 2004.

______. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 6. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.

OKIN, S. M. Gênero, o público e o privado. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 305-332, 2008.

OROZCO GÓMEZ, G. O telespectador frente à televisão: uma exploração do processo de recepção televisiva. Communicare, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 27-42, 2005.

______. La condición comunicacional contemporánea. Desafíos latinoamericanos de la investigación de las interacciones en la sociedad red. In: JACKS, N. (Coord.). Análisis de recepción en América Latina: un recuento histórico con perspectivas al futuro. Quito: Ciespal, 2011. p. 377-408.

______. A explosão da dimensão comunicativa: implicações para uma cultura de participação das audiências. In: ROCHA, R. M; OROFINO, M. I. R. (Org.). Comunicação, consumo e ação reflexiva: caminhos para a educação do futuro. Porto Alegre: Sulina, 2014. p. 129-150.

SAFFIOTI, H. I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.

SOUZA, M. C. J. Fãs de ficção seriada de televisão: uma aproximação com os fãs de autores de telenovelas. Revista E-compós, Brasilia, v. 8 , n. 1, p. 2-19, 2007.

TONDATO, M. P.; BACCEGA, M. A. (Org.). A telenovela nas relações de comunicação e consumo: diálogos entre Brasil e Portugal. São Paulo: Paco, 2013.

VELHO Chico. GShow, Rio de Janeiro, 6 out. 2017. Disponível em: <https://glo.bo/1oYecui>. Acesso em: 16 out. 2017.

WOODWARD, K. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, T. T. (Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 7-72.

WOTTRICH, L. H. Quem precisa das identidades? Os estudos de recepção? In: JACKS, N. (Org.). Meios e audiências: a consolidação dos estudos de recepção no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2014. v. 2, p. 247-274.

Downloads

Publicado

2017-12-22

Como Citar

Dhein, G., Marques, C. da S., & Rosa, O. C. (2017). O velho e o novo: os sentidos construídos pelos fãs de telenovela em tempos de convergência das mídias. Novos Olhares, 6(2), 104-113. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2017.131749

Edição

Seção

ARTIGOS